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Gestão da saúde – “direita conserta, esquerda desmonta?”

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Imagem aérea do Mini-Hospital. Foto: Arquivo/Fabio Ulsenheimer/Pref. de Toledo

Será que os gestores da direita em Toledo entraram na política para corrigir os erros deixados pela esquerda? A pergunta pode soar incômoda — e talvez deva mesmo ser.

Nesta sexta-feira, 10 de abril, completam-se nove anos de um episódio que ainda ecoa na memória da cidade: a reabertura do Mini-Hospital da Vila Pioneiro. Fechado em 2014 na gestão do então prefeito Beto Lunitti, o espaço deixou um vazio na saúde pública e um rastro de insatisfação popular na grande Vila.

Coube ao então prefeito eleito Lucio de Marchi, já em 2017, assumir o desgaste, enfrentar a desconfiança e cumprir uma promessa que muitos duvidaram (incluindo esse jornalista): reabrir o Mini-Hospital em 100 dias. Reabriu. E mais do que isso — transformou a unidade em referência, com milhares de atendimentos e papel decisivo, inclusive, durante a pandemia.

Avançando no tempo, a história parece insistir em se repetir. Em 2026, o atual prefeito Mario Costenaro também recebe uma herança problemática na saúde pública — novamente ligada à gestão anterior. Contratos questionáveis, como o da empresa IDEAS, levantam dúvidas não apenas sobre eficiência, mas sobre responsabilidade com o dinheiro público e, principalmente, com a vida das pessoas. Mais de 280 óbitos. Sem equipes, sem gestão, sem qualquer responsabilidade com a vida.

Diante disso, a pergunta volta à mesa: é coincidência ou padrão? O atual prefeito vai ter que consertar mais um estrago dos esquerdistas de Toledo?

Promessa que virou entrega (relembrando)

Em 2017, a promessa era clara e ousada: reabrir o Mini-Hospital em 100 dias. Este jornalista duvidou. Questionou. Cobrou. Como deve ser.

Mas o fato é que a promessa foi cumprida. E, diante disso, não há espaço para vaidade: há o dever de reconhecer. O tempo tratou de consolidar o acerto.

Quando a crítica encontra o resultado

O fechamento do Mini-Hospital, em 2014, deixou um vazio na região da Vila Pioneiro, que atende acima de 50 mil moradores. A reabertura não era apenas uma obra — era uma resposta política.

A promessa parecia discurso. Foi colocada em xeque. E precisava ser.

Mas veio a entrega. Reforma feita, investimento próximo de R$ 1 milhão, portas abertas e mais de 41 mil atendimentos já no primeiro ano. Não era narrativa. Era resultado.

Fiscalizar também é reconhecer

O papel do jornalismo nunca foi aplaudir. É fiscalizar. Quando Lucio de Marchi anunciou o prazo, este espaço duvidou. Era legítimo. Mas a política séria exige coerência: promessa cumprida precisa ser reconhecida. E foi. Retratar-se, nesse caso, não é recuar. É reafirmar compromisso com a verdade.

Nove anos de um acerto que permanece

Nove anos depois, o Mini-Hospital segue funcionando 24 horas, atendendo urgência e emergência e sendo peça-chave na rede pública. Durante a pandemia, virou referência no atendimento à Covid-19. Depois dela, manteve sua relevância. Não foi uma decisão momentânea. Foi uma escolha que resistiu ao tempo.

Entre a dúvida e a entrega

Nem toda promessa merece crédito antecipado. Houve dúvida. Houve cobrança. Houve questionamento público. E houve entrega.

O reconhecimento, hoje, não apaga a crítica do passado — ao contrário, a legitima. Porque mostra que o compromisso sempre foi com o resultado.

Palavra cumprida tem valor

Na política, prometer virou rotina. Cumprir, exceção. Por isso, quando um gestor estabelece prazo, é cobrado e entrega, isso precisa ser registrado. A reabertura do Mini-Hospital não ficou no discurso. Chegou à população. E isso tem peso.

Um legado que segue em funcionamento

Mais do que reabrir, foi preciso sustentar. O Mini-Hospital segue ativo, relevante e necessário. Atende, desafoga o sistema e cumpre seu papel. Isso define o que é legado: aquilo que continua funcionando mesmo depois do discurso ter passado.

Coincidência ou padrão?

E aqui a coluna volta ao ponto inicial. Primeiro, o fechamento. Depois, a reabertura. Agora, novamente questionamentos na saúde pública. Com Mario Costenaro diante de novos desafios e heranças administrativas frágeis, a dúvida permanece no ar: É coincidência… ou estamos diante de um padrão de gestão? Toledo observa. E cobra.

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Edição nº2820 – 08/04/2026

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