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Fusca: Mais que um carro, um patrimônio afetivo celebrado neste dia 23 de junho

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Fuscas que participaram do 4º Encontro Internacional de Veículos Antigos realizado em Toledo neste mês de junho. Foto: arquivo pessoal

Por Marcos Antonio Santos

O dia 23 de junho, esta segunda-feira, é uma data especial para os apaixonados por um dos carros mais icônicos da história automobilística: o Fusca. Com seu design inconfundível, o Fusca marcou gerações, atravessou décadas e conquistou o coração de milhões de pessoas ao redor do mundo — especialmente no Brasil, onde se tornou um verdadeiro símbolo cultural.

Celebrar o Dia do Fusca é homenagear não apenas um carro, mas toda uma história de inovação, simplicidade e resistência. Foi o primeiro automóvel de muitos brasileiros, um companheiro de estrada, trabalho e aventura. Apesar de sua produção ter sido encerrada, o carinho pelo Fusquinha permanece vivo, mantido por colecionadores, clubes e entusiastas que preservam sua memória e originalidade.

Neste dia, é comum ver encontros de Fuscas, desfiles e homenagens que reúnem amantes do modelo para relembrar suas histórias e compartilhar a paixão por esse clássico sobre rodas.

Aldo
Aldo Lúcio Rohde, integrante do Veteran Car Club de Toledo, conta a sua história com o Fusca:

“Em novembro de 1994, nossa família tinha um Fusca bege, ano 1982. Era um verdadeiro companheiro de todos: eu, meu irmão e meu pai usávamos o carro no dia a dia, seja para o trabalho ou para momentos de lazer. Foi com ele que comecei a frequentar bailes e festas, e, num desses encontros, conheci minha namorada — hoje minha esposa — Edineia.
Nosso primeiro beijo aconteceu ali mesmo, dentro do Fusca. Uma lembrança que guardamos com muito carinho até hoje. Depois disso, ela passou a ser minha parceira inseparável nas festas e viagens, sempre ao lado do nosso querido Fusquinha.
Em 1997, Edineia tirou sua primeira habilitação, e foi justamente no Fusca que ela aprendeu a dirigir e fez o exame. Esse carro, além de ser parte da nossa rotina, acabou fazendo parte da nossa história de amor e crescimento como casal. Com o tempo, como acontece com muitas famílias, vendemos o carro e fomos em busca de veículos mais modernos, especialmente com a chegada dos filhos. Mas o sentimento de saudade daquele Fusca sempre permaneceu. Várias vezes comentei com minha esposa que ainda tinha o sonho de ter um igualzinho àquele — e, se possível, encontrar o mesmo.
Apesar de não termos encontrado exatamente o mesmo veículo, conseguimos recentemente adquirir um praticamente idêntico, também ano 1982. Desde então, temos revivido momentos especiais: participamos de encontros de carros antigos, reencontramos amigos daquela época e criamos novas memórias com um gostinho do passado. Nosso Fusca é mais do que um carro — é um símbolo de amor, de família e de lembranças inesquecíveis”, revela Aldo Rohde.

Aldo revela que o primeiro beijo com a sua esposa aconteceu dentro do Fusca. Foto: arquivo pessoal
Nélson se orgulha da placa preta do seu Fusca. Foto: arquivo pessoal

Nélson
Para Nelson de Britto, que mora em Toledo há 46 anos e também faz parte do Veteran Car Club, sua paixão pelo Fusca vem de muito tempo:
“Foi através da participação de um desfile de 7 de Setembro, alguns anos atrás, que o amigo César de Césaro (atual presidente do Veteran Car Club de Toledo) me chamou para ajudá-lo no desfile com um dos carros dele. Foi aí que surgiu o gosto em adquirir um carro antigo, um Fusca. Incentivado por meus filhos, comprei um Fusca original, ano 1975. Fiz alguns reparos nele e coloquei placa preta, tornando-o uma relíquia. Hoje, participo de muitos encontros pela região”, afirma.

Valdir
Outro apaixonado pelo Fusca é Valdir Sgarbossa. Ele conta que já tinha um Fusca e, logo que se casou com Rose, eles ficaram com dois Fuscas:
“Um a gente conseguiu reformar muito bem naquela época. Daí, quando a gente veio do interior morar em Toledo, tivemos que vender — trocamos, na verdade, por uma casa. Depois, era um sonho nosso ter outro Fusquinha, e vira e mexe falávamos que o sonho era ter um Fusquinha.
Um dia, a Rose estava voltando da igreja e, passando na rua, viu um carro velho num vizinho próximo. Ela falou: ‘Tem um Fusca velho ali, se você quiser comprar’. Minha esposa conseguiu realizar o meu sonho: foi lá e comprou esse Fusca velho — um Fusquinha 1978. Devagarinho, fomos reformando. Ele já está com a gente há, acho que, uns cinco anos. Agora que conseguimos reformar. Então, devagarinho, estamos arrumando-o. Mas era um sonho de muito tempo. E será a minha herança que vou deixar para a minha esposa”, relata Valdir.

Para Valdir sempre foi um sonho ter um Fusca. Foto: arquivo pessoal

Neudo
O Fusca azul de Neudo Fornari é todo equipado, e ele não economizou no som — um verdadeiro luxo. E essa paixão pelo carro que marcou época vem desde criança:

“A gente sempre brincava junto com o Fusca do meu pai. Ele tinha um Fusca azul também, e a gente, desde criança, tem essa paixão pelo Fusca. Depois, acabamos comprando um — dividimos as despesas, eu e meu pai. Era um 1968. Na época, se remodelava, e depois tive mais dois Fuscas. Inclusive, sempre gostei de Fuscas meio mexidos.
Na época, meu vizinho ia reformar um. Passei, olhei o Fusca, que estava desmontado — foi um projeto. Olhei e perguntei se ele venderia. Acabei adquirindo e montando-o. Ele é um pouco diferente do original, porque naquela época a gente não participava de grupos — então, não tinha muito isso de grupo de carro antigo e tal. Isso foi surgindo de uns anos para cá”, diz.

Ele menciona que foi chamado para participar do grupo dos carros antigos, e hoje é membro do Veteran Car Club. O “Red Bull” sempre se destaca nos encontros de carros antigos:

“Estávamos tomando uma latinha de Red Bull e, olhando para o meu Fusca azul, falei para o meu amigo: ‘O que você acha de colocar o nome do carro de Red Bull?’ E deu certo. Adesivei e ficou diferente. Mas a paixão pelo Fusca vem desde pequeno — está na veia”, afirma Neudo Fornari.

Neudo e o seu Fusca Red Bull. Foto: arquivo pessoal

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