Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Finados: Flores continuam em alta para lembrar quem partiu e vendas devem aumentar 5,2% na data

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: divulgação

O Dia de Finados representa 8% do comércio anual de flores e plantas ornamentais, de acordo com o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura. 0 incremento nas vendas é estimado em 5,2% em relação a 2025

A ideia é simples e carregada de um forte significado: fazer com que aqueles que já partiram continuem presentes nos lugares onde estiveram em vida. Essa proposta vem sendo trabalhada há alguns anos pelo Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura), especialmente para o Dia de Finados (2 de novembro), com o objetivo de incrementar o comércio de flores na data, em todo o país. Com isso, as vendas de flores e plantas ornamentais para a ocasião devem representar 8% do total anual do setor em 2026.

“A flor deixa de ser apenas uma homenagem no túmulo e passa a integrar o cotidiano da família, ao lado de fotografias, objetos e lembranças que ajudam a manter viva a história de quem morreu”, explica Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

De acordo com ele, neste ano, as vendas devem aumentar cerca de 5,2% em relação a 2025. As flores e plantas mais procuradas para a data continuam sendo crisântemos, kalanchoês, antúrios, rosas em vasos, rosas-do-deserto, violetas e orquídeas Phalaenopsis.

Possibilidades ampliadas

A homenagem continua sendo feita com flores, mas elas podem estar em qualquer lugar. Uma árvore pode ser plantada no jardim em memória de alguém. Um vaso pode ocupar a varanda onde a pessoa costumava passar as tardes. Um canteiro pode reunir as flores de que ela gostava. Dentro de casa, um arranjo pode ser colocado ao lado de um porta-retrato, transformando aquele pequeno espaço em um lugar permanente de lembrança.

Isso não significa deixar de visitar o cemitério ou abandonar uma tradição construída ao longo de gerações. Significa ampliar o lugar da memória. Para muitas famílias, o cemitério guarda o corpo de quem partiu, mas a vida dessa pessoa aconteceu em outros lugares: na casa onde criou os filhos, no jardim que cultivava, na cozinha onde preparava as refeições, na varanda onde recebia amigos, no sítio, na praça, na praia ou em tantos outros espaços que fizeram parte de sua história.

É nesses lugares que a memória também permanece. Por isso, colocar flores nesses ambientes pode ser uma forma de aproximar a lembrança da vida cotidiana. Em vez de a homenagem acontecer somente uma vez por ano e em um único endereço, ela pode permanecer ali, todos os dias, acompanhando a família.

Sobre Finados

A data faz parte do calendário cristão e é dedicada à memória dos fiéis falecidos. Sua origem remonta à Idade Média. A tradição cristã de rezar pelos mortos existe desde os primeiros séculos do cristianismo, mas a definição da data específica é atribuída ao monge beneditino Odilo, abade de Cluny, na França.

Em 998, ele determinou que os mosteiros ligados à sua ordem dedicassem o dia 2 de novembro, logo após o Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro, às orações pelos mortos. A prática se espalhou gradualmente por outros territórios e, posteriormente, foi incorporada ao calendário da Igreja Católica.

Por que levar flores aos mortos?

A tradição de colocar flores nos túmulos é anterior ao próprio Dia de Finados e aparece em diferentes culturas e épocas. As flores sempre estiveram associadas à vida, à beleza, à renovação e também à passagem do tempo. Por isso, tornaram-se um dos símbolos mais delicados para expressar sentimentos diante da morte.

No Brasil, registros do século XIX já relatavam o costume de levar flores aos cemitérios no Dia de Finados. Em alguns casos, eram utilizadas flores cultivadas nos próprios jardins das famílias e até espécies que haviam sido apreciadas pela pessoa falecida.

Esse detalhe ajuda a explicar por que a relação entre flores e memória permanece tão forte.

Fonte: assessoria

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2833 – 23/10/2026

Cotações em tempo real