Da Redação
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) comemorou, com um evento na noite da segunda-feira (18), em Curitiba, seus 81 anos de fundação. O encontro foi marcado por um debate sobre o presente e o futuro da indústria e da economia brasileira, que teve como principal palestrante o e ex-ministro da Economia Paulo Guedes. A Fiep aproveitou a ocasião também para homenagear Guedes com o Troféu Pinheiro de Ouro, além de contemplar com a Láurea de Honra ao Mérito o deputado federal Pedro Lupion.
SINDIREPA – O presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos e Acessórios de Toledo (Sindirepa Toledo), Wanderlei Kuhn , disse que participou da comemoração dos 81 anos da Fiep em Curitiba, que contou com palestras do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o diplomata e economista Marcos Troyjo. Ele relata que Guedes recebeu um troféu e Pedro Lupion foi homenageado. Kuhn conta que o evento focou no futuro da indústria e da economia brasileira, com a conclusão de que o país enfrentará dificuldades no final deste ano e no próximo, enfatizando a importância do voto nas próximas eleições para melhorar a situação.
“Com satisfação, participei da comemoração dos 81 anos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba, na condição de presidente do Sindirepa Toledo. O evento contou com a palestra do Paulo Guedes como orador principal. Adicionalmente, tivemos a participação do ex-presidente do Banco Brix, Marcos Troyjo, também como palestrante. O ex-ministro Paulo Guedes foi homenageado com a entrega do troféu Pinheiro de Ouro, o deputado Federal Pedro Lupion recebeu uma láurea de Honra ao Mérito. O evento culminou em um debate abrangente sobre o futuro da indústria e da economia brasileira. As projeções apresentadas suscitaram reflexões, pois indicaram desafios para o cenário econômico nacional no final deste ano e no início do próximo. A análise revelou um momento de dificuldades para o país, conclamando à união e à conscientização da importância do voto nas próximas eleições, a fim de eleger representantes que possam conduzir o Brasil de maneira mais eficaz”, afirma Wanderlei Kuhn.
PRESIDENTE – O presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, destacou o papel que a entidade desempenha nas discussões dos caminhos para o desenvolvimento do Paraná e do Brasil. “Por isso, no aniversário da Federação, trouxemos uma palestra importante para o setor produtivo, com nosso ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Pelo momento que o Brasil vive, quisemos trazer uma expectativa daquilo que ele vê como ex-ministro”, explicou.
Vasconcelos também defendeu a união do setor produtivo em torno da defesa da melhoria da competitividade do estado e do país, fator tão importante quanto a busca por soluções para a taxação imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, tem que vem dominando os debates nas últimas semanas. “O Custo Brasil hoje, calculado com uma métrica adequada, chega a R$ 1,7 trilhão, então esse é um assunto tão importante quanto a nossa luta pela diminuição das tarifas”, disse. “Nós temos um Paraná que cresce tanto que, em seu maior potencial, que é a agroindústria, projeta dobrar até 2030. Então precisamos, por meio das nossas entidades e das nossas lideranças, assumir esse compromisso de forma proativa, técnica e não pessoalizada para levar luz sobre esse desafio”, completou.

PAULO GUEDES – Em sua palestra, Paulo Guedes fez uma ampla análise do novo cenário geopolítico global, que vem gerando mudanças nas relações entre os países e abrindo espaço para governos conservadores em todo o mundo. Destacou, ainda, a necessidade de o Brasil ajustar seus rumos para se adaptar a esse novo panorama, vendo como potencialidades do país o aproveitamento de vantagens como a energia limpa e a vasta produção de alimentos, entre outros, para ampliar a atração de investimentos estrangeiros e a participação no mercado internacional.
Guedes também fez uma recapitulação de seu período à frente do Ministério da Economia, ressaltando que o país havia conseguido reduzir as taxas de inflação e de juros, que seriam os pavimentos para um período de longo crescimento econômico. Para que o Brasil retome esse rumo, o ex-ministro defendeu uma pacificação do país, que passa inclusive pelo resgate do respeito entre as instituições.
Logo após a palestra, foi realizado um debate, com mediação do jornalista Adalberto Piotto, em que participaram também o presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, o diplomata e economista Marcos Troyjo e do deputado federal Pedro Lupion, que preside a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA). No diálogo, foi reforçada a necessidade de reequilíbrio institucional para traçar os rumos do país. “Um dos pontos principais para o empreendedorismo, para o investimento, é a estabilidade institucional”, ressaltou Vasconcelos.
Lupion, por sua vez, afirmou que hoje existe uma afinidade entre Executivo e Judiciário que coloca em segundo plano o papel do Judiciário, reforçando essa instabilidade institucional. Como exemplo, citou a recente aprovação de um projeto pelo Congresso Nacional que suspendia aumentos do IOF que haviam sido decretados pelo governo federal, mas que acabou sendo derrubado por decisão judicial.






