magia dos contos de fadas tomou conta do Teatro Municipal de Toledo durante o Festiarte 2026, que reúne estudantes da rede municipal em apresentações artísticas. Foto: Gazeta de Toledo
Da Redação
Festival de Arte das Escolas Municipais reúne estudantes da rede municipal em apresentações inspiradas no universo dos contos de fadas e valoriza a arte como ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento
A magia dos contos de fadas tomou conta do Teatro Municipal de Toledo nesta terça-feira (11), com o Festiarte 2026 – Festival de Arte das Escolas Municipais de Toledo. Neste ano, o evento tem como tema “Once Upon a Time – O mundo encantado do Era uma vez” e reúne estudantes, professores e familiares em uma programação dedicada à arte, à criatividade e à imaginação.
Promovido pela Secretaria Municipal da Educação de Toledo, o festival está sendo realizado em três períodos. Pela manhã, foram apresentadas produções das escolas municipais. À tarde, a programação tem início às 14h30, novamente com apresentações dos estudantes. À noite, às 19h, o palco será ocupado pelas crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
A programação envolve alunos da Educação Infantil, do Infantil 4, até o 5º ano do Ensino Fundamental, em apresentações que combinam teatro, música, dança, figurinos e diferentes formas de expressão artística.
Para a secretária municipal da Educação, Janice Salvador, o formato do festival foi pensado para contemplar as diferentes faixas etárias e, principalmente, garantir a participação das famílias nas apresentações das crianças menores.
“Durante o dia, realizamos as apresentações dos estudantes do Infantil 4 ao 5º ano. Já as apresentações dos CMEIs ocorrem à noite, pois, por se tratarem de crianças pequenas, a presença dos pais é indispensável, sendo este o nosso público prioritário”, explica Janice.
Estudantes da rede municipal dão vida a personagens e histórias no palco do Teatro Municipal durante o Festival de Arte das Escolas Municipais de Toledo. Foto: Gazeta de Toledo
Arte como parte do processo de aprendizagem
Mais do que um espetáculo, o Festiarte foi concebido como uma atividade pedagógica. Segundo a secretária, a proposta parte do entendimento de que a arte ocupa papel fundamental na formação dos estudantes, ao lado de outros componentes curriculares.
“Este festival de arte foi idealizado a partir da premissa de que a arte é um componente curricular essencial. Proporcionar aos alunos a vivência teatral, o contato com o palco, a construção de figurinos e a exploração de narrativas é fundamental para o desenvolvimento integral”, destaca.
Cada apresentação é resultado de um processo construído ao longo dos meses, com a participação de professores de diferentes áreas.
“Nada é improvisado. Cada apresentação é fruto de um trabalho criterioso e coletivo, envolvendo professores de arte, educação física e inglês. O processo vai desde a escolha da trilha sonora e do figurino até os ensaios, integrando expressão corporal, linguagem e percepção rítmica”, afirma Janice.
A secretária também ressalta a importância de estimular o imaginário das crianças em um período em que elas estão cada vez mais conectadas ao universo digital. Para ela, o contato com histórias, literatura e atividades lúdicas contribui para ampliar o vocabulário, a criatividade, a interação e a construção de memórias afetivas.
Nesse contexto, a Secretaria Municipal da Educação também desenvolve o programa “Ler é Legal”, que estabelece momentos diários de leitura nas instituições municipais de ensino.
“A leitura é uma porta aberta para o mundo, permitindo que a criança transponha fronteiras e acesse novas formas de conhecimento”, destaca a secretária.
Do aluno tímido ao protagonista
Um dos aspectos que mais chamam a atenção durante o festival é a transformação dos estudantes quando entram no palco. Crianças que muitas vezes demonstram timidez no ambiente escolar encontram na apresentação uma oportunidade para se expressar e assumir o protagonismo.
“É fascinante observar como o palco transforma os alunos. Muitas vezes, crianças tímidas no cotidiano escolar revelam-se verdadeiros artistas ao assumirem um personagem ou uma máscara”, comenta Janice.
Para ela, ocupar o Teatro Municipal também representa uma experiência de aproximação das crianças com os espaços culturais da cidade.
“Ao ocuparem o Teatro Municipal, um espaço tradicionalmente adulto, elas se tornam protagonistas. Nesse momento, as crianças não são apenas os artistas no palco, mas também o próprio público, vivenciando a grandeza de um ambiente cultural que lhes pertence.”
O público acompanha as apresentações do Festiarte 2026 no Teatro Municipal de Toledo, em uma programação que integra educação, cultura e criatividade. Foto: Gazeta de Toledo
Dona Baratinha ganha vida no palco
Entre as apresentações realizadas nesta terça-feira esteve a produção da Escola Municipal Waldyr Luiz Becker, que levou ao palco uma adaptação teatral e musical da história de Dona Baratinha.
A professora de Arte Aline, responsável pelo trabalho, conta que a preparação envolveu os alunos de diferentes turmas e que a possibilidade de se apresentar no Teatro Municipal aumentou ainda mais a expectativa das crianças.
Segundo ela, o desempenho no palco surpreendeu até mesmo quem acompanhou os ensaios.
“Eles deram um show. Nos ensaios, não se soltavam tanto quanto se soltaram hoje”, conta Aline.
Para a professora, a emoção do momento, os figurinos, a presença dos familiares e o próprio ambiente do teatro contribuíram para que os estudantes se entregassem à apresentação.
A atividade começou com todas as turmas da escola e, diante do bom desempenho dos alunos, os escolhidos receberam a notícia de que fariam a apresentação no Teatro Municipal.
“Eles ficaram muito animados. Muitos nunca tinham vindo até o teatro. Foi uma oportunidade muito especial”, relata a professora.
Dois meses de ensaio para subir ao palco
Entre os estudantes que participaram das apresentações estava Lourenço, de 10 anos, aluno da Escola Municipal de Reassentamento. Vestido para a apresentação, ele contou que o grupo se preparou durante cerca de dois meses.
Seguro diante da expectativa de subir ao palco, Lourenço garantiu que o espetáculo seria bonito e classificou como “muito legal” a experiência de participar do projeto e se apresentar no Teatro Municipal.
A experiência também marcou Emanuele, a Manu, de 9 anos, estudante da Escola Municipal Ivo Velter. Vestida de leoa, ela participou de uma apresentação inspirada no universo de O Rei Leão.
“Foi muito legal”, contou Manu, depois de participar da apresentação.
Ela revelou que os ensaios começaram cerca de um mês antes do festival e que aquela era sua primeira experiência se apresentando no Teatro Municipal.
Questionada se pretende voltar ao palco outras vezes, a resposta veio acompanhada de entusiasmo: “Eu acho que sim.”
Um festival feito para ficar na memória
Com apresentações preparadas durante meses, o Festiarte 2026 vai além do momento do espetáculo. Para a Secretaria Municipal da Educação, a experiência permite que os estudantes desenvolvam habilidades, descubram novas formas de expressão e construam memórias que podem acompanhá-los por muitos anos.
Ao transformar o Teatro Municipal em um grande cenário de histórias, personagens e música, o festival aproxima as crianças da arte e da cultura e reforça a proposta de colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem.
No palco, nesta terça-feira, eles não foram apenas espectadores de histórias. Foram os próprios protagonistas.
O Festiarte proporciona aos estudantes a experiência de ocupar o palco e vivenciar a arte como protagonistas. Foto: Gazeta de Toledo