Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Fonte: Wetterlang
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Festa Nacional do Porco no Rolete: 52 anos de tradição que projetaram Toledo para o Brasil

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: arquivo

Da Redação

Criada em 28 de julho de 1974, a Festa Nacional do Porco no Rolete nasceu de uma aposta entre amigos e se transformou em um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil. O que começou como um desafio para assar um porco inteiro em um único espeto tornou-se um patrimônio da cultura toledana, movimentando o turismo, a economia e a gastronomia do Paraná.

O idealizador da ideia foi o agricultor Celeste Vivian, que afirmou ser capaz de assar um porco inteiro, recheado com temperos especiais e girando em um único espeto de madeira. O desafio despertou o interesse de outros associados do Clube Caça e Pesca de Toledo, que formaram equipes e organizaram o primeiro concurso. A diretoria do clube elaborou o regulamento e convidou personalidades da cidade para compor a comissão julgadora.

Já em 1975, o evento ganhou repercussão estadual com reportagem publicada pelo jornal O Estado do Paraná, que destacou o sucesso da segunda edição da festa e o grande público presente.

Em 1978, por solicitação do então secretário municipal de Expansão Econômica, Pedro Ari Pinto de Andrade, o empresário Vitor Beal criou o tradicional símbolo do “Porco Estilizado”, logomarca que passou a representar oficialmente a festa.

Ao longo das décadas, o Porco no Rolete ultrapassou as fronteiras de Toledo. Em 1995, representou o Paraná no desfile da Escola de Samba Unidos da Ponte, no Carnaval do Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1997, foi o representante brasileiro em um festival gastronômico internacional realizado em Memphis, no Tennessee (Estados Unidos), com a participação dos assadores Ivo Tomazoni e José Ivo Schnitzer.

Nos 25 anos da festa, em 1999, o turismólogo José Francisco Campos, o Chico Paulista, criou a bandeira oficial do evento, que passou a integrar os atos protocolares da celebração. Em 2012, o Clube Caça e Pesca homenageou o idealizador Celeste Vivian, já falecido, com a instalação de um busto na entrada principal da entidade.

Em 2013, durante a 40ª edição da festa, o então prefeito Beto Lunitti assinou o decreto que declarou a Festa Nacional do Porco no Rolete como Patrimônio Cultural e Imaterial de Toledo, reconhecimento que reforçou sua importância para a identidade e o desenvolvimento do município.

No ano seguinte, o médico Pedrinho Antônio Furlan foi nomeado embaixador da festa e do Clube Caça e Pesca. Também em 2014, o Porco no Rolete foi destaque na feira Mundo Gastronômico, em Curitiba, representando o projeto Iguassu Gourmet e a gastronomia do Oeste do Paraná.

Atualmente, a Festa Nacional do Porco no Rolete reúne aproximadamente 30 mil visitantes em um único dia. São assados mais de 300 porcos, distribuídos em cerca de 130 estandes, ocupados por empresas, famílias e grupos de amigos que transformam o evento em um grande momento de confraternização. Para quem não participa dos estandes, o restaurante principal serve milhares de refeições durante o dia.

Além da gastronomia, a programação inclui apresentações culturais, concurso do melhor porco assado, melhor recheio e melhor estande, além da participação de autoridades, da corte da festa e de diversas atrações que movimentam o Clube Caça e Pesca durante todo o dia.

A evolução da técnica de preparo também acompanhou o crescimento do evento. O espeto de madeira e a manivela utilizados nas primeiras edições deram lugar a espetos metálicos e motores elétricos, permitindo o preparo simultâneo de dezenas de animais, sem perder a tradição do assado sobre brasas.

Cinco décadas após sua criação, a Festa Nacional do Porco no Rolete consolidou-se como um dos principais eventos gastronômicos do país, contribuindo para divulgar Toledo nacionalmente, fortalecer a cadeia da suinocultura e preservar uma tradição que se tornou símbolo da cidade.

Colaboração: Nelso Bassani

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2826 – 27/07/2026

Cotações em tempo real