Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Extraordinária aprova e Executivo sanciona auxílio emergencial toledano

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

A Câmara de Toledo aprovou em turno final em sessão extraordinária na terça-feira, dia 20 de abril, o Projeto de Lei nº 51, que autoriza a concessão de Auxílio Emergencial às famílias de baixa renda afetadas economicamente pela pandemia no Município de Toledo. A proposição, de autoria dos vereadores Elton Welter, Chumbinho Silva, Gilson Francisco, Jozimar Polasso, Pedro Varela, Professor Oséias e Valtencir Careca, contou com apoiamento de todos os vereadores e tramitou em regime de urgência, tendo sua primeira votação na sessão ordinária de segunda-feira, dia 19, com aprovação unânime nos dois turnos. Em seguida o presidente Leoclides Bisognin convocou a sessão extraordinária visando a votação final.

Na sessão extraordinária de terça, dia 20, o vereador Elton Welter usou a tribuna para agradecer ao vereadores Gabriel Baierle, Chumbinho Silva e Jozimar Polasso, relatores do PL 51 na CLR, na CSS e na CFO, respectivamente, pelos pareceres favoráveis ao projeto do auxílio emergencial de Toledo, destacando também a celeridade e ainda a sensibilidade do presidente da Câmara de Toledo, Leoclides Bisognin, de convocar a sessão extraordinária para sua votação final. Welter agradeceu ainda a “vontade unânime desta Casa de votar de forma unânime a favor deste projeto”. O vereador destacou que o projeto do auxílio emergencial toledano é uma

proposição em defesa da vida, um projeto de combate à fome, que visa dar dignidade às pessoas, para que elas possam resgatar a auto-estima e buscar um emprego, para ter renda e não depender de programas.

Em seguida à aprovação final no Poder Legislativo o PL 51 ganhou a forma de autógrafo, sendo levado ao Poder Executivo juntamente com o autógrafo do Projeto de Lei n° 7, de volta da tolerância no EstaR e estacionamento para carga e descarga, para a sanção pelo Poder Executivo, através do prefeito Beto Lunitti. A sanção foi feita em ato no Gabinete do Prefeito, sendo encaminhada a publicação no Diário Oficial para que assim as duas propostas completem seu trâmite e ganhem força de leis.

O Projeto de Lei n° 51 lembra que o artigo 8º da Lei Orgânica do Município de Toledo, “indica, em seu primeiro inciso, que é objetivo da política de desenvolvimento municipal assegurar a todos os toledanos existência digna bem-estar e justiça sociais”. Compreende-se que é impossível tratar de dignidade, bem estar e justiça social quando o Poder Público se omite de sua função de promover as condições mínimas de acesso às necessidades básicas da população, afirma a proposição. “É sabido que a crise mundial causada pelo coronavírus expôs diversas famílias à insegurança financeira e à impossibilidade de suprir suas demandas alimentícias e outras necessidades primordiais à sobrevivência”, prossegue a proposição. Ela aponta ainda que foram criados diversos projetos de Auxílio Emergencial ao redor do globo como mecanismos de contenção a esses efeitos econômicos da pandemia. “O Brasil não destoa dessa realidade; diversos municípios instituíram, paralelamente à experiência em âmbito federal, auxílios próprios”, aponta o documento.

Os reflexos do alto índice do desemprego e consequente redução de renda da população do Município de Toledo são perceptíveis no aumento de demanda em busca dos serviços da Política de Assistência Social, afirma o documento. “Antes de 2020, a média mensal de cestas básicas concedidas era de 500, atualmente este número subiu para 1.400, sendo ainda insuficiente para atender a todas as famílias que requerem o benefício junto aos CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, que se aproximam a 2 mil solicitações mensais”, aponta o documento. Outro parâmetro importante a se considerar é o que diz respeito a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e ao Programa Bolsa Família, onde aponta que em janeiro o município possuía 9.958 famílias inseridas no Cadastro Único, com 1.845 famílias sendo beneficiárias do Bolsa Família, ou aproximadamente 3% da população total do município. “Esses índices retratam, em parte, o impacto econômico da pandemia em nosso município”, aponta o documento, afirmando ainda que “apesar de ser considerada uma cidade rica, observa-se que a pobreza e a extrema pobreza se fazem cada vez mais presentes em Toledo”.

A proposição traz quadro atualizado do mês de março de 2021, referente ao cadastro de famílias em situação de vulnerabilidade em Toledo. Ele aponta que o Cadastro Único tem 9.884 famílias, num total de 25.172 pessoas, entre outros dados. “Com ele, tem-se a dimensão do quanto a pobreza é, infelizmente, uma realidade em nosso município e de como a implementação de um auxílio municipal teria impacto significativo na renda das famílias beneficiárias”, afirma a proposição.

Para os vereadores é urgente a necessidade de o Poder Executivo intervir e regulamentar o auxílio. “Salienta-se, ainda, que além de impactar diretamente o orçamento das famílias, o Auxílio Emergencial faz com que os beneficiários comprem no mercado local. Sendo o recurso destinado às famílias mais vulneráveis, o valor é revertido em consumo e aquece a economia local”, apontam os vereadores.

Tramitação de proposição foi célere e teve unanimidade na Câmara de Toledo

A tramitação do projeto que autoriza o Auxílio Emergencial Toledano foi acelerada e contou com apoio unânime dos vereadores, inclusive nas Comissões Permanentes. Apresentado na Câmara no dia 31 de março, ele foi incluído na pauta da sessão do dia 5 de abril, quando foi lido em plenário, sendo apresentado requerimento de todos os vereadores solicitado regime de urgência, sendo então encaminhado às Comissões Permanentes para sua apreciação inicial.

Na CLR-Comissão de Legislação e Redação o presidente Marcelo Marques designou como relator Gabriel Baierle, que posicionou-se favoravelmente e teve seu parecer aprovado por unanimidade, seguindo às demais Comissões Permanentes.

Já na CFO-Comissão de Finanças e Orçamento o presidente Jozimar Polasso designou como relator a si mesmo, emitindo parecer favorável, o qual foi aprovado pelos vereadores da CFO de forma unânime, seguindo à CSS.

Na CSS-Comissão da Saúde, Seguridade Social e Cidadania o presidente Chumbinho Silva designou a si mesmo como relator e no dia 13 de abril foi apresentado parecer favorável, aprovado pelos demais vereadores presentes, sendo encaminhado à Presidência da Câmara para inclusão na pauta. O presidente Leoclides Bisognin então colocou o PL 51 na pauta de segunda, dia 19, quando convocou sessão extraordinária para a votação final no dia 20, quando teve voto favorável de todos os vereadores.

Com o debate ocorrido nas Comissões Permanentes a sessão extraordinária teve poucos pronunciamentos, mas os vereadores que foram à tribuna destacaram a importância da proposição no atual cenário da pandemia do coronavírus como apoio para o cuidado sanitário e a realização das atividades econômicas.

Fonte: Decom/CMT

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2806 – 28/01/2026

Cotações em tempo real