Foto: Cláudio Neves/AEN

Vendas acumuladas registram alta de 4,92% em 2021

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) cresceram 15,3% em abril, totalizando 395,7 mil toneladas – contra 343,3 mil toneladas registradas no mesmo período de 2020. 

A receita dos embarques do quarto mês de 2021 chegou a US$ 610 milhões – melhor desempenho registrado nos últimos 16 meses – superando em 18,2% o resultado obtido em abril de 2020, com US$ 515,9 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a abril), o total exportado pelo setor chegou a 1,432 milhão de toneladas, volume 4,92% superior ao alcançado no primeiro quadrimestre de 2020, com 1,365 milhão de toneladas.

O saldo em dólares das exportações chegou a US$ 2,169 bilhões, número 0,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 2,151 bilhões.

Entre os mais de 140 países importadores da carne de frango do Brasil, foram destaque em abril os embarques para África do Sul, com 26,4 mil toneladas (+30,6% em relação ao mesmo período de 2020), União Europeia, com 18,5 mil toneladas (+26,7%), Filipinas, com 16,2 mil toneladas (+170%), Rússia, com 13 mil toneladas (+140,1%), Coreia do Sul, com 12,3 mil toneladas (29,6%) e México, com 10,3 mil toneladas (+5445%).   

Ainda em Abril, o Paraná, principal estado exportador do país, embarcou 156,1 mil toneladas (+10,91% em relação à abril de 2020), sendo seguido por Santa Catarina, com 84,1 mil toneladas (+11,93%), Rio Grande do Sul, com 61,4 mil toneladas (+11,3%), Goiás, com 20,6 mil toneladas (+46,25%) e São Paulo, com 18,7 mil toneladas (+4,74%).

“Além dos mercados tradicionais, temos acompanhado a retomada de determinados mercados, como o México, e o crescimento dos patamares de compras de nações como Rússia e Filipinas. Os indicativos preliminares mostram que este patamar de exportações deve se repetir em maio. São números que ajudam a reduzir as perdas geradas pelo setor produtivo, com a forte especulação e alta dos custos de produção, principalmente devido aos preços do milho e da soja”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da avicultura e da suinocultura do Brasil, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 8 bilhões. Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a Apex-Brasil, das quatro marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos: Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Pork. Por meio de suas marcas setoriais, a ABPA promove ações especiais em mercados-alvo e divulga os diferenciais dos produtos avícolas e suinícolas do Brasil – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e fomenta novos negócios para a cadeia exportadora de ovos, de material genético, de carne de frangos e de suínos.

Confira abaixo a análise feita pelo presidente da ABPA, Ricardo Santin:

Fonte: ABPA