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Exportação de carne foi recorde no primeiro semestre, mas fim da cota chinesa preocupa

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Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

As exportações brasileiras de carne bovina encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho da série histórica. Impulsionados pelo resultado recorde de junho, os embarques somaram 1,7 milhão de toneladas entre janeiro e junho, com média mensal próxima de 284 mil toneladas. No mesmo período, o faturamento alcançou cerca de R$ 50,67 bilhões.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o volume exportado cresceu 15,5% em relação ao primeiro semestre de 2025. A receita teve avanço ainda mais expressivo, de 36,2%, na comparação com os R$ 37,43 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.

Apesar do desempenho histórico, o setor acompanha com atenção o cenário para os próximos meses. Entre as principais preocupações estão o fim da cota chinesa de importação (leia aqui)e a possibilidade de restrições nas vendas para a União Europeia a partir de 3 de setembro, em razão das novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

A Abiec destaca que a média mensal de embarques consolida o melhor primeiro semestre já registrado pelo país, tanto em volume quanto em faturamento. Os números incluem carne bovina in natura, industrializada, salgada, além de miúdos, tripas e gorduras.

Como comparação, durante todo o ano de 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, com receita de aproximadamente R$ 93,06 bilhões, sendo a carne in natura responsável por 3,09 milhões de toneladas e cerca de R$ 85,82 bilhões em faturamento.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no primeiro semestre. O país asiático importou 794,7 mil toneladas do produto, gerando receita de aproximadamente R$ 25,18 bilhões. O volume comprado aumentou 24% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o valor das vendas avançou 49,4%.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com compras de 205 mil toneladas e movimentação financeira próxima de R$ 6,98 bilhões, crescimento de 13% em volume e de 29,8% em receita.

O Chile importou 70,7 mil toneladas, resultando em cerca de R$ 2,17 bilhões em negócios, alta de 20% no volume e de 33,2% no faturamento.

Já a Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de aproximadamente R$ 1,47 bilhão, crescimento de 53,8% na quantidade embarcada e de 58,9% em valor.

Entre os mercados que mais remuneraram as exportações brasileiras, a União Europeia ocupou posição de destaque. O bloco comprou 51,2 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 2,34 bilhões, com aumento de 18,2% em volume e de 53,5% na receita.

O desempenho de junho estabeleceu um novo recorde para as exportações brasileiras de carne bovina, superando os resultados obtidos em maio tanto em volume quanto em faturamento.

No mês, o Brasil embarcou 317,3 mil toneladas, crescimento de 16,6% frente às 272,2 mil toneladas exportadas em junho de 2025. A receita atingiu aproximadamente R$ 10,21 bilhões, avanço de 38,1% sobre o mesmo mês do ano anterior.

A carne bovina in natura respondeu por 279,7 mil toneladas, equivalentes a 88,1% do total exportado, gerando cerca de R$ 9,46 bilhões, ou 92,6% da receita do mês.

As carnes industrializadas representaram 8,5 mil toneladas e aproximadamente R$ 382,6 milhões em faturamento. Os miúdos somaram 20,1 mil toneladas e cerca de R$ 239,37 milhões. As gorduras renderam aproximadamente R$ 82,72 milhões, enquanto as tripas movimentaram R$ 48,08 milhões. Já as carnes salgadas responderam por cerca de R$ 3,9 milhões.

Principais destinos em junho

A China manteve a liderança entre os compradores em junho, adquirindo 161,9 mil toneladas de carne bovina brasileira. A receita obtida com essas vendas alcançou aproximadamente R$ 5,58 bilhões, crescimento de 39,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Os Estados Unidos ficaram na segunda colocação, com importações de 26,4 mil toneladas e faturamento de cerca de R$ 997,29 milhões. Embora o volume tenha recuado 8,3%, a receita aumentou 16,4%.

O Chile ocupou a terceira posição, comprando 12,9 mil toneladas, o que gerou aproximadamente R$ 422,39 milhões, alta de 67,5% em volume e de 56,8% em valor.

Na sequência apareceu o México, com 11,8 mil toneladas importadas e movimentação financeira próxima de R$ 382,58 milhões, registrando crescimento superior a 130% tanto em quantidade quanto em faturamento.

Também figuraram entre os principais destinos da carne bovina brasileira no mês Indonésia, Hong Kong, Arábia Saudita, União Europeia, Rússia e Filipinas. Em termos de receita, a União Europeia ficou na quarta posição, com compras equivalentes a cerca de R$ 388,78 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

Fonte: Pensar Agro

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