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Experiências de Ibema são apresentadas em formação da Assistência Social

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Foto: José Augusto Seide

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) promoveu, na manhã desta quinta-feira (10), a formação “O Trabalho em Rede com as Famílias: Prevenção do acolhimento institucional de crianças e adolescentes”. A atividade reuniu servidores que atuam em diferentes serviços da rede de proteção do município e teve como foco o fortalecimento das ações voltadas a crianças e adolescentes em situações de violação de direitos.

O conteúdo foi ministrado pela assistente social da Prefeitura de Ibema, Adriane Florentin, e pelas integrantes do Conselho Tutelar de Ibema, Rosélia Padilha e Solange Sampaio. A partir das experiências profissionais das participantes, a formação abordou o trabalho articulado entre os diferentes serviços que integram a rede de proteção e a atuação junto às famílias.

Realizado no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin, o encontro contou com a participação de servidores responsáveis pela coordenação e, em alguns casos, integrantes das equipes técnicas de serviços gerenciados pela Smas. Membros dos dois Conselhos Tutelares de Toledo e colaboradores da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS) também foram convidados para participar do evento.

Para a secretária de Assistência Social de Toledo, Simone Ferrari, a integração entre profissionais de diferentes serviços é fundamental para qualificar as intervenções e evitar acolhimentos institucionais que poderiam ser prevenidos. “O principal objetivo é fortalecermos o diálogo sobre os desafios do trabalho que tem que ser construído em rede. A ideia é que possamos trocar experiências com representantes de diferentes municípios, de diversos portes e possibilidades, para que tenhamos um trabalho unificado”, explica.

Foto: José Augusto Seide
Foto: José Augusto Seide

Simone observa que a formação também contribui para ampliar as habilidades dos profissionais no trabalho cotidiano e fortalecer a atuação técnica das equipes. “Essa troca, essa sinergia de conhecimento, faz com que se tenha mais habilidades no trabalho cotidiano”, pontua a secretária. “Devemos buscar um modelo de atuação que aproxime a dimensão técnica da sensibilidade necessária no atendimento às famílias, que deve ser feito de uma maneira mais humanizada diante dos inúmeros desafios que as equipes possuem”, salienta.

Adriane destaca que a experiência de Ibema envolve a articulação entre os serviços e o acompanhamento contínuo das famílias, com atenção às necessidades específicas de cada criança. “Nossa experiência mostra uma baixa demanda por acolhimento institucional pois entendemos que era necessário trabalhar de forma conjunta na prevenção. Antes do agravamento dos sinais de alerta, conseguimos, com o apoio da rede, oferecer um atendimento mais efetivo às crianças”, relata a assistente social.

Na avaliação de Adriane, a permanência da criança junto à família, quando possível, deve ser priorizada, considerando os impactos que o acolhimento pode provocar. “O abrigamento traz um impacto muito grande para a criança, tanto emocional quanto social e só deve ser considerado quando não houver outra alternativa”, comenta.  Queremos, sempre que possível, que essa criança ou esse adolescente permaneça na família, mas com os cuidados necessários”, enfatiza.

Fonte: Secom/Pref. de Toledo

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