Ministra Tereza Cristina em participação virtual no evento que aconteceu no Biopark. Foto: Carlos Rodrigues/Secom

Um ecossistema entre entidades públicas e privadas, universidades, produtores rurais, empresas do setor, profissionais e entidades de classe forma redes de inovação no agro em prol do desenvolvimento local. Essa é a definição das Redes de Inovação para o Agronegócio no Brasil, que somam agendas de governança para o crescimento do agro.

Em Toledo, nessa quinta-feira (9), foi inaugurada a Rede de Inovação para o Agronegócio do Oeste do Paraná com foco em possibilitar a criação de ferramentas tecnológicas que impulsionam a produtividade e fomentam a criação de startups e o desenvolvimento de pesquisas nos parques tecnológicos e nas universidades oestinas. Também conhecida como Iguaçu Valley, a região abriga algumas das maiores cooperativas do país e municípios que são destaque no valor bruto de produção agropecuária do estado.

Em mensagem de vídeo, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, parabenizou a região e destacou a parceria regional para a formação de ecossistemas inovadores. “Sabemos que a tecnologia e a inovação são fatores transformadores e o nosso agro vem transformando o país de Norte a Sul com ciência, produtividade e sustentabilidade. Temos, cada vez mais, engajamento do setor produtivo e da agroindústria. Na região, ainda temos um excelente alinhamento com a academia e com o nosso parceiro Sebrae. Todos juntos, continuaremos a transformar o agro”, declarou.

A Rede de Toledo é a terceira inaugurada no país. Outras duas regiões já receberam o reconhecimento: Londrina, também no Paraná, teve sua Rede inaugurada em 2019, e o Cerrado Mineiro, na última semana.

Além destas iniciativas, já estão em fase de formulação de estratégias para consolidação as Redes de Inovação para o Agro no Mato Grosso do Sul; do Corredor Tecnológico de São Paulo; de Goiás; e uma ampla iniciativa de inovação aberta no contexto da Região Nordeste, denominada Projeto Agronordeste Digital.

Neste ecossistema, o Mapa constrói uma estratégia que leva em conta as particularidades de cada região, privilegia o arranjo local existente, promove trocas com regiões mais maduras e busca diagnosticar pontos de melhoria e potencialidades de cada localidade.

“Seja por meio de ações de fomento, de capacitação, de geração de novas startups e de aproximação com os produtores, o Mapa busca articular ações cujo protagonismo seja dos atores locais em uma agenda de articulação positiva para o crescimento”, frisa a diretora de Apoio à Inovação para Agropecuária do Ministério da Agricultura, Sibelle Silva.

A diretora ainda explica que o Mapa exerce um papel de tutoria na conformação da rede e direcionamento de esforços locais. “Muitas vezes sequer são necessários recursos financeiros, mas quando são, a governança em articulação pode conseguir acessar recursos nacionais e internacionais de forma coordenada e organizada, com uma agenda clara de atividade de inovação que considera as particularidades daquela região”.

Para consolidar as informações sobre as Redes de Inovação para o Agro e seus componentes, será lançado no início de 2022 o Portal AgroHub Brasil, uma página online do Mapa dedicada a consolidar informações sobre as principais iniciativas de inovação aberta do Ministério, levando conhecimento a todos os elos do agro que atuam para a inovação acontecer.

Fonte: Ministério da Agricultura