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Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão por mim

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

O texto do Evangelho deste 5º Domingo de Páscoa (Jo 14,1-12) é extraído dos discursos de despedida de Jesus durante a Última Ceia com seus discípulos. No capítulo anterior, Jesus anunciou aos seus discípulos que estava prestes a ser traído e condenado à morte, mas também realizou o gesto profético de lavar os pés dos discípulos, dando a seguir o novo mandamento do amor.

Perante o anúncio da traição, os discípulos se mostram-se perdidos. Diante do desânimo deles, Jesus lhes dirige palavras de conforto: “Não se turbe o vosso coração”. Estas são as mesmas palavras que Moisés pronunciou antes de sua morte: “Não tenhais medo! Permanecei firmes forte e vereis a salvação que o Senhor fará hoje para vos salvar” (Êx 14,13). Jesus pede aos discípulos que tenham fé e não desanimem, pede-lhes que transformem o medo e o terror do abandono na coragem de confiarem nele, porque Ele não os deixará sozinhos, mas dará vida a novas formas de relacionamento com eles.

A meta da viagem é a comunhão plena com o Pai: é o ponto de referência absoluto, que liberta do medo e anuncia a esperança. Jesus diz que “na casa do meu Pai há muitas moradas”: não se trata de um lugar físico, mas se refere ao calor e intimidade da vida familiar. A casa do Pai, meta da viagem, se apresenta como plenitude de comunhão e Jesus, com sua partida, é aquele que prepara o caminho para que todos se sintam em casa.

Em Jesus nos tornamos filhos no Filho para que o Pai venha habitar entre nós. Todo discípulo é chamado em Cristo a ser santuário, morada do amor do Pai. No Batismo somos inseridos no Corpo de Cristo e passamos a viver como filhos de Deus. Viver a vida à maneira de Deus só é possível no amor que se torna serviço. Os discípulos não conseguem entender as palavras do Mestre. Tomé toma a palavra e pergunta: “Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho”?

Jesus responde a esta pergunta com uma afirmação solene, que afirma a plenitude da sua condição divina: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Aos discípulos é pedido também que sejam a verdade, ou seja, que se abram ao dinamismo divino que move a humanidade ao bem no amor. No Evangelho de João a verdade é Jesus que nos revela o Pai como amor, liberdade e dom absoluto ao Filho. Só no amor é possível ao homem viver a vida e vivê-la plenamente. “Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 

No lava-pés, que Jesus acaba de realizar, ele manifestou aos discípulos a totalidade do amor que se realiza no serviço. Filipe então pede a Jesus para poder ver o Pai. “Há tanto tempo eu estou convosco, e não me conheces, Felipe? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim”? Conhecer Deus significa crer que o Pai ama o Filho que ama o Pai e que as palavras do Filho são as mesmas do Pai e que o Filho é a Palavra do Pai.

Somos chamados a crer, ou seja, a experimentar o amor de Deus. A vida e obra de Jesus manifestam a força criadora do amor do Pai. São precisamente as obras que revelam a identidade de Cristo e a sua relação com o Pai. Enxertado em Cristo, pela ação do Espírito, o homem pode realizar as maiores obras: amar o Pai e amar os irmãos com o mesmo amor de Deus. Cristo volta ao Pai para que nós, no Espírito, possamos viver a mesma vida.

Por fim, Jesus tem uma palavra também para nós. Sua volta ao Pai implica em colocar nas mãos dos discípulos a continuidade de sua missão. Também nós somos enviados em missão para continuar a obra de Jesus: fazer com que a Igreja se “pareça” com Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Esta é a boa nova para nós hoje.

Dom João Carlos Seneme css

Bispo de Toledo

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