Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Estudantes de Toledo conquistam prêmio nacional e enfrentam desafios para viagem aos EUA

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: divulgação

Da Redação

O Clube de Ciências do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, foi recentemente destaque nacional ao conquistar importantes premiações na edição 2026 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP). A participação do grupo rendeu reconhecimentos expressivos, evidenciando a qualidade dos projetos desenvolvidos por estudantes e orientadores do município.

Entre os destaques, a professora Dionéia Schauren foi reconhecida como Professora Destaque 2026, prêmio que valoriza a atuação de educadores no incentivo à pesquisa científica entre jovens.

PRIMEIRO LUGAR – A estudante Beatriz Maria Ferreira dos Santos teve desempenho de grande relevância, conquistando o 1º lugar na Categoria Ciências Biológicas. Além disso, recebeu credencial para participar da Regeneron ISEF, considerada a maior feira de ciências do mundo, e foi contemplada com o Prêmio Destaque Unidades da Federação, como melhor projeto do Paraná, além do Prêmio Destaque da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Foto: divulgação

Beatriz trabalha com orquídeas, plantas de difícil propagação natural, e desenvolveu um método de baixo custo, o “meio Diu”, para cultivar sementes de orquídeas em laboratório de forma mais eficiente e econômica que os métodos comerciais. O objetivo é acelerar o cultivo e, consequentemente, reintroduzir espécies ameaçadas na natureza, combatendo o extrativismo predatório e atendendo à alta demanda comercial. Além disso, ela propõe a produção de “cakes” (mudas assexuais) com adição de extratos vegetais para acelerar o desenvolvimento das plantas.

“As orquídeas, plantas notórias por sua dificuldade de propagação natural, produzem cápsulas – frutos que podem conter até meio milhão de sementes. Contudo, apenas uma pequena fração, entre 2% e 5%, consegue se desenvolver. Os métodos comerciais de cultivo in vitro, utilizados para propagar essas sementes, apresentam custos elevados. Por exemplo, um litro do meio Knudson C, um dos mais empregados, pode custar até R$ 450. Diante disso, desenvolvemos no clube o meio Diu, acrônimo de ‘Desenvolvimento In Vitro de Orquídeas’. Este meio, além de ser de fácil preparo e apresentar baixo custo, cerca de R$ 20,00 por litro, permite a adição de extratos vegetais para acelerar o desenvolvimento das sementes. A lentidão dos métodos comerciais, que podem levar de 3 a 10 anos para que uma orquídea floresça pela primeira vez, justifica a busca por alternativas. Essa proposta visa combater o extrativismo predatório e contribuir para a reintrodução de espécies ameaçadas na natureza. A família Orchidaceae, a maior das angiospermas, é também uma das mais ameaçadas de extinção.

Em resposta à alta demanda comercial, propõe-se a produção de “cakes” – brotos que se desenvolvem assexuadamente a partir dos nós, pseudobulbos ou hastes florais. A adição de extratos vegetais visa acelerar o desenvolvimento desses “cakes”. Essa produção representa um método mais rápido para obtenção de mudas, permitindo atender à demanda comercial”, explica Beatriz.

PROJETO – Outra premiação importante foi conquistada pela estudante Izabela Maria Belotto, que ficou em 3º lugar na categoria Ciências Sociais Aplicadas. Ela também recebeu o Prêmio do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, que inclui credencial para participação em feira científica, além de apoio com hospedagem e alimentação.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

A professora Dionéia Schauren explica que Izabela está desenvolvendo um sachê feito com extratos vegetais para combater larvas e repelir mosquitos, como alternativa ao fumacê. O sachê, de baixo custo e fácil aplicação, pode ser colocado em cisternas e vasos, com duração de até 30 dias, superando a eficácia imediata do fumacê e evitando seus impactos negativos.

“A Isabela trabalha com diferentes extratos vegetais, buscando compostos que possam inibir o desenvolvimento de larvas, eliminar as existentes e repelir mosquitos adultos, impedindo a postura de ovos. O sachê, similar a um saquinho de chá, é inserido na base das plantas ou cisternas. Ele surge como alternativa ao fumacê, que apresenta alto custo, eficácia limitada e potencial prejudicial às abelhas e outros insetos. Se o sachê demonstrar a mesma eficiência observada nos testes, acredita-se que o fumacê poderá se tornar desnecessário. A solução oferece baixo custo, facilidade de produção e aplicação, além de maior durabilidade. Enquanto o fumacê tem efeito imediato, a ação do sachê é prolongada. A durabilidade varia conforme o extrato vegetal utilizado: alguns testes indicaram eficácia de 7, 15 ou até 25 dias. Em uma cisterna, o sachê pode proteger contra a proliferação de mosquitos por até 30 dias, mostrando resultados promissores”, detalha a professora.

ESTADOS UNIDOS – Beatriz Maria Ferreira dos Santos e Fernanda Jank conquistaram convite para participar da Genius Olympiad 2026, uma das mais prestigiadas feiras internacionais de ciência, inovação e sustentabilidade, que será realizada em junho, em Rochester, nos Estados Unidos. No entanto, para embarcar, precisam arrecadar cerca de R$ 30 mil, valor destinado a passagens, hospedagem e despesas da viagem.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Dionéia Schauren explica que, após um ano participando de feiras menores, a equipe garantiu quatro vagas para a Genius Olympiad. Beatriz e Fernanda conquistaram suas vagas, enquanto outros dois alunos desistiram por não se sentirem confiantes no inglês para as apresentações.

“Dedicamos o ano anterior a eventos menores para obter as qualificações necessárias às feiras de maior porte. Garantimos quatro vagas para a Genius Olympiad, que ocorre em Nova Iorque. Beatriz conquistou uma vaga e Fernanda, outra. Os outros dois alunos desistiram porque a competição exige que o estudante apresente seu trabalho individualmente em inglês, compreenda perguntas e responda sem auxílio de materiais, intérpretes ou dispositivos eletrônicos. Embora tenham trabalhos de qualidade, optaram por ceder suas vagas por não se sentirem seguros no idioma”, detalha Dionéia.

INCENTIVO – Conseguir recursos para participar de um evento internacional é um desafio. Os participantes precisam arrecadar dinheiro para passagens e alimentação, pois a delegação cobre apenas hospedagem e taxas de inscrição (500 dólares por pessoa). As alunas contam com pouco tempo e aguardam decisão sobre possível custeio das passagens.

“Estamos trabalhando contra o tempo, pois restam 40 dias para angariar fundos. Fomos informados que a delegação cobrirá hospedagem, tanto minha quanto da Beatriz, pois todos se hospedarão no mesmo local, e também as taxas de inscrição, de 500 dólares por pessoa. No entanto, passagens e alimentação não estão incluídas. Na segunda-feira, receberemos resposta sobre a possibilidade de auxílio para o custeio da passagem de uma das alunas”, explica Dionéia Schauren.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2817 – 26/03/2026

Cotações em tempo real