Há um ranço político cada vez mais evidente quando o assunto é situação e oposição na Câmara de Toledo. O curioso é que esse desgaste parece ser ainda maior dentro da base do governo.
Em vez de unidade, o que se vê é um grupo fragmentado, sem rumo e sem uma liderança capaz de organizar o próprio time.
Sempre defendi que os partidos têm a responsabilidade de conduzir seus eleitos. São as siglas que deveriam estabelecer princípios, cobrar posicionamentos e manter a coesão. Quando isso não acontece, cada vereador passa a agir por conta própria, enquanto muitos presidentes de partidos limitam-se a ocupar o cargo, sem qualquer protagonismo político, há não ser o que lhes convém, em detrimento da obrigação.
A pergunta continua sem resposta: qual partido de Toledo, nos últimos anos, reuniu a sociedade para discutir um grande tema fora do período eleitoral? Quem liderou movimentos contra os abusos dos pedágios, da Copel (chumbinho solitariamente) ou em defesa de obras importantes para Toledo? A política local parece existir apenas em época de campanha.
A fiscalização também merece reflexão. Quantos vereadores realmente foram a fundo nas denúncias envolvendo o IDEAS? Aliás, a tal comissão de saúde que, está nas mãos da “chourinda”, quando foi que reuniu os seus pares para saber das denúncias de mortes no IDAS? Quantos permanecem em uma audiência pública do início ao fim? Fiscalizar exige presença, preparo e independência.
O cenário ganha contornos ainda mais curiosos porque os dois vereadores afastados por acusações de corrupção pertenciam à oposição, e não à base do governo justamente por eles praticarem o separatismo e não os grupos. Em tese, isso abriria uma oportunidade para que os situacionistas fortalecessem o discurso em defesa da gestão. Mas aconteceu justamente o contrário. Salvo poucas exceções, faltou posicionamento, convicção e capacidade de ocupar esse espaço político.( a exceção de Zaneti, Oseias e Chumbinho)
Em determinados momentos, o silêncio da base chegou a gerar dúvidas. Na política, quem se cala diante de fatos relevantes acaba permitindo interpretações. E interpretação, muitas vezes, se transforma em desconfiança. Quem não reage quando deveria, dá margem para que outros questionem se o silêncio é apenas estratégia ou se existe algum tipo de vínculo que explique tanta omissão.
Enquanto isso, a oposição continua fazendo o papel que lhe cabe: criticar, pressionar, ironizar (deboches) e explorar as fragilidades da base governista. E faz isso com facilidade porque encontra, do outro lado, vereadores que, em muitos momentos, parecem mais preocupados com seus próprios “umbigos” do que em defender o projeto político que ajudaram a eleger. ~Claro, haverá aqueles que dirão: “eu não quero entrar em debates, prefiro o diálogo”. Oras, Diálogos com quem desrespeita? Tenha a santa paciência .
No fim, o maior prejuízo não é da situação nem da oposição. É da política, que perde credibilidade quando falta liderança, coragem e compromisso com a função pública.
Dos leitores
Senhor Elizeu,
Acompanho seu trabalho e sempre gostei da forma como o senhor apoia nossos pastores e a Marcha para Jesus. Por isso peço sua ajuda. Ficamos sabendo que a Prefeitura não deve ajudar na contratação do cantor escolhido para o evento. Disseram que um advogado falou que isso seria ilegal.
Mas isso nos deixa com um pouco de dúvida, porque várias cidades estão fazendo o mesmo e realizando grandes Marchas para Jesus.
Será que o senhor pode verificar o que está acontecendo e nos ajudar? Tenho certeza de que muitos irmãos ficarão contente. Que Deus continue abençoando sua vida.
Caro leitor,
Não sei se essa informação procede. O que sei é que toda contratação feita pelo município precisa seguir a legislação e cumprir todas as exigências legais.
Agora, cancelar o show de um artista que vocês já escolheram e até anunciaram, sinceramente, acredito que o prefeito não fará isso. Não creio que ele seria ingrato com um segmento que teve participação importante em sua eleição.
Vamos aguardar os fatos antes de tirar qualquer conclusão.






