A Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) está desenvolvendo ações de inclusão digital aos acadêmicos sem condições de comprarem um computador ou celular para acompanharem o ensino remoto (à distância). Até o momento, a Instituição obteve repasse de R$ 75 mil para aquisição de notebooks e outros R$ 135 mil para compra de chips e pacotes de dados de internet móvel para celulares, recursos viabilizados pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Essa foi uma ação entre a Alep e todas as universidades do Paraná.

O investimento na Unioeste garantiu a compra de 15 notebook, distribuídos de modo equitativo para os campi de Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Marechal Candido Rondon e Francisco Beltrão.  Já para os chips e celulares, um edital foi aberto para os alunos em situação de vulnerabilidade social, ocorrendo a distribuição a partir da demanda existente. Os aparelhos smartphone foram doados pelas Receitas Federal de Cascavel e emprestados aos alunos. Até o momento, cerca de 60 estudantes dos cinco campi foram contemplados.

O pró-reitor de Administração da Unioeste, professor Geysler Bertolini, disse que esse foi um passo essencial no momento crítico em que as instituições de ensino necessitam se reinventar para atender necessidades curriculares dos alunos e não paralisar totalmente suas atividades. No momento, mais de 9,2 mil alunos, de 33 cursos, em cinco campi, estudam de forma remota.

O acadêmico desempregado, Wilson Tadeu de Oliveira, 59 anos, foi um dos contemplados com um celular. Sem emprego por conta da pandemia, ele cursa terceiro ano de Pedagogia e disse que o celular mudou sua rotina. “Hoje eu posso acompanhar os conteúdos, apesar de ter um sinal fraco. Mas foi imensa a ajuda da Universidade. Sem celular estava muito difícil”, relata. Ele é um dos tantos estudantes que foram impactados com os reflexos da pandemia de novo coronavírus e com salário de estágio precisa pagar aluguel, comida, luz, água, remédios, transporte, entre outros. “Estudar é uma esperança a mais, esperança de mudar de vida”, disse.

Os diretores dos campi explicaram que cada campus usará os equipamentos de forma a atender as necessidades locais:

O diretor do Campus de Marechal Candido Rondon, David Felix Schreiner, explica que os notebooks estão à disposição dos alunos que não têm meios para acompanhar as aulas remotas;

 Já no Campus de Toledo, o diretor Remi Schorn, diz que os alunos podem ter acesso aos equipamentos por meio de empréstimo.

No Campus de Foz do Iguaçu, estão disponíveis para os Centros Acadêmicos dos cursos conforme o diretor do campus, Fernando José Martins;

No Campus de Cascavel, segundo o diretor Aníbal Mantovani Diniz, os computadores, incialmente, serão utilizados na demanda interna para a realização do trabalho remoto de docentes e agentes;

Já em Francisco Beltrão, o diretor do Campus, Adilson Carlos da Rocha, disse que os computadores serão disponibilizados aos técnicos de área de informática para atender exclusivamente os alunos em ensino remoto, ou seja, um trabalho de suporte. “Os alunos terão esse auxílio na plataforma teams, o meio adotado para o estudo à distância”.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste