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Em audiência na SESA, o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt tratou de parceiras e apontou possíveis soluções para a gestão do HR

Da Redação

Uma comitiva formada por representantes do Executivo municipal de Toledo e da 20ª Regional de Saúde esteve em Curitiba nesta terça-feira (11) para tratar de assuntos relacionados ao Hospital Regional (HR).

Acompanhado da secretária municipal de Saúde, Gabriela Kucharski e da diretora do Departamento de Gestão de Saúde, Diane Michely Cassaro, o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt foi recebido pelo secretário Estadual de Saúde, Beto Preto.

Na reunião, que contou também com a presença de Alberi Locatelli, chefe da 20ª Regional de Saúde, e do assessor parlamentar Márcio, que representou o mandato do deputado federal Sergio Souza.

O intuito do encontro foi buscar soluções para a gestão da unidade hospitalar. Certamente, a conclusão da reforma e o início das atividades do HR estão entre os maiores anseios da sociedade, mas a forma como ele irá funcionar também é uma grande preocupação do Poder Público. Para colocá-lo em operação, os gestores têm que definir qual entidade será responsável pela administração e quem fará a contratação dos profissionais de saúde, entre outras definições. Além disso, uma das decisões primordiais é a identificação do hospital: qual tipo de atendimento e quais especializações oferecerá?

Para alinhar os propósitos entre os governos municipal e estadual, a comitiva toledana esteve em audiência na Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com Ademar, “mesmo com a obra em andamento e sem previsão de data para a entrega, nós estamos trabalhando a pessoa jurídica do Hospital Regional e definindo sua identidade e qual a especialidade que irá atender Toledo e os demais municípios da região”.

O vice-prefeito também se mostrou confiante com as tratativas e relatou que o secretário Beto Preto, com o apoio do governador Ratinho Junior, demonstrou intenção de dar apoio e oferecer condições ao município para que o HR possa começar os trabalhos, nem que seja de forma gradativa.

Sobre a gestão do hospital, Ademar disse que foram feitos contatos e tratativas para resolver a questão com a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que a princípio tinha sido definida como responsável pela gestão do HR e posteriormente abandonou a iniciativa. “Como o governo federal não demonstra nenhuma vontade de gerenciar o Hospital Regional, o governo do Estado vem para ser parceiro, para somar com seus convênios”, frisou. Contudo, ele apontou outro caminho para a solução: “Creio que não existe outra alternativa a não ser uma instituição filantrópica, uma organização social, para compor [juntamente com] os municípios para tocar o Hospital Regional”.

Otimista com a parceria à vista com o Executivo estadual, Ademar Dorfschmidt vê como uma ação importante a tratativa que o governo municipal está realizando, pois o desejo da população é ver o hospital funcionando logo e “assim que for concluída a obra, já teremos os mecanismos para iniciarmos os trabalhos”.