Workshop apresentou os resultados de estudo que analisou grau de maturidade da vertical agrotech, em Cascavel. Foto: Jean Paterno

Objetivo do estudo é identificar desafios e oportunidades dentro do ecossistema de inovação agro na região Oeste

Identificar oportunidades, planejar ações, estabelecer metas e compreender os desafios. Essas foram as principais motivações para que a Vertical Agrotech, de Cascavel, realizasse um estudo para analisar o grau de maturidade do ecossistema de inovação agro na região. Coordenado pelo Sebrae/PR, o estudo levou em consideração aspectos diversos, como ambientes de inovação, programas e ações, instituições de ciência tecnologia e inovação (ICTI), capital, políticas públicas e governança.

Segundo o consultor do Sebrae/PR, Emerson Durso, os resultados são imprescindíveis para balizar os próximos passos da vertical.

“O estudo teve a missão de resgatar e analisar o real cenário da inovação agro e os resultados demonstraram os pontos em que somos muito fortes, como no quesito ambientes de inovação; e pontos que ainda precisam ser fortalecidos, como o de ICTI. Com esses dados, podemos planejar uma retomada de ações mais focada nos pontos mais urgentes”, explica Emerson.

O levantamento foi divulgado durante workshop realizado no 2º Show Rural de Inverno, que contou com a participação de diversos atores do ecossistema local de inovação. Ailton Rodrigues, por exemplo, é CEO de uma startup do agronegócio, a Aquabit, que desenvolve sistemas de gestão de projetos de TI, foi um dos empresários participantes. Segundo ele, o alinhamento oportunizado no encontro é essencial para a cadeia produtiva local.

“O alinhamento das vertentes que formam o ecossistema agro é fundamental para a continuidade do crescimento, como também do desenvolvimento da inovação na cadeia produtiva. Contribuímos com sugestões e questionamentos sobre a efetividade das ações dos integrantes como também a integração entre eles. Se não houver uma sinergia e complementariedade, as ações de ecossistema não terão os resultados esperados”, comenta Ailton.

O coordenador de Projetos e Inovação da Coopavel, Kleberson Angelossi, concorda. Para ele, o workshop, que abriu uma série de três agendas sobre a temática do estudo, serviu, principalmente, para avaliar a maturidade do ecossistema agro local, o que contribui diretamente para o planejamento dos envolvidos.

“É importante envolver todos os atores pois são eles que podem fomentar e promover ações para impulsionar a inovação no ecossistema agro de Cascavel. Baseado no resultado da avaliação da maturidade do ecossistema, o objetivo é promover programas e ações que possam estruturar e incrementar o ambiente de inovação de Cascavel afim de que a região se torne um polo de inovação do agro”, destaca o coordenador.

Ainda de acordo com Alcione Gomes, presidente da Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel), o workshop realizado marcou a retomada presencial dos trabalhos da vertical e, a partir de agora, as ações poderão ser cada vez mais estruturadas e complementares.

“Um ecossistema é composto por diferentes pessoas com expertises diversas. Quanto mais diversidade existir, mais fortes e maiores serão as oportunidades que poderão surgir para as empresas, startups e para a região como um todo. A medida em que vamos construindo as ações em conjunto, criamos um senso de pertencimento e, juntos, poderemos chegar mais longe. Cascavel tem vocação cooperativista e, agora, precisamos transformar isso para fortalecer o ecossistema de inovação da vertical agrotech”, enaltece Alcione.

O encontro contou com a participação de diretores e representantes do Sistema Regional de Inovação – SRI Iguassu Valley, Acic Labs, Fundetec, universidades, cooperativas, instituições financeiras, startups e representantes dos setores de TI e de Inovação da Coopavel. Para ter acesso ao estudo realizado pelo Sebrae/PR, basta entrar em contato pelo e-mail edurso@sebrae.pr.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae/PR