Foto: Ricardo Morante/Secom

A Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito foi palco, na manhã desta terça-feira (30) de um encontro no qual a equipe da Secretaria Municipal de Educação (Smed) apresentou um planejamento para o retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino. Coordenada pela secretária Elisângela Batista, a equipe detalhou ao prefeito exercício Ademar Dorfschmidt e à secretária de Saúde, Gabriela Kucharski, as medidas que serão implantadas nestas instituições de ensino para impedir a disseminação do novo coronavírus entre alunos, professores, funcionários e seus respectivos familiares.

Estas constam nas diretrizes aprovadas pela comissão intersetorial criada para estabelecer os protocolos sanitários para o retorno às aulas, a partir das quais cada escola elaborou seu plano de contingência. “Cada estabelecimento foi convidado a fazer o seu próprio plano, pois direção e coordenação sabem melhor que ninguém da realidade em que vivem. Estes documentos já retornaram e estão aprovados pela comissão. Ainda não há uma data definida para esse retorno, mas podemos garantir que a divulgaremos em breve”, observa Elisângela. “Só não voltamos ainda em razão dos decretos municipais e estaduais editados por causa da piora da pandemia. Se esse retorno fosse amanhã, gradual, híbrido [com uma metade da turma assistindo da sala e a outra de casa] e a partir das turmas de 5º ano, nossas escolas estariam plenamente preparadas para cumprir as exigências, o que inclui também melhorias pontuais na infraestrutura física delas”, assegura.

Em relação aos centros municipais de educação infantil (Cmei), a secretária de Educação informa que o plano de contingência nestes estabelecimentos ainda está sendo elaborado. “Estamos mantendo as aulas remotas, com os professores lecionando de casa e a entrega periódica de atividades impressas, seguindo a instrução da própria Smed sobre ensino remoto. Os professores estão, na medida do possível, participando de eventos de formação pedagógica. Enfim, o ano letivo segue seu ritmo normal e todos aguardam pelo retorno às aulas em sala, quando a situação epidemiológica inspirar confiança em todos”, relata.

Plano de contingência

O Plano de contingência entregue pelas escolas à Comissão Intersetorial contém 69 medidas subdivididas em sete tópicos: Distanciamento físico, Pessoas com suspeitas de contaminação, Organização das salas de aula, Alimentação escolar, Organização de outros espaços escolares, Acolhimento e acompanhamento psicossocial, Uso de EPIs [equipamentos de proteção individual] e EPIs para os profissionais. Confira as principais medidas de cada ponto:

• Distanciamento físico – Organizar a recepção dos alunos em sala, evitando atividades em grupos, filas e  aglomerações no pátio e saguão; fazer demarcações no chão para manter carteiras a uma distância mínima de 1,5 metro entre si; orientar os alunos a trocarem de máscara periodicamente; revezamento de horários de entrada, saída e recreio/lanche; aferir a temperatura de quem ingressar no estabelecimento por meio de termômetros infravermelhos; incentivar a higienização das mãos com álcool em gel 70% ou sabonete líquido antes, durante e depois de cada aula; manter os ambientes bem ventilados; não compartilhar objetos pessoais; desativar bebedouros com disparo de boca, com estímulo ao uso de garrafinhas de individuais; implantar medidas que organizem o fluxo de estudantes, entre outras.

• Pessoas com suspeitas de contaminação – Ter uma comissão voltada para este tipo de situação; seguir fluxo de atendimento imediato em caso de identificação de caso suspeito; intensificar as orientações sobre Covid-19 nas escolas; não permitir que alunos e educadores, incluindo seus familiares, com sintomas suspeitos da doença, ingressem nas dependências; suspensão das aulas por 7 dias (ou até o resultado negativo) em turmas nas quais existam alunos ou professores com sintomas da doença causada pelo novo coronavírus, entre outras.

• Organização das salas de aula – Disponibilizar álcool gel 70% lixeira por pedal ou sem tampa nas salas; retirar das paredes itens que não possam ser higienizados; orientar as famílias a fazerem a desinfecção diária dos materiais usados pelos alunos; higienizar, com água sanitária os ambientes a cada troca de turma, entre outras.

• Alimentação escolar – Servir, preferencialmente, as refeições nas salas de aula; organizar o refeitório com marcações que garantam a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas que estejam nas filas ou sentadas, com limpeza de mesas e cadeiras a cada troca de turma, entre outras.

• Outros espaços escolares – Reorganizar laboratórios, bibliotecas, áreas de convivência infantil e espaços para prática desportiva ou recreativa de forma a manter a distância mínima de 1,5 metro; monitorar o ingresso e higienizar a cada três horas (no mínimo os banheiros), entre outras.

• Acolhimento e acompanhamento psicossocial – Disponibilizar serviços de apoio psicossocial para o enfrentamento das incertezas decorrentes da pandemia; promover, em caráter permanente, campanhas motivacionais e ações de conscientização constantes sobre o assunto.

• Uso de EPIs – Não compartilhar equipamentos de proteção individual entre trabalhadores e/ou alunos durante as atividades; utilizar estes itens somente após serem higienizadas.

• EPIs para profissionais – Máscara e face shield (professores), botina de segurança, face shield, máscara e luvas de borracha (zeladoras), máscara, face shield, jaleco e luvas (merendeiras), e máscara (demais profissionais que não estão em contato direto com as crianças).

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação