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Ecoponto do Santa Clara IV virou um lixão a céu aberto, denunciam moradores

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De acordo com os relatos, a estrutura está inacabada e não tem condições de atender a finalidade para a qual foi planejada

Por Fernando Braga

Alarmante. Assim pode ser definida a situação retratada pelos moradores do Jardim Santa Clara IV e adjacências, a respeito do que deveria ser o Ecoponto, que há anos começou a ser implantado no bairro, mas ainda não foi concluído.

Se não foi concluído, presume-se que não deveria estar em funcionamento. E se não está pronto para receber os materiais recicláveis, como iniciou suas atividades? De maneira anômala ou, no mínimo, estranha.

Quando os Ecopontos foram idealizados, em 2018, entre seus objetivos estavam “evitar o destino incorreto dos resíduos” e proporcionar qualidade de vida aos catadores de recicláveis, que integrassem o quadro de colaboradores da Central de Triagem, no Aterro Sanitário, para onde os materiais deveriam ser levados para separação e posterior destinação adequada.

No entanto, o que se vê no Ecoponto do Jardim Santa Clara IV, de acordo com os moradores, é exatamente o oposto. Uma das pessoas que presenciam diariamente o desrespeito ao projeto original, relatou à nossa Reportagem que quando passa pelo local, se depara com “lixo de todo que é tipo. Uma bagunça, uma nojeira”. Essa pessoa afirma que naquele recinto, onde deveriam ser descartados apenas materiais recicláveis, é possível encontrar sofás, colchões e até aparelhos televisores.

O lixo ali despejado foge do propósito do Ecoponto, que foi planejado para receber galhos de árvores, pequenos resíduos de construção, vidros, pilhas, lâmpadas, plásticos, garrafas pet, papelão e embalagens diversas. Além disso, outra irregularidade que podemos constatar na foto que ilustra essa matéria, enviada por um dos moradores indignados com a situação, é que os resíduos estão jogados no chão, enquanto deveriam estar depositados em contêineres, conforme previsto no projeto original.

Além de receber todo tipo de material, sem qualquer distinção, conforme as denúncias, outro problema que esse Ecoponto cria está relacionado a destinação. Ele está causando também transtornos ao processo de reciclagem, uma vez que esse lixo está sendo levado para a Central de Triagem, algo que não deveria acontecer.

Outro morador ouvido pela Gazeta de Toledo foi enfático ao dizer que há “um descaso total”, que levou a uma “situação caótica”. Ele conta que entre o material despejado naquele espaço, podemos encontrar embalagens de veneno e animais mortos. O morador prossegue sua crítica afirmando que “na verdade, o local não tem condições de funcionar nem como Ecoponto, e, obviamente, nem como lixão”. Ele também faz um alerta: “A prefeitura insiste em continuar utilizando aquele local, que deveria ser interditado por questão de segurança sanitária”.

Dentre os depoimentos que ouvimos das pessoas que residem ou trabalham naquela região, mostrou-se preocupante também o problema do mau cheiro ali ocasionado e propagado nos arredores, chegando, inclusive, a atingir a Escola Municipal Ivo Welter e um CMEI que fica ao lado.

Contudo, não podemos julgar apenas a omissão da administração municipal, pois sabemos que tal quadro insalubre não é culpa somente do poder público. Devemos atribuir parte dessa responsabilidade a uma parcela da população, que ali joga lixo de qualquer maneira, depositando materiais inapropriados, descartando até mesmo animais mortos.

Embora compreendamos que falta educação e sensibilidade a uma fatia da população, precisamos lembrar que se as autoridades competentes fossem mais zelosas, a estrutura do local estaria pronta, conforme foi projetada originalmente, com a área cercada, o funcionamento de uma guarita e o controle de acesso às dependências do Ecoponto.

A guarita, aliás, como todo o recinto, segue inacabada e recentemente serviu de abrigo para moradores de rua, até que a Guarda Municipal fosse acionada para remover a “habitação” na qual ela havia sido transformada.

>> Saiba mais em Guarda Municipal de Toledo impede ocupação de Ecoponto que foi invadido por moradores de rua.

Resta saber quando os transtornos relatados pelos moradores terão a devida atenção das autoridades. A administração municipal buscará a solução para esses problemas? E qual será a situação dos outros pontos de coleta de materiais recicláveis, como os ‘Amarelinhos’ (contêineres amarelos espalhados por vários pontos da cidade, destinados exclusivamente aos materiais recicláveis) e o Ecoponto do Jardim Coopagro?

Como o infortúnio presenciado no Santa Clara IV aparentemente saiu do controle do poder público e ganhou proporções que a população não imaginava que poderia chegar, os moradores aguardam uma resposta o mais breve possível. Seria de bom-senso que a Prefeitura ao menos concluísse a obra do Ecoponto. Isso já resolveria parte dos problemas.

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