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Drones facilitam o trabalho da Adapar e dos próprios agricultores

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Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 Dilceu Sperafico*

         A modernização do mundo, com os avanços da tecnologia, da informação e da inteligência artificial (IA), em todos os setores produtivos e/ou ações humanas, o agronegócio também está em processo de transformação e ampliação da mecanização, em praticamente todas as propriedades e atividades agropecuárias.

         A utilização de drones na agricultura paranaense, por exemplo, acontece há oito anos, através da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o que resultou na inovação e adoção de moderna tecnologia no levantamento da conservação do solo agrícola e apoio às ações de fiscalização da preservação dos recursos naturais.

         Conforme o engenheiro agrônomo, Luiz Renato Barbosa, idealizador do programa e instrutor dos treinamentos para o uso das pequenas aeronaves, afirma que o pioneirismo do Estado no uso de drones no suporte aéreo, resultou em economia de tempo e de dinheiro nas atividades da Adapar e no próprio agronegócio estadual.

“Um profissional de nível superior, com veículo, se deslocar para a propriedade e fazer inspeção, custaria em média, 295,00 reais, em fiscalização padrão, de quatro horas. Com a otimização do tempo do fiscal e a utilização de drones, temos redução entre 30% e 40% do custo”, afirmou o agrônomo.

         Segundo Barbosa, apesar dessa economia de recursos financeiros, os drones ainda não são utilizados, como poderia em todo o Estado. Com sete drones à disposição dos servidores, a Adapar atende sete regionais e é acionada para o monitoramento aéreo em casos como da praga “moko da bananeira” em Guarapuava, na região central do Paraná.

“Agir rapidamente ajuda a sanear o problema e coloca o produto de volta no mercado. Quando existe um problema como o moko da banana, a região perde comércio com a queda nas vendas do produto. Imagina fiscalizar cinco quilômetros sem os drones com apenas dois funcionários? Levaríamos pelo menos dois meses e fazemos em sete dias”, ressaltou.

         Conforme o especialista. o drone faz a primeira passagem para identificar o problema da lavoura, seja por estresse ou por falta de adubo, e outra máquina agrícola vem na sequência, aplicar o remédio para as plantas. Com isso, há a economia no uso de adubo ou mesmo de pesticidas. Assim se faz aplicação localizada amparada pelo olhar tecnológico do drone e eficácia da máquina. Nesse quesito, o Paraná está avançando sobremaneira, pois o desenvolvimento e peso da tecnologia estão evidentes na utilização dos drones.

         A utilização e voos dos drones da Adapar são homologados e autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), e os equipamentos são registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os drones possibilitam resolução de problemas em áreas mais específicas, como a fiscalização do solo, que se tornou mais eficaz por conseguir fazer mensurações imediatas de perda de solo. Até então, os fiscais usavam GPS de mão. Sobrevoando a área, hoje têm acerto de 95% da área de dano.

A fiscalização se tornou mais justa e pode cobrar do produtor rural que resolva o problema no espaço específico. Além da precisão, a utilização dos drones auxilia no monitoramento de áreas com acesso restrito e dificuldade de locomoção. Mesmo grandes extensões de áreas, com curvas de nível, podem ser analisadas com drones. Para o agronegócio, as vantagens são ainda maiores e para ampliar ainda mais essa contribuição, já estão sendo produzidos drones subaquáticos.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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