Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Doação de órgãos é um gesto nobre, de amor ao próximo e solidariedade

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Por Marcos Antonio Santos

O mês de setembro tem uma importante campanha no Brasil: o “Setembro Verde”. Esse é o mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos. O objetivo é destacar que a informação sobre o ato de doar órgãos pode salvar vidas, além de ser um pilar importante nesse processo e que precisa ser difundida.  E nessa quarta-feira, 27, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. 

HOESP – E uma das referências de doações de órgãos no Paraná e no Brasil é a Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp/Bom Jesus). Vale lembrar que no último dia 21 de setembro, o Bom Jesus acompanhou a captação de oito órgãos para doação. As doações foram possíveis após o diagnóstico de morte encefálica de dois pacientes no hospital. Foram captados dois fígados, dois rins e quatro córneas.

AGRADECIMENTO – O coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do Bom Jesus, o enfermeiro Itamar Weiwanko agradece a todas as famílias, que em um momento tão difícil ainda encontra forças de solidariedade com o próximo. “Nós, por meio do Hospital Bom Jesus nesse momento que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos gostaríamos de agradecer a todas as famílias, que no momento da dor, do luto, da perda, fala o sim para outras famílias sem mesmo conhecer. É um gesto nobre, de amor ao próximo, e ainda um gesto solidário, que é a autorização de órgãos que acontece no Bom Jesus de 2006 até agora em 2023. Gostaríamos também de reforçar a importância que é a conversa sobre essa temática, esse dia é um momento de reflexão: se isso acontecer qual seria a sua decisão?”, pergunta Itamar Weiwanko.

O Paraná vem se consolidando, ano após ano, como protagonista nos transplantes de órgãos no país. Foto: Albari Rosa/ AEN

O Hospital Bom Jesus há muitos anos é um exemplo nesta nobre missão de salvar vidas, por meio da doação de órgãos, Itamar Weiwanko revela que o protocolo de doação para cada dez pacientes, em 2022, foi de 9,5 das famílias que aceitaram a doação. Ele confirma que no hospital, nos últimos dez anos, de cada 10 protocolos concluídos, que se abre a possibilidade de fazer a pergunta a família se quer doar os órgãos, 9,4 concordam. 

TAXA DE ACEITE PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NA HOSEP – Em 2015, 94%; 2016, 100%; 2017, 88%; 2018, 98%; 2019, 94%; 2020, 88%; 2021, 100%, 2022, 95%; 2023, 95%. A média entre 2015 a 2023 é de 94%.

A Espanha tem uma legislação diferente, sendo o país número 1 do mundo em doações e transplantes de órgãos. “De cada 10 pessoas, oito doam na Espanha. No Paraná, de cada 10 protocolos, sete doam; no Brasil, de cada 10, apenas 4,5 doam; no Bom Jesus, de cada dez, 9,4 acolhem a doação”, confirma Weiwanko.

Dr. Fernando Ronan comenta que uma doação pode salvar muitas vidas. “A gente sabe que pelo menos um doador pode doar até seis a sete órgãos vitais”.

MORTE ENCEFÁLICA – De acordo com Dr. Wilson Gomes Junior, o paciente para fazer parte do protocolo de morte cerebral precisa ter ou um AVC, um derrame; um traumatismo craniano; uma encefalopatia hipóxico isquêmica, ou seja, faltar oxigênio de forma dramática e irreversível para esse cérebro; uma meningite ou um tumor cerebral.

“O paciente que está em ambiente de UTI e já temos mais de 24 horas sem sedação alguma e ele não consegue fazer nenhum movimento respiratório, e está totalmente dependente do ventilador, então se faz o primeiro protocolo de morte encefálica, onde avaliamos cinco reflexos fundamentais, esse exame é repetido por outro médico uma hora depois, logo após é feito o teste da apneia, e, enfim, o teste confirmatório de morte encefálica”, esclarece   Wilson Gomes.

Preparação para a captação de órgãos. Foto: assessoria Hoesp

O Dr. Fernando Ronan reforça ainda que se o celebro não tem função, ele é declarado em óbito. “Esse paciente não tem mais volta. E nesse momento do óbito do paciente é disponibilizado para a família a possibilidade de doação de órgãos”.

FILA DE ESPERA – O rim é um dos órgãos que possui uma grande lista de espera. Quem faz o controle da fila e disponibiliza os órgãos para doação é a Central do Transplante. Ao todo, hoje, são 3.670 pessoas no Paraná aguardando por uma doação de órgão, e vem aumentando. O cirurgião Nestor Saucedo Junior afirma que toda a doação é muito bem-vinda. “Porque a gente sabe que toda a fila de espera existe morte em quase todos os dias no Brasil”.

O rim, segundo a Central do Transplante, até o mês de julho tinha um total de 1898 pacientes na fila de espera; córneas, 1260; fígado, 237; rim pâncreas, 23; pulmão, 20; coração, 30 pacientes “O coração tem um tempo de 4 horas para ser transplantado e começar a bater no peito de uma outra pessoa, em qualquer lugar do Brasil; o fígado são 12 horas de espera; os rins são 18 horas; as córneas podem ficar em conservação por até 15 dias; os ossos podem ser congelados por até cinco anos. É a família que tem nas suas mãos a vida para outra pessoa que está aguardando de forma desesperrada”, afirma Itamar Weiwanko.

Dia 21 de setembro, foram captados dois fígados, dois rins e quatro córneas. Foto: assessoria Hoesp

Nesta quinta-feira, 28, as 17h, na capela da Hoesp será realizado um culto ecumênico em comemoração aos 52 anos da Hoesp. Este mês tem grande importância para o hospital com a comemoração do Setembro Verde e Setembro Amarelo.  

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real