Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Do vendaval à esperança: aeroporto volta a transportar órgãos

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Poucos dias depois das cenas de destruição provocadas pelo vendaval, o Aeroporto Municipal de Toledo voltou a ser cenário de uma missão que representa vida e esperança.

Nesta sexta-feira, foi realizado o primeiro voo aeromédico após o temporal que atingiu a estrutura do aeroporto. Na operação, um rim chegou à região para transplante e, no voo de saída, foram transportados um pâncreas, um fígado e rins doados para pacientes que aguardavam por uma nova oportunidade de vida.

Um momento especialmente marcante ocorreu no embarque: familiares do doador estiveram presentes acompanhando a partida da aeronave. Um gesto silencioso, mas de enorme significado. Em meio à despedida, a decisão pela doação permitiu que outras histórias pudessem continuar.

A operação foi acompanhada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo e por Itamar Weiwanko, da Hoesp/Hospital Bom Jesus.

Mesmo depois dos danos causados pelo vendaval, o aeroporto permaneceu operacional graças à estrutura disponível e ao trabalho das equipes que atuaram intensamente nos últimos dias, com apoio da Guarda Municipal.

Depois de ser notícia pela força destrutiva da natureza, o Aeroporto de Toledo protagoniza agora uma imagem muito mais forte: a de uma aeronave levando órgãos, esperança e possibilidades de novas vidas.

Uma demonstração concreta de por que doar órgãos é, também, permitir que a vida siga viagem.

Mais uma conta no baú do motoboy

Motoboys e motogirls se reuniram nesta sexta-feira (3), no Lago Municipal de Toledo, para pedir prazo para adequação às exigências da atividade. Foto: Gazeta de Toledo

Como se buraco, chuva, sol, combustível, manutenção, seguro e a correria diária para entregar tudo no horário já não fossem suficientes, sobrou mais uma conta para quem ganha a vida em cima de uma motocicleta.

Os motoboys de Toledo se reuniram no Lago Municipal para pedir, acima de tudo, bom senso. Não estão dizendo que segurança não importa. O que pedem é prudência na fiscalização e tempo para que a categoria consiga se adequar às exigências que voltaram a valer após a perda de validade da MP 1.360/2026.

Com a queda da medida, retornaram regras como registro da motocicleta na categoria aluguel — a conhecida placa vermelha —, curso especializado, autorização, inspeção semestral e demais requisitos previstos para o motofrete.

No papel, regulamentar é fácil. Na rua, a história é outra.

A motogirl Sabrina de Lima da Costa afirma que a categoria não é contra a regularização, mas pede prazo para cumprir as exigências. Foto: Gazeta de Toledo

Há documentação, procedimentos que não acontecem da noite para o dia, adequações na motocicleta e uma conta que, segundo os próprios trabalhadores, pode se aproximar de R$ 1 mil por moto. Para quem depende de cada entrega para colocar dinheiro dentro de casa, não é troco.

E aí está a velha contradição brasileira: muda-se uma regra em maio, quatro meses depois ela perde a validade porque o Congresso não conseguiu votá-la, e quem precisa correr para se adaptar é justamente o trabalhador.

Os motoboys de Toledo não estão pedindo salvo-conduto para trabalhar irregularmente. Pedem prazo, orientação e razoabilidade para colocar tudo em ordem sem que a fiscalização transforme uma mudança legislativa numa espécie de pedágio para continuar trabalhando.

Segurança no trânsito é necessária e deve ser cobrada. Mas seria igualmente razoável que Brasília entendesse uma coisa muito simples: entre aprovar, derrubar ou simplesmente deixar uma regra caducar, existe um trabalhador lá na ponta pagando a conta.

E, desta vez, ela chegou de moto.

Toledo vota em Toledo?

Há mais de uma década Toledo discute a falta de representação própria na Assembleia Legislativa. Às vésperas das urnas, a pergunta volta: uma cidade com mais de 100 mil eleitores consegue transformar sua força eleitoral em representação política ou continuará pulverizando votos pelo Paraná?

Não se trata de determinar em quem o eleitor deve votar. Trata-se de lembrar que representação tem consequência: quem elegemos participa das decisões, abre portas, fiscaliza governos e disputa recursos para sua região. Irei entrevistar Dileu Sperafico nesse sábado. Quero ponderar meu ponto de vista local com chences.

Dilceu coloca R$ 78 milhões na mesa

Dilceu Sperafico chega à eleição usando resultados do mandato como argumento. Segundo balanço apresentado pelo próprio deputado e divulgado oficialmente pela Prefeitura de Toledo, desde o início do atual mandato, em 2023, ele afirma ter viabilizado R$ 78 milhões para Toledo.

Os recursos alcançaram diferentes setores. Em prestação de contas anterior, a Prefeitura relacionou investimentos em saúde, infraestrutura urbana e rural, esporte, educação, segurança, cultura, assistência social e entidades filantrópicas.

É um número relevante, mas também gera a pergunta que interessa ao eleitor: quanto desses R$ 78 milhões já virou obra, equipamento ou serviço efetivamente entregue à população?

Brasília precisa conhecer o endereço de Toledo

Representatividade não pode ser medida apenas por discurso. Precisa aparecer no orçamento e nas ações.

Um exemplo recente: aproximadamente R$ 1,4 milhão de emenda de Dilceu Sperafico foi destinado às melhorias do Autódromo Rafael Sperafico, envolvendo pavimentação, boxes e áreas de apoio.

É justamente isso que o eleitor pode cobrar de qualquer candidato: quando Brasília distribui recursos, quem está sentado à mesa defendendo Toledo?

Dilceu além das emendas

O trabalho parlamentar não se resume a trazer dinheiro. Na Câmara, Sperafico também atua em temas ligados ao agronegócio. Em 2026, apresentou substitutivo para a criação do Programa Nacional de Armazenagem e Secagem da Produção Agropecuária, voltado à redução de perdas e ampliação da capacidade de armazenagem.

Também relatou proposta relacionada à securitização de dívidas rurais de produtores afetados por crises no setor.

Para uma região cuja economia está fortemente ligada ao campo, esse é outro aspecto do mandato que merece entrar na entrevista.

Pai e filho: representação ou sobrenome?

Dilceu busca permanecer em Brasília enquanto Natan Sperafico disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Para Toledo, a possibilidade levanta uma questão interessante: o município conseguiria estabelecer uma ponte política simultânea entre Curitiba e Brasília?

Mas sobrenome não pode substituir currículo, propostas e resultados. Se Dilceu apresenta seu mandato como credencial, Natan precisa explicar ao eleitor quais serão as suas próprias bandeiras, como pretende representar Toledo na Assembleia e quais compromissos assume com o município.

Essa é uma ótima pergunta para o pai: “Deputado, por que o eleitor deveria enxergar Natan como um projeto político próprio e não simplesmente como a continuidade da família Sperafico?”

Apoio local também será colocado à prova

Outro ponto para sua coluna é observar quem, dentro de Toledo, efetivamente decidiu trabalhar pelas candidaturas locais.

Vereadores, secretários, empresários e lideranças têm liberdade para apoiar quem quiserem. Mas também é legítimo perguntar: como cobrar representação de Toledo depois da eleição se, durante a campanha, parte das próprias lideranças municipais prefere construir votos para candidatos de outras cidades?

Essa contradição merece ser debatida sem precisar dizer ao eleitor em quem votar.

O PP e sua estrutura em Toledo

O PP chega à eleição contando também com integrantes do partido ocupando espaços na administração municipal. Isso oferece uma questão política interessante para Dilceu: essa presença administrativa conseguirá se transformar em articulação eleitoral para as candidaturas locais?

Mais importante do que elogiar antecipadamente os ocupantes desses cargos é confrontar o deputado com resultados: o que essa articulação política produziu para Toledo e o que pretende produzir nos próximos quatro anos?

2026 passa. E 2028 já começou

Enquanto todas as atenções estão nas urnas deste domingo, quem acompanha política sabe: 2028 já começou.

E alguns nomes da atual administração de Toledo começam a construir musculatura justamente pela exposição e pelos resultados das pastas que comandam.

Rogério de Lima, secretário de Segurança e Trânsito, é um deles. Policial penal e ex-guarda municipal, assumiu a secretaria em janeiro de 2025 e hoje comanda uma das áreas de maior contato direto com a população devido sua ações que, limpou as ruas de Toledo que eram minadas por PSRs.

Outro nome para colocar no radar é Rodrigo Souza, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo. A pasta administra áreas estratégicas que passam por desenvolvimento empresarial, Agência do Trabalhador e até o Aeroporto Municipal. Recentemente, Rodrigo apresentou resultados de programas de desenvolvimento econômico e participou da prestação de contas da Garanticoop, que alcançou R$ 11,6 milhões em financiamentos no município.

No esporte aparece Jozimar Polasso, secretário de Esportes e Lazer. Nomeado em março de 2025, comanda uma estrutura que alcança esporte de rendimento, base, paradesporto, lazer e grandes competições municipais.

São três secretários colocados em áreas de enorme visibilidade: Rogério na Segurança, Rodrigo no Desenvolvimento Econômico e Jozimar no Esporte.

Não significa candidatura. Muito menos eleição antecipada.

Mas política se constrói com exposição, relacionamento, entrega e capacidade de transformar gestão em reconhecimento popular.

Por isso, enquanto alguns estão olhando apenas para 4 de outubro de 2026, vale guardar esses nomes.

Porque, em política, 2028 não começa em 2028. Já começou.

Quando a gestão tropeça nela mesma

Quando uma boa gestão tropeça no próprio calcanhar, o problema talvez não esteja na competência. Está na falta de percepção política.

Ser técnico no serviço público não é virtude extraordinária. É obrigação. O problema começa quando se acredita que administrar bem dispensa ouvir, dialogar e fazer política.

Sobre o que escrevi ontem: não retiro uma vírgula do sentido.

Jornalista não existe para agradar governo, oposição ou amigos. Existe para observar, alertar, cobrar e, quando necessário, tornar público aquilo que não foi corrigido enquanto ainda havia tempo.

Parceiro de verdade não bajula. Avisa. Fala reto. Dá tempo para corrigir e espera resultado. Se o resultado não vem, vira notícia.

Gestões raramente começam a cair por causa dos adversários. Muitas vezes, começam cavando por dentro a própria sepultura.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2830 – 22/09/2026

Cotações em tempo real