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Do elefante branco ao coração da saúde infantil

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Durante a abertura do ano legislativo, um dos anúncios mais relevantes — e menos retóricos — veio acompanhado de reconhecimento público. O antigo prédio do Muffato, herança problemática da gestão passada e símbolo de improviso urbano, finalmente ganhou destino: será transformado em um Complexo Municipal de Saúde com foco no atendimento infantil.

Antigo Muffato: do passivo ao complexo de saúde

Em informação antecipada ao plenário, o prefeito Mario Costenaro anunciou que a gestão definiu, na semana passada, junto ao secretário estadual de Saúde Beto Preto, a destinação de mais de R$ 6 milhões para o antigo prédio do Muffato. O imóvel, símbolo de improviso herdado da gestão anterior, será transformado no Complexo Municipal de Saúde.

Segundo o prefeito, o espaço vai concentrar a Central de Especialidades, o Ambulatório Materno Infantil (AMI), atendimento pediátrico estruturado e serviços estratégicos de apoio à rede, fortalecendo o atendimento e reduzindo gargalos históricos da saúde pública em Toledo.

Vereador enaltece

Na sequência, o vereador Oseias destacou o peso da decisão. Lembrou que o prédio foi concebido para funcionar como supermercado e exigiu tempo e planejamento técnico para adaptação. Em tese — como definiu — o local abrigará uma UPA Pediátrica, centralizando o atendimento infantil e evitando que crianças precisem recorrer à UPA geral.

Para Oseias, além de resolver um problema estrutural, a medida elimina gastos com aluguel, dá função social ao imóvel e ainda movimenta a região. “É uma comemoração para a cidade”, resumiu, ao reconhecer o mérito da gestão municipal por transformar um elefante branco em política pública concreta.

A câmara no fundo do poço

A 18ª Legislatura de Toledo não tropeçou — ela cavou. Cavou fundo, com vontade, até alcançar o subsolo da mediocridade política. Nunca se viu tanta pobreza intelectual, moral e institucional reunida num mesmo plenário. O Parlamento virou caricatura de si mesmo: Nas decisões marcantes, na ausência da mesa que envergonha tudo. Vejamos:

Fiscalização de aluguel

Dois vereadores resolveram testar um modelo inovador: fiscalizar cobrando pedágio. O resultado foi previsível. Saíram dos bastidores sorrateiros direto para o banco dos réus. Hoje não fazem discurso, não dão entrevista e não batem no peito. Aguardam a sentença — que vem para limpar a Casa de Leis do que jamais deveria ter entrado nela. A mesa ?…

Mandato fantasia

Enquanto o município clama por gestão, uma ex-secretária que hoje é edil, resolveu brincar de política infantil: teatrinho no teatro, carimbo de bichinho nas eleições do SerToledo, performance vazia e militância de ocasião. Muito barulho, zero trabalho. Feminismo usado como figurino, não como causa. A cidade ficou esperando políticas públicas quando a mesma detinha caneta; e só recebeu encenação barata.

O vereador onipresente (e Inútil)

Há também o vereador do PTzão messiânico, que se acha dono de todas as verbas do planeta. Aparece em foto onde não foi chamado, opina em tudo sem entender nada e se inspira fielmente no seu ídolo maior: o pior exemplo possível “LULA”. Não bastasse, resolveu abrir o ano legislativo homenageando um falsificador de documento federal. Um gesto coerente com o DNA político que carrega.

Homenagem à vergonha

Nada resume melhor essa legislatura do que vereadores assinando homenagem a quem fraudou documento público ( 7 vereadores de oposição).  É a inversão total de valores: ladrão vira homenageado, vergonha vira protocolo e o plenário vira cúmplice pelo silêncio. Depois perguntam por que os políticos estão sendo desacreditados?

Pedir voto com lata de óleo de peroba

O autor da patacoada ainda sonha alto: pré-candidato a deputado estadual. Vai precisar de mais do que santinho — vai precisar que o eleitor esqueça. Mas memória é coisa perigosa. E outrubro de 2026 está logo ali para cobrar cada assinatura, cada aplauso e cada silêncio cúmplice.

Toledo não sofre por falta de orçamento.

Sofre por excesso de gente pequena em cargos grandes. E quando a política vira palco para vaidade, esperteza e crime disfarçado de mandato, o resultado é esse: uma Câmara que não representa, não respeita e não merece.

Modo execução

Na abertura do ano legislativo, o prefeito Mario Costenaro deixou claro que 2026 não será ano de discurso vazio. A gestão apresentou um volume robusto de ações e investimentos herdados do trabalho iniciado em 2025, com números que colocam Toledo em outro patamar administrativo: mais de R$ 350 milhões em projetos estruturantes já encaminhados, incluindo o Eixão do Desenvolvimento e a Ponte Estaiada, ambos com impacto direto no crescimento urbano e econômico. Amanhã, farei nessa coluna um resumo sobre as falas do prefeito aos vereadores.

Silêncio incomodante

Alguém percebeu? O vereador mais combativo da Câmara de Toledo no que diz respeito aos achacadores do “kit-propina”, Oseias, não disse uma palavra na primeira sessão do ano. Entrou mudo, saiu calado. E isso, ali, é tudo — menos normal.

A oposição estranhou? A situação percebeu? Ou o silêncio foi conveniente demais para ser comentado?

O gesto lembrou Odir Zoia, que um dia ficou em pé, em silêncio, só para constranger os próprios pares. Sem discurso, mas com recado claro.

Quando até quem sempre fala resolve se calar, não é distração.
É aviso. E quem não entendeu… provavelmente era o alvo

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Edição nº2805 – 27/01/2026

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