Foto: José Fernando Ogura/AEN

Para enfrentar esse desafio, conforme ele, talvez seja necessário mobilizar dirigentes de cooperativas, empresários e lideranças do agronegócio do Oeste do Paraná, superando questões políticas e apoiando a produção, através de união de forças, visando a implantação do porto seco entre Toledo e Maripá, evitando o tráfego de caminhões até outro terminal provavelmente em Cascavel.

“Podemos afirmar que não estamos acusando ninguém, mas achamos que na questão do projeto da ferrovia ainda há tempo de fazer intercessão e reivindicar a implantação de terminal que para nossa região é fundamental, conforme demonstrará estudo técnico de viabilidade do empreendimento, pois a maior parte da produção agroindustrial do Oeste do Paraná está concentrada nos municípios de Toledo, Palotina e Marechal Cândido Rondon, entre outros vizinhos. Vemos muita possibilidade de bons resultados na definição do terminal se fizermos alguma coisa na hora certa, pois a obra provavelmente será licitada e executada por empresa particular, que logo verá as possibilidades de bons resultados do terminal”, ressaltou Sperafico.  

“A falta de representatividade parlamentar de Toledo e região é responsável por essa indefinição, pois o Estado e o País parecem ignorar a   base da economia da região, como é a produção de grãos e proteína animal, entre outros produtos, de Toledo e do Oeste Paraná. Nós mesmos participamos de audiência em Cascavel, onde foi exposto o projeto original da ferrovia no mês passado e o nosso portal não estava no estudo. Como a ferrovia é assunto é fundamental para nossa economia, pode ter havido equívoco de quem elaborou o projeto original ao não prever portal para Toledo e nos faltou representatividade para cobrar a correção do estudo”, destacou Sperafico.

Episódio semelhante, segundo ele, está ocorrendo com relação à praça de pedágio, na rodovia entre Toledo e Cascavel, em trecho já duplicado. “Se estivéssemos representando a nossa região na discussão do pedágio, não aceitaríamos que isso acontecesse e esse pedágio seria eliminado da nossa região. Mais um exemplo bem claro da falta de representatividade na questão de logística, temos duas rodovias que têm movimento intenso, ligam em Toledo a Palotina e Francisco Alves e a Assis Chateaubriand e Umuarama, que estão esburacadas e jamais foram citadas em plano de duplicação, acabando com congestionamentos absurdos em diversos trechos”, protestou.

O desenvolvimento de cada município e do Oeste do Paraná, segundo ele, depende de sua representatividade, lideranças e agentes públicos e na questão pedágio não se poderia deixar que fosse aprovada taxa no valor 7,55 reais na praça entre Toledo e Cascavel, para a qual já estão prevendo reajuste 23% mesmo antes da concessão. “Se a implantação da praça de pedágio entre Cascavel e Toledo não pode mais ser evitada, em nossa opinião poderia se buscar uma solução alternativa como isentar do pagamento da taxa os veículos com placas das duas cidades, como já existem em outras rodovias do país”, observou.

Dilceu Sperafico. Foto: Assessoria