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Dia do Agricultor: Ceasa Paraná orienta os produtores rurais sobre os cuidados com o sol

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Foto: Ceasa Paraná

A manhã desta segunda-feira, 28 de julho, começou diferente no Mercado do Produtor da Ceasa Paraná, em Curitiba. Logo às 4 horas da manhã, na chegada dos trabalhadores rurais, uma ação especial marcou o Dia do Agricultor. Como um gesto de cuidado e reconhecimento por quem planta, cuida e colhe os alimentos, foram entregues 300 kits com itens para reforçar o cuidado com a saúde aos produtores e produtoras nesta segunda-feira.

Cada kit continha um chapéu feito em tecido com proteção UVA/UVB, em duas versões: verde caqui para os homens e rosa para as mulheres. Tinha também um material educativo com orientações práticas sobre exposição segura ao sol, uso correto do protetor solar, horários de maior risco e sinais de alerta para a pele. Informações essenciais, principalmente para quem trabalha no campo. E para completar, cada um ganhou também uma maçã e um suco natural. 

A entrega dos kits foi feita por uma equipe da Ceasa Paraná formada pelo diretor-presidente Éder Bublitz, pelo diretor técnico Antônio Leonardecz, além de colaboradores de pelo menos três setores diferentes da instituição. A Associação Sindical da Agricultura Familiar do Paraná (Asiaf-PR) também participou da entrega. 

“Nesse Dia do Agricultor, o gesto da Ceasa Paraná em oferecer uma lembrança como forma de reconhecimento foi muito gratificante. É uma maneira de valorizar aqueles que fazem a semente germinar e que, naquele espaço, tornam possível a comercialização dos alimentos que produzem”, afirmou Elivelton José Nodari, responsável pelo setor administrativo da Asiaf. 

Para o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Bublitz, a maioria dos  agricultores ainda não se protege do sol como deveria. “O que a gente quer é mudar esse cenário,  é fazer com que o agricultor tenha a consciência de que ele tem um papel fundamental na nossa sociedade e é preciso se prevenir. O importante é criar uma rotina de colocar um chapéu, passar um protetor solar nos braços, ter um cuidado um pouco maior com o horário de exposição solar”, disse.

“Com essa ação, queremos mostrar o quanto nos preocupamos com o bem-estar de quem é responsável pela produção do nosso alimento. Queremos que o Dia do Agricultor de 2025 fique marcado como o início de novos hábitos, mais saudáveis e conscientes”, afirmou.

 A exposição solar sem proteção é a principal causa de câncer de pele entre trabalhadores rurais, e a prevenção, embora simples, ainda é pouco aplicada por vários motivos: falta de acesso aos itens de proteção, falta de informação, desconforto no calor por causa das roupas com tecido mais denso, mas o principal deles ainda é a dificuldade em mudar hábitos culturais em prol da saúde.  

Foto: Ceasa Paraná

IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO – O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, e os dados preocupam. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), ele representa cerca de 31% de todos os casos de câncer no país. Só em 2023, foram estimados mais de 220 mil novos diagnósticos , e a previsão segue alta até o fim de 2025.

No Paraná, a situação merece atenção redobrada: o estado registra mais de 9 mil casos por ano de câncer de pele não melanoma, o que o coloca entre os estados com maior número de ocorrências. E dentro dessa realidade, os trabalhadores rurais estão entre os mais vulneráveis.

Estudos mostram que essa população está especialmente exposta. Em Cascavel, por exemplo, entre 2011 e 2016, os diagnósticos de câncer de pele entre agricultores aumentaram 210%, principalmente em áreas como rosto e cabeça. Apesar disso, em várias regiões do país, ainda são muitos os produtores que não usam protetor solar ou chapéus adequados no dia a dia.

No noroeste do Rio Grande do Sul, a maioria dos trabalhadores entrevistados reconhecia o risco, mas 87,9% não usavam protetor solar e 62% não usavam chapéu de proteção. Esse descuido custa caro: mesmo os tipos de câncer de pele que têm alta chance de cura podem causar mutilações sérias se não forem tratados a tempo. E o melanoma, embora menos comum, é agressivo e também atinge essa população.

Fonte: AEN

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