Taxa de desocupação é de 5,3% no trimestre encerrado em agosto e população ocupada chega a 103,5 milhões de pessoas, o maior da série histórica, segundo o IBGE
A taxa de desocupação (5,3%) no trimestre de junho a agosto de 2026 caiu 0,3 p.p. (ponto percentual) frente ao trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) e recuou 0,3 p.p. ante igual trimestre de 2025 (5,6%).
A população desocupada (5,8 milhões) diminuiu 4,6% (menos 281 mil pessoas) na comparação com o trimestre de março a maio de 2026 (6,1 milhões). No confronto com o mesmo trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 300 mil pessoas).
A população ocupada (103,5 milhões) foi a maior da série histórica, com alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas) e aumento de 1,0% no ano (mais 1,1 milhão de pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com aumento de 0,3 p.p. no trimestre (58,6%) e ficou estável no ano (58,8%).
Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2026

A taxa composta de subutilização (13,1%) ficou estável frente ao trimestre anterior (13,3%) e teve queda de 1,0 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (15,0 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,5% no ano (menos 1,0 milhão de pessoas).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,2% no ano (menos 286 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,4 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 0,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 561 mil pessoas).
A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de juho a agosto foi estimado em 109,3 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% (mais 493 mil pessoas) quando comparada com o trimestre de março a maio. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,7% (mais 760 mil pessoas).
A ocupação por grupamentos de atividade do trimestre de juno a agosto, em relação ao trimestre de março a maio, mostrou aumento nos grupamentos: Indústria Geral (2,0%, ou mais 265 mil pessoas) e Construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa. Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2025, houve aumento no grupamento de Transporte, armazenagem e correio (6,1%, ou mais 358 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre de junho a agosto, em relação ao trimestre de março a maio, cresceu na categoria de Serviços domésticos (2,3%, ou mais R$ 33). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa. Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2025, houve aumento nas categorias: Indústria (4,0%, ou mais R$ 141); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,8%, ou mais R$ 140); e Serviços domésticos (4,6%, ou mais R$ 64). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Já nos resultados desse mesmo tipo de rendimento, por posição na ocupação, do trimestre móvel de junho a agosto de 2026, em relação ao trimestre de março a maio de 2026, houve aumento na categoria de Trabalhador doméstico (2,3%, ou mais R$ 33). As demais categorias não tiveram variação significativa. A comparação com o trimestre de junho a agosto de 2025 indicou aumento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,4%, ou mais R$ 81), Trabalhador doméstico (4,6%, ou mais R$ 64) e Conta-própria (5,3%, ou mais R$ 159).
A população desalentada (2,4 milhões) ficou estável no trimestre e registrou queda de 11,9% no ano (menos 317 mil pessoas). O percentual de desalentados (2,1%) ficou estável no trimestre e caiu 0,3 p.p. no ano (2,4%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,5 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Também o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,3% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em maio e 38,0% (ou 38,9 milhões) no trimestre de junho a agosto de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.777) ficou estável no trimestre e cresceu 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 385,6 bilhões) foi a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) no ano.
Fonte: Agência Gov




