Em uma entrevista de uma hora e onze minutos na Coluna Gente & Poder de sábado, Neourci Antônio Frizzo lavou a roupa suja em público. Afirmou que protocolou no dia 10 seu pedido de exoneração dos cargos, a partir do dia 17 de outubro, após uma breve licença de descanso. Ele falou dos motivos de sua saída e, em tom de desabafo, afirmou não aceitar ‘desrespeito’ e, por fim, disse que colocará seu nome a disposição do partido.
Os motivos
Frizzo foi bem claro: “Eu gosto de trabalhar com satisfação, com vontade e com alegria naquilo que me proponho a fazer, e a partir do momento que se cria ‘animosidades’, eu prefiro cair fora, até mesmo porque eu não estou no cargo pelo salário, que, aliás, é muito baixo”. “Estava sim, pelo plano de governo e pelas propostas de projeção do Município, em todas suas necessidades, não de grupelhos”, afirmou.
Direto ao ponto, Frizzo desabafou
“Quando fiquei sabendo que alguns secretários, juntamente com dois vereadores, tinham criado um novo grupo (paralelo aos dos secretários), para mim, chamei de ‘grupelho’, que tinha a nítida intenção de desagregar nossas decisões. Não tive dúvidas em pedir o boné, pois não era isso que constava no plano do governo, desde seu ‘rascunho’ feito em próprio punho pelo prefeito”.

Não aceito ‘desrespeito’
“Eu vou falar para a população e para a oposição: eu era criticado pelos colegas secretários porque recebia elogios da ‘oposição’, e isso até pode ter contribuído para essa situação, pois foi se criando “climas” de rancor e ciúmes, ao invés de eles entenderem que minhas ações sempre foram plurais, para atender a todos, situação, oposição ou independentes”.
Não aceito ‘desrespeito’ I
“Quero deixar bem claro que um dos principais motivos de meu pedido de demissão se deve a ‘falta de respeito’ por parte de meus colegas, e o prefeito tem que exigir isso deles, pois faltam com o devido respeito com a população, com os vereadores, que são autoridades constituídas pelo voto, e falta de respeito com os colegas”.
Servidor não serve para nada!
Frizzo fez acusações graves contra alguns secretários, de que, segunde ele, eles afirmam que grande parte dos servidores ‘não serve para nada’, que está lá somente para matar tempo, ganhar o salário e travar os trabalhos. “E com isso eu não concordo, porque eu só fiz o que fiz em favor da comunidade e a pedido do prefeito durante um ano e dez meses, graças aos servidores, e isso eu respeito”, disse Frizzo.
Se foram gratificantes esses 22 meses?
“Eliseu, sim, foi muito gratificante, pois foram muitos projetos de suma importância concluídos de forma recorde. Internamente, trabalhávamos em sintonia com todos os órgãos de todas as esferas e por essa razão afirmo que saio do cargo com o dever cumprido, mesmo trabalhando sobre muita pressão, não só externas, como também aquelas ‘internas’, que se sabe que é para beneficiar ‘A’ ou ‘B’, e cito aqui o projeto da PPP da iluminação”. “Vocês não têm noção da pressão que sofri”, disse. E prosseguiu: “isso eu não aceitei e não aceito, pois minha missão estava e está em atender a população”.
Posso ser um candidato sim!
Dois tópicos de grande importância e relevância para a política local foram destacados pelo ex-secretário. Sobre a possibilidade de ser um candidato, ele foi firme: “Posso ser sim. Até agora sempre servi como secretário e poderei me dispor a qualquer cargo”. Sobre o partido MDB, Frizzo foi categórico: “O partido não é do prefeito, e sim dos filiados”.

Líder da Oposição se diz “surpreso”
Chumbinho Silva, Líder da Oposição afirmou que Toledo perde muito com a saída do secretário, e que foi pego de surpresa com o aceite do seu pedido de demissão. Não perdendo tempo, Chumbinho disse que “Frizzo é bem-vindo a qualquer partido, a começar pelo PP”.
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