Persistência ou desgaste?
O ex-prefeito Beto Lunitti volta à cena com mais uma tentativa de se reposicionar no tabuleiro político. Depois de uma eleição perdida no detalhe — daquelas que doem mais —, Lunitti agora busca reconstruir narrativa e, principalmente, recuperar autoridade.
Nos bastidores, o diagnóstico é direto: não faltou voto, faltou gestão política. Cercado por um grupo que prometia blindagem, acabou isolado. Enquanto diziam protegê-lo, protegiam a si próprios — e o resultado foi um governo que perdeu conexão com a rua justamente na reta final.
Agora, reaparece como pré-candidato a deputado estadual. Mas a pergunta que começa a ecoar é simples: Beto quer voltar para corrigir erros… ou apenas para não sair do jogo?
Essas — e outras dúvidas — serão respondidas (ou não) na entrevista que vai ao ar neste sábado, 25 de abril, às 8h, no Gente & Poder.
Pequenos produtores movem gigante do agro: Toledo abre a Expoagro Familiar

Toledo reafirma, mais uma vez, sua vocação de liderança no agronegócio ao dar um passo à frente — e na frente de muitos — quando o assunto é valorização de quem sustenta essa força: os pequenos produtores. Reconhecida como capital do agro e detentora de um dos maiores Valores Brutos da Produção (VBP) do país, a força econômica do município não nasce apenas dos grandes números, mas da base sólida formada por mais de mil famílias que vivem e produzem no campo. Ao apostar na agricultura familiar como protagonista, Toledo mostra que desenvolvimento de verdade se faz com inclusão, geração de renda e permanência no campo. A Expoagro Familiar 2026 surge, nesse contexto, como símbolo de uma política pública que não apenas reconhece, mas coloca o pequeno produtor no centro da estratégia econômica e social do município.
Vanguarda rural
Toledo sai na frente mais uma vez ao estruturar um evento totalmente voltado à agricultura familiar. A Expoagro não é apenas feira — é recado político claro: o pequeno produtor deixou de ser coadjuvante e passou a ser peça central no discurso e na prática da gestão pública.
Força que sustenta o VBP
Os números não mentem: mais de 80% das propriedades rurais do município são de agricultura familiar. É essa base que sustenta o alto VBP e garante capilaridade econômica no interior. Valorizar esse setor não é escolha ideológica — é estratégia inteligente.
Política pública integrada
A presença de diversas secretarias municipais e órgãos estaduais dentro da feira revela um modelo de gestão que tenta aproximar o poder público do produtor. Levar serviços até o campo (ou trazê-lo à cidade) é reduzir burocracia e aumentar eficiência.
Campo com sucessão garantida
Um dos pontos mais relevantes — e pouco explorados — é a permanência dos jovens no campo. Ao incentivar agroindústrias e agregar valor à produção, o município atua diretamente no combate ao êxodo rural.
Economia que gira localmente
Mais de 30 agroindústrias participando significa dinheiro circulando dentro do próprio município. É o tipo de desenvolvimento que não depende de grandes investidores externos, mas fortalece quem já está produzindo.
Conexão campo-cidade
A feira também cumpre papel social: aproximar o consumidor urbano da realidade rural. Em tempos de distanciamento entre produção e consumo, essa conexão vira ativo político e cultural.
Evento gratuito, decisão política
Não cobrar entrada não é detalhe — é posicionamento. Democratiza o acesso, amplia o público e reforça o caráter popular da iniciativa.
Estratégia eleitoral silenciosa
Mesmo sem discurso explícito, iniciativas como essa têm forte impacto político. Valorizar pequenos produtores é dialogar diretamente com uma base eleitoral organizada e historicamente influente.
Parcerias que pesam
A presença de entidades como IDR, Sebrae e sindicatos mostra que a gestão entendeu um ponto-chave: desenvolvimento rural não se faz sozinho, mas em rede.
Primeira edição com cara de consolidação
Mesmo sendo a estreia, a Expoagro Familiar já nasce com estrutura e ambição de evento consolidado. Se mantiver o ritmo, tende a entrar no calendário oficial do agro paranaense.
Articulação e visão institucional

O presidente da Câmara de Toledo, Gabriel Baierle, tem adotado uma postura cada vez mais ativa na construção de pontes institucionais — movimento que começa a ganhar contornos estratégicos dentro e fora do município. A aproximação com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o diálogo com o Senado Federal e, agora, a integração com a Assembleia Legislativa do Paraná, por meio da adesão à Rede Estadual de Educação Legislativa, sinalizam uma agenda voltada à qualificação técnica e ao fortalecimento institucional do Legislativo.
Mais do que agendas protocolares, a movimentação indica uma tentativa clara de inserir Toledo em redes mais amplas de conhecimento, capacitação e influência política. A participação no lançamento da REEL — que contou, inclusive, com aula magna do ex-presidente Michel Temer — reforça essa estratégia de alinhamento com estruturas estaduais e nacionais.
Nos bastidores, a leitura é de que Baierle busca reposicionar a Câmara não apenas como espaço deliberativo, mas como centro de formação, articulação e modernização administrativa. Em um cenário onde eficiência e qualificação ganham peso no debate público, o movimento pode consolidar o Legislativo toledano como referência regional — desde que as conexões construídas se traduzam, na prática, em resultados concretos para a gestão e para a população.





