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Daliana Uemura, de Toledo, relata o susto vivido durante terremoto no Japão

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Foto: Kyodo via REUTERS

Da Redação

Daliana, descendente de japoneses, acompanha de perto as informações sobre o terremoto que atingiu o sul do Japão e destaca a preocupação com familiares e amigos diante do risco de novos tremores

A moradora de Toledo Daliana Uemura acompanha com preocupação as notícias sobre o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28). O tremor provocou destruição em diversas regiões e foi seguido por uma forte explosão dentro de um shopping na cidade de Kashima, onde dezenas de pessoas ficaram presas sob os escombros. Há também relatos de mortos e desaparecidos.

PREOCUPAÇÃO – Daliana comenta o impacto da tragédia e a apreensão vivida por familiares, amigos e pela comunidade japonesa diante da possibilidade de novos abalos.

“Fiquei muito sensibilizada ao saber da notícia do terremoto que atingiu o Japão nesta manhã. Meu pai nasceu na província de Kumamoto e nossa ligação com o país é muito forte. Minha mãe, meus irmãos e outros familiares moram lá, então a primeira reação é sempre de preocupação, porque queremos saber se está tudo bem com todos. Já tive a oportunidade de conhecer o Japão e é um lugar que guardo com muito carinho no coração. Ver uma tragédia como essa nos faz admirar ainda mais a força e a resiliência do povo japonês. Neste momento, só podemos rezar para que todos estejam em segurança. Foi um terremoto de magnitude 7,1, muito forte. Além dos danos provocados pelo tremor, houve uma explosão em um shopping da rede Aeon, bastante conhecida no Japão, e também há informações sobre o desabamento de uma ponte. Esperamos que os próximos tremores, caso ocorram, sejam de menor intensidade. Quero deixar minha solidariedade a todas as famílias atingidas e também às pessoas que, como eu, têm parentes no Japão. Sabemos o quanto é angustiante acompanhar uma situação como essa à distância e ficar esperando notícias de quem amamos”, conta Daliana Uemura.

7,1 – Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília) e atingiu o nível máximo (7) na escala japonesa de intensidade sísmica Shindo, utilizada para medir a força dos tremores sentidos pela população.

De acordo com as autoridades japonesas, a magnitude elevada e a baixa profundidade do terremoto aumentam a possibilidade de novos abalos. Em relatório divulgado após o tremor, a JMA alertou para a possibilidade de terremotos de até magnitude 7 ao longo da próxima semana, especialmente nos primeiros dois ou três dias após o evento principal.

A agência explica que a intensa atividade sísmica da região favorece a ocorrência de fortes réplicas. O histórico local reforça essa preocupação: em 2016, a província de Kumamoto foi atingida por dois terremotos devastadores, de magnitudes 6,5 e 7,3, que deixaram 273 mortos e mais de 2.800 feridos.

Além dos danos estruturais, cerca de 45 mil residências e estabelecimentos ficaram sem energia na província de Kumamoto, segundo a Kyushu Electric Power. A empresa informou, no entanto, que os três reatores nucleares da região continuam operando normalmente.

Enquanto equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais afetadas, moradores permanecem em estado de alerta diante da possibilidade de novos tremores nos próximos dias. Em Toledo, Daliana segue acompanhando os desdobramentos da tragédia e manifestando solidariedade às vítimas e seus familiares.

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