Da Redação
Funcionários seguem sem pagamento, insumos são limitados e nova empresa deve assumir fornecimento nos próximos dias
A crise no setor de alimentação do Hospital Regional de Toledo continua preocupando funcionários e colocando em risco a qualidade das refeições oferecidas, especialmente aos pacientes.
O encarregado da cozinha, Jackson José Pereira Bordin, confirmou nesta quinta-feira, 19, que os salários seguem atrasados, atualmente com 13 dias de defasagem. Segundo ele, uma remessa emergencial de insumos foi recebida, garantindo temporariamente a alimentação dos pacientes.
“Recebemos uma remessa de proteínas que permitirá manter refeições balanceadas por cerca de uma a uma semana e meia. No entanto, esses insumos são exclusivos para os pacientes. No momento, não será possível fornecer alimentação aos funcionários”, explica.
Jackson destaca que a equipe trabalha para garantir que as dietas prescritas sejam cumpridas, mesmo diante das dificuldades. Ainda não há previsão para o pagamento dos salários, embora houvesse promessa de regularização anterior.
A expectativa é que uma nova empresa assuma o fornecimento de insumos entre segunda e terça-feira, o que pode normalizar o funcionamento da cozinha e do refeitório ao longo da próxima semana.
Entenda o caso:
A situação já vinha sendo considerada crítica nas últimas semanas. A chefe da cozinha, Ana Maria Batista Ribeiro Farias, relatou estar há 45 dias sem receber salário e trabalhando praticamente sozinha, devido ao afastamento de outra funcionária por problemas de saúde.
“Se os insumos não chegarem, os pacientes ficarão sem carne e sem alimentação de qualidade. A situação é grave”, afirmou.
Ela informou que os estoques estavam no limite e que a continuidade das refeições dependia da chegada de novos insumos. Segundo o relato, o último estoque de carne já havia se esgotado.
Outra funcionária, Cenira Matos da Silva, também criticou a situação, destacando que os problemas começaram após a troca da empresa responsável pela alimentação. Antes, segundo ela, o serviço funcionava de forma regular.
“Atualmente, enfrentamos atrasos salariais e falta de alimentos. Isso afeta funcionários, pacientes e médicos. A situação é grave e não pode ser ignorada”, desabafa.
Sobrecarga e impacto no hospital:
De acordo com Jackson Bordin, além da cozinha, outros setores do hospital também podem estar enfrentando atrasos salariais, incluindo enfermagem e equipe médica. Há indícios de que o problema esteja relacionado ao repasse de recursos.
A equipe da cozinha tem enfrentado jornadas exaustivas para manter o atendimento. “Estamos trabalhando mais de 12 horas por dia para garantir que os pacientes não fiquem desassistidos”, relata.
A demanda diária é alta, com cerca de mil refeições preparadas para funcionários, pacientes e acompanhantes. Diante da escassez, a prioridade tem sido atender pacientes com dietas específicas, como diabéticos e renais.
“Estamos fracionando os recursos para garantir o atendimento até onde for possível. Sem reposição imediata, há risco de falta de alimentos para pacientes”, alerta.
Expectativa:
Com a possível entrada de uma nova empresa responsável pelo fornecimento de insumos, a expectativa é de que a situação comece a se normalizar nos próximos dias. Até lá, o hospital segue operando em regime de contingência, priorizando exclusivamente a alimentação dos pacientes.





