Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Creio na Trindade Santa: Deus Pai e seu Filho unigênito, com o Espírito Santo

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

Neste domingo celebramos a festa da Santíssima Trindade. O Evangelho de Mateus (Mt 28,16-20), que hoje retoma a liturgia, não fala propriamente da Trindade, mas oferece uma fórmula trinitária: “Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. E falar da Trindade nem sempre é fácil. Mas este texto poderia nos ajudar a compreender algo deste mistério. O que os primeiros cristãos experimentam é a presença do próprio Deus, através de Jesus, a quem reconhecem como Filho de Deus e, uma vez ressuscitado, recebem o seu Espírito que os impulsiona a cumprir a missão que Ele lhes confiou. Esta experiência exprime-se numa confissão de fé, como a que nos é oferecida no Evangelho de Mateus.

Ao falar da Trindade é necessário recorrer a metáforas que ajudem a compreendê-la melhor. Afirmar que o nosso Deus é Trindade é como dizer que o nosso Deus é bem-vindo, é comunidade, é relação, é dom que se dá e se recebe, sai de si mesmo ao encontro do ser humano. Ou seja, não seguimos um Deus fechado em si mesmo, por isso não faz sentido uma igreja com portas e costumes fechados – como diria o Papa Francisco – onde nem todos podem entrar. Não seguimos um Deus solitário, por isso não faz sentido retirar-nos do mundo para encontrar Deus quando Ele está presente, indiscutivelmente, no meio do mundo, em cada pessoa, em toda a rede de relações que podemos estabelecer, incluindo a relação com a criação tão necessitada de cuidado e preservação da nossa parte.

E voltando ao texto de Mateus, vemos como a comunidade do seu tempo reconhece no rito do Batismo uma forma de incorporar novos membros da comunidade e como esse Batismo deve ser feito em nome do Deus Trindade em quem eles acreditam e anunciam. Sabemos que o Batismo é o Sacramento fundamental que nos torna todos participantes do mesmo sacerdócio, profecia e realeza do próprio Cristo. No evangelho, Jesus envia todas as pessoas, ensinando-lhes tudo o que aprenderam com Ele e prometendo-lhes que permanecerá sempre no meio do seu povo. Neste último sentido, o Jesus no evangelho de Mateus não sobe ao céu (este evangelho não relata o evento da Ascensão), mas permanece no meio deles, sustentando o que já havia anunciado desde o início do seu evangelho: eles o chamarão de Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt 1,23).

Hoje precisamos urgentemente de viver a experiência do Deus Trindade, do Deus comunitário que nos fala de uma espiritualidade mais comunitária que individual, de um compromisso mais social que íntimo, de uma Igreja aberta a todos, “sem medo de ser manchado ou ferido”, como tanto repete o Papa Francisco. Certamente, uma Igreja que anuncia o Deus Trindade poderá convocar mais pessoas de todos os lugares para viver o evangelho de Jesus Cristo.

Tornar-se cristão significa ser inserido na relação de amor que circula entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Este é o grande mistério da vida cristã.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real