Em reunião realizada na tarde da última terça-feira (27), o Centro de Operações Emergenciais (COE) orientou, pela terceira semana consecutiva, a manutenção do Alerta Amarelo em relação à Covid-19 em Toledo. Este entendimento está em conformidade com a matriz de risco criada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), segundo a qual o município está com 8 pontos numa escala que vai de 0 a 40, o que representa risco baixo (classificação entre 1 e 9 pontos).

Esta matriz de risco se baseia em seis critérios (taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva [UTI] para adultos por síndrome respiratória aguda grave [SRAG], taxa de ocupação de leitos de enfermaria adulto por SRAG, previsão de esgotamento de leitos de UTI, variação do número de óbitos por SRAG nos últimos 14 dias, variação no número de casos de SRAG nos últimos 14 dias e taxa de positividade para Covid-19). Destes, quatro encontram-se zerados e em dois Toledo ainda pontua: 6 se referem à taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos com SRAG (entre 50% e 70%) e 2 em relação à taxa de positividade para Covid-19 (entre 15% e 30%).

Um dos fatores que fizeram o município manter-se no mesmo patamar epidemiológico foi o decréscimo no número de novos casos na semana 43. Entre 18 a 24 de outubro, 89 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus (Sars-Cov-2), uma queda de 25,83% em relação ao período entre 11 a 17 de outubro), o menor número desde o começo de junho. 

Outra situação que não se via desde o começo de junho é o baixo número de pacientes ativos – 116 no último sábado (24), redução de 27,5% em comparação ao último dia da semana epidemiológica 42 (17/10). Consequentemente, a taxa de recuperação de pacientes também subiu para 97%.

O aumento das temperaturas associado a uma menor disseminação do Sars-Cov-2 em Toledo também fez reduzir a procura de pacientes com síndrome gripal e sintomas típicos de Covid-19 (como perda de olfato e/ou paladar) pelos serviços de saúde disponibilizados pelo município. Se em setembro a média diária de atendimentos desta natureza nas “unidades sentinela” (Panorama, Cosmos e Santa Clara) ou no Pronto Atendimento Municipal (PAM) foi de 79,47, em outubro caiu (até dia 24) para 42,04.

Outro indicativo de que as ações de prevenção ao novo coronavírus estão sendo efetivas diz respeito à taxa de positividade. Nas duas últimas semanas, o total de pacientes testados que estavam com este patógeno em seu corpo se manteve abaixo dos 20%: 15,84% na semana 42 e 16,47% na semana 43.

Mesmo com a queda no número de novos casos e de pacientes ativos, na procura pelos serviços de saúde por pessoas com síndrome gripal e na taxa de positividade, as autoridades sanitárias municipais ainda estão preocupadas com a Covid-19 em Toledo. Afinal, esta doença ainda está causando mortes e muitos pacientes que sobrevivem acabam sofrendo com as sequelas, sobretudo os que ficam por longos períodos intubados em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

Integrante da comissão técnica do COE, o médico Fernando Pedrotti, avalia que o cenário epidemiológico em Toledo é favorável, mas não o suficiente para as pessoas deixarem de ter os cuidados adotados desde o começo da pandemia.  “Não está na hora de fazer aglomerações e devemos continuar usando máscara do jeito certo ao sair de casa. Várias vezes ao dia é recomendada a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Também é fundamental que as pessoas com os sintomas semelhantes ao da Covid-19 procurem o quanto antes assistência médica, pois, assim, diminui-se a chance de o quadro se agravar e evitam-se muitas internações e óbitos”, aconselha.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação