Da Redação
Presidente da Câmara, Gabriel Baierle, propõe ofício assinado por todos os vereadores para cobrar informações da Copel sobre a possível venda do imóvel e os impactos para a população
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciou, em junho, um projeto de revitalização de seus imóveis com o objetivo de modernizar e otimizar seus espaços físicos. Como parte dessa iniciativa, a empresa colocou à venda 72 imóveis em diferentes regiões do Paraná, avaliados em aproximadamente R$ 296,4 milhões.
Entre os imóveis ofertados está a sede da Copel em Toledo, que atualmente funciona como ponto de atendimento aos consumidores e base operacional das equipes de campo. Também fazem parte do pacote as sedes de Cascavel e Foz do Iguaçu.
Segundo a companhia, a medida faz parte de um processo de reestruturação patrimonial para adequar seus ativos às atuais necessidades operacionais. Nos últimos meses, a Copel também transferiu a gestão de sua frota para a Movida, em um contrato estimado em R$ 100 milhões, além de vender participações em ativos do setor elétrico, como a Compagás e a Usina Hidrelétrica Dona Francisca, reforçando uma estratégia de concentrar suas operações na atividade principal.

A possível venda da unidade de Toledo, no entanto, gerou preocupação entre os vereadores do município. O presidente da Câmara Municipal, Gabriel Baierle, anunciou a elaboração de um ofício, que será submetido à assinatura de todos os vereadores e vereadoras, solicitando esclarecimentos oficiais da Copel sobre a venda do imóvel e um eventual fechamento da estrutura local.
“Estamos convidando todos os vereadores e vereadoras a assinarem esse ofício para saber se é verdade, se é verídico que o prédio da Copel em Toledo está sendo vendido e se o escritório será fechado. A população precisa de uma resposta oficial da empresa”.
Baierle afirmou que a Câmara também pretende cobrar garantias de que o atendimento à população não será prejudicado.
“Não é possível que os consumidores de Toledo e de todo o Paraná continuem sendo lesados, recebendo um serviço de péssima qualidade e ficando desassistidos pela empresa. Também não podemos responsabilizar os funcionários, porque eles vêm sendo sobrecarregados. São programas de desligamento voluntário atrás de programas de desligamento, reduzindo cada vez mais o número de trabalhadores que prestam serviço à nossa comunidade”.
O presidente da Câmara demonstrou preocupação com uma possível centralização das operações em Cascavel.
“Se realmente retirarem os escritórios de Toledo e concentrarem tudo em Cascavel, a tendência é que processos e atendimentos demorem ainda mais. Nosso objetivo é obter uma posição oficial da Copel e defender que a população continue tendo atendimento adequado no município”.
Baierle também questionou o reajuste recente nas tarifas de energia.
“Além disso, queremos explicações sobre o aumento de cerca de 20% na tarifa de energia. Baseado em quê? Houve seca no Paraná? Os reservatórios estão vazios para justificar uma cobrança maior? A inflação não chegou a esse percentual. Enquanto isso, a empresa continua vendendo ativos importantes, inclusive usinas hidrelétricas. Como diz aquela música: a conta sobe e a qualidade desce”.





