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Copel: “Basta um cachorro mijar no poste que Toledo fica sem luz.”

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Toledo tem o maior PIB agropecuário do Paraná. Mas quando o assunto é energia, parece distrito esquecido.

Deputados já cobraram. Vereadores já cobraram. Associação Comercial já cobrou. Produtores já cobraram. E o que mudou? Nada.

O vereador Chumbinho resumiu a ópera bufa com uma frase que viralizou nos bastidores:

“Basta um cachorro mijar no poste que Toledo fica sem luz.”

É exagero? Talvez. Mas quem passou o fim de semana no escuro sabe que a ironia tem fundo de verdade.

Pib-forte, energia frágil

Toledo carrega o título de maior PIB agropecuário do Paraná. Produz proteína, grãos, riqueza. Move o Estado.
Mas basta uma chuva de fim de tarde para transformar a cidade em palco de apagões sucessivos.

Energia não é luxo. É infraestrutura básica.
Sem luz, não tem indústria, não tem comércio, não tem hospital funcionando com segurança.

Não é de hoje

Há quem tente colocar a culpa apenas na privatização.
Mas a verdade é que, ainda em 2021, três anos antes da venda, já havia reunião com presidente, gerente regional, técnicos e até órgão ambiental para tratar de falhas constantes.

O problema não nasceu ontem. Ele só ficou mais visível — e mais caro.

Se antes era ruim, agora parece que institucionalizaram o improviso.

Gestão ou desorganização?

Relatos se repetem:

Equipe passa e diz que “não é com eles”. Outra equipe precisa vir.
A chave está caída no chão — mas ninguém pode erguer. Tudo vira protocolo. Nada vira solução.

O problema, segundo o professor Ozeias, “não está aqui, está na gestão em Curitiba”. Se for isso mesmo, então a direção da empresa precisa explicar por que o interior paga caro por um serviço que não entrega o básico.

A conta chega. Não é só na fatura

Energia cai. Comércio perde mercadoria. Indústria para produção.
Produtor rural perde produtividade.

E o cidadão comum? Passa nervoso. Pressão a quase vinte. WhatsApp não para. Confusão na sexta, no sábado, no domingo. Quando a cobrança vira “ameaça”, algo está invertido.

Ninguém está pedindo favor. Estamos pagando — e caro — por qualidade.

O Paraná todo no escuro?

Prefeito do Sudoeste também gravou vídeo reclamando.
Não é caso isolado. Não é birra política. É colapso operacional.

Se o problema é estrutural, que se diga. Se é falta de equipe, que se contrate.
Se é gestão, que se corrija.

O que não dá é para tratar o maior polo produtivo do Estado como se fosse poste de beira de estrada.

Onde é que nos encaixamos?

Pagamos tarifa alta. Produzimos riqueza. Movemos o Paraná.E ficamos no escuro.Toledo não quer discurso.
Quer energia estável. Quer respeito.

Porque se continuar assim, não vai faltar só luz. Vai faltar paciência.

Toledo é confirmada como sede da Fase Final dos Jap’s 2026

O lançamento ocorreu nesta terça-feira, no auditório da Prefeitura, com a presença do secretário estadual do Esporte, Hélio Renato Wirbiski, além de atletas, profissionais de Educação Física e organizadores.

O anúncio havia sido antecipado pelo prefeito Mario Costenaro e pelo secretário municipal de Esportes e Lazer, Jozimar Polasso, após o município manifestar interesse formal ainda em março. A escolha veio depois de análise técnica da comissão estadual.

No ofício encaminhado ao Governo do Estado, Toledo destacou sua infraestrutura esportiva de alto padrão — ginásios, piscinas, estádios e espaços adequados para competições de grande porte — garantindo condições logísticas, segurança e organização.

Desde 1979, o município já sediou a fase final em oito edições (1979, 1990, 1999, 2001, 2007, 2011, 2014 e 2019), reforçando sua tradição na realização de eventos estaduais.

“Essa é uma notícia fantástica para nosso município. Desde 2019 não tínhamos aqui a fase final dos Jap’s. Estamos muito felizes”, destacou o prefeito.

Onde é que eu me encaixo?

Toledo viveu dois fatos recentes. E a comparação é inevitável.

Um homem de 83 anos foi assassinado por causa de R$ 4. Quatro reais. Esse é o dado objetivo do boletim. Uma vida encerrada por um valor que mal compra um refrigerante. A reação? Notas, comentários, alguma indignação — e silêncio logo depois.

Dias depois, a morte de um cão provocou comoção intensa. Manifestação, discursos, vereadores se posicionando publicamente, mobilização nas redes, pressão popular.

Sim, maus-tratos a animais são crime. Devem ser punidos. Ninguém discute isso.

Mas aqui a comparação é necessária.

Um idoso morto por quatro reais não gerou a mesma energia pública que a morte de um animal. Não gerou ato. Não gerou manifestação. Não gerou a mesma veemência política.

E então eu pergunto: onde é que eu me encaixo?

Preciso ter quatro patas para sensibilizar autoridades? Latir para ganhar discurso? Ou envelhecer pobre é suficiente para virar nota curta e seguir para o próximo assunto?

Não é disputa de dor. É constatação de prioridade.

Quando a morte de um ser humano provoca menos mobilização que a de um pet, não estamos falando de amor aos animais. Estamos falando de uma inversão de valores.

Se a régua da indignação varia conforme o apelo emocional ou o potencial de engajamento, temos um problema que vai além dos dois casos.

A vida humana deveria ser cláusula pétrea da nossa consciência coletiva.

Ou não?

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