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Condenação por morte de “Gordinho Bololô”, em Toledo, traz alívio, mas pai desabafa: “A dor nunca vai passar”

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Foto: arquivo

Da Redação

Após sentença de mais de 19 anos de prisão, pai de Matheus diz que não deseja mal ao réu, mas afirma que nenhuma decisão apaga a perda: “Nunca mais vou ver meu filho; é uma dor eterna.

Toledo encerrou nessa terça-feira, 28, um dos julgamentos mais emblemáticos e acompanhados dos últimos anos. Lucas Eduardo Prestes Fagundes foi condenado a 19 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Matheus Vinícius Coutinho de Quadros, o popular “Gordinho Bololô”, crime que chocou a cidade em setembro de 2023.

A sentença representa uma resposta firme do Tribunal do Júri, do Fórum da Comarca de Toledo, diante de um homicídio marcado pela brutalidade, repercussão social e forte comoção popular. Matheus, jovem influencer bastante conhecido, foi executado com múltiplos disparos nas proximidades da pista de arrancadão, às margens da BR-163, em um crime motivado por desavenças anteriores.

Osvaldino Moreira de Quadros, pai de Matheus, afirma que sente um certo alívio com a condenação, na esperança de que ele (Lucas Eduardo) pague pelo erro e se arrependa. E disse que não desejo mal a ninguém, mas a dor que isso causou à sua família é imensa e nunca vai passar. Que nenhuma decisão traz de volta um filho, e o sofrimento de um pai e de uma mãe permanece para sempre.

“Eu, como pai do Matheus, fico mais aliviado com a decisão do julgamento. Que ele pague pelo erro que cometeu e possa se arrepender, sem voltar a errar. Errar, todos erram, mas ele causou uma dor muito grande à nossa família, com certeza. Mas quem sou eu para julgar os outros? Que Deus olhe pela família dele e pela minha. Não desejamos mal a ninguém. Só que a dor que ele trouxe para a nossa família nunca vai passar. É uma dor eterna… nunca mais vou ver meu filho. A gente se sente um pouco aliviado porque o julgamento aconteceu e ele foi condenado. Isso ameniza um pouco a dor, mas nada tira o sofrimento de um pai e de uma mãe que perdem um filho”.

Movimentação em frente ao Fórum, nessa terça-feira. Foto: arquivo pessoal

CRIME – O crime ocorreu em 10 de setembro de 2023, nas proximidades de uma pista de arrancada localizada às margens da BR-163, saída para Marechal Cândido Rondon, em Toledo. Segundo a investigação, a vítima foi atingida por pelo menos 10 disparos de pistola calibre 9mm, sendo que no local foram encontradas cerca de 16 cápsulas deflagradas.

De acordo com a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por uma briga pré-existente entre os envolvidos. O caso passou a ser investigado logo após o crime, que teve grande repercussão no município.

Após os fatos, o suspeito fugiu da cidade e teria se deslocado entre Foz do Iguaçu e o Paraguai, utilizando documentos falsos para evitar a prisão. A Justiça decretou a prisão preventiva em outubro de 2023, que foi cumprida no dia 6 de maio de 2024 pela 20ª Subdivisão Policial de Toledo.

O homem, que tinha 21 anos à época da prisão, foi localizado após meses foragido. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como o autor dos disparos, embora negue a participação no crime.

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