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Compaixão e perseverança se encontram para mudar a vida de duas pessoas em Toledo

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Por Fernando Braga

Hoje (07/03) a cidade de Toledo presenciou dois bons exemplos que nos fazem refletir sobre a atenção ao próximo e as oportunidades que a muitos são negadas. A dignidade de dois homens está sendo resgatada graças a perseverança da dupla, que não se deixou esmorecer diante das dificuldades encontradas, somada aos esforços de pessoas solícitas que oportunizaram aos dois um recomeço.

A história, que tem pitadas de dissabores, caminha para um final feliz. Depois que foram trapaceados, Emerson Morais e Florisvaldo Andrade Soares, ficaram sem trabalho e sem dinheiro, perdidos em uma cidade desconhecida. A história que contam é de que vieram para Toledo com a promessa de emprego, mas o ‘contratante’ os deixou na mão.

Diante da situação, os dois saíram pedindo emprego de porta em porta, mas nada conseguiram. Passando por dificuldades, eles tentaram conseguir passagens de ônibus para retornar às cidades de origem, mas como não atendiam alguns dos critérios estabelecidos, não as conseguiram.

Em meio ao drama que se abatia sobre a dupla, Emerson e Florisvaldo passaram a viver, nos últimos dias, em situação de rua. Como muitos que se encontram nessa realidade, eles começaram a circular por praças e a frequentar as imediações do Terminal Rodoviário de Toledo, onde os usuários encontram água potável e banheiro público. Ao fazer isso, sem saber eles chamaram a atenção e se distinguiram de andarilhos e moradores de rua comumente vistos naquela região.

O coordenador do Terminal Alcido Leonardi, Luccas Barreto, se mantém atento às anormalidades e situações suspeitas no recinto. E foi prestando atenção nas pessoas que, entre embarques e desembarques, transitam pelo local, notou os dois. Luccas conta que diferentemente do que estamos acostumados a ver, embora estivessem na rua, Emerson e Florisvaldo tinham um comportamento diferente das outras pessoas que se encontram nessa situação. “Eles eram bem comportados, não bebiam e nem pediam dinheiro”, destaca. “Era possível perceber que se tratavam de pessoas que estavam passando por algum problema, mas a conduta deles era diferente”.

A Guarda Municipal, que também se mantém atenta ao que acontece na rodoviária, enviou uma equipe para averiguar. “A Guarda Municipal, sempre atenciosa com a segurança, é muito prestativa e parceira de primeira hora”, como conta o coordenador. Os agentes que participam do trabalho na rodoviária, acompanhados pelo coordenador de Segurança da corporação, GM Celso, abordaram os dois homens que passaram a frequentar o terminal a cerca de uma semana.

Durante a abordagem, eles contaram a história angustiante. Relataram o golpe que sofreram e a precariedade em que se encontravam. Percebendo que eram pessoas que precisavam de atenção, principalmente do Poder Público, houve uma mobilização entre a equipe que administra a rodoviária e a Guarda Municipal para que o Serviço de Assistência Social do Município fosse acionado. Dessa forma, a equipe do CREAS II (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) foi fundamental no atendimento e conseguiu providenciar a documentação necessária para que o Emerson e o Florisvaldo conseguissem encaminhamento para a Agência do Trabalhador de Toledo.

No final da tarde desta segunda-feira, eles retornaram à rodoviária, felizes e orgulhosos por terem conseguido um encaminhamento para o recrutamento que será feito no período da manhã desta quarta (08/03), por duas empresas, na Agência do Trabalhador. Com os encaminhamentos em mãos, eles tiraram a foto que ilustra essa matéria. Essa imagem, para eles, representa a esperança de se livrarem do sofrimento e, acima de tudo, de reaverem a dignidade.

A Gazeta de Toledo parabeniza todos que participaram dessa boa ação e ressalta que uma das lições que esse relato nos mostra é que antes de julgar, temos que conhecer as histórias que estão por trás dos personagens. Não sabemos o que leva uma pessoa a viver na rua, sem teto, sem cama, sem banheiro, sem comida, entregue à própria sorte, e por isso não podemos ser preconceituosos. Às vezes, as aparências enganam. Precisamos dar atenção aos desfavorecidos, pois muitos realmente estão necessitados e só precisam de alguém que lhes estenda a mão.

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