A Comissão de Mulheres promoveu a 3ª edição do Floresça no Campo, na última terça-feira (3), no Sindicato Rural de Toledo. O encontro é voltado ao fortalecimento da participação feminina no agronegócio. Na ocasião, foi realizada a apresentação e aprovação do Regimento Interno da Comissão, uma iniciativa que celebra o protagonismo das mulheres no meio rural.
O evento integra as ações do mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher e busca valorizar a força, a sensibilidade e a coragem das mulheres que transformam o campo e a sociedade. O encontro também é um espaço para troca de experiências, fortalecimento de laços e reconhecimento das trajetórias femininas no agronegócio.
A coordenadora geral da Comissão de Mulheres do Sindicato, Noelir Fátima Machado Kolling, destaca a importância da organização feminina no meio rural e relembra a trajetória de criação do grupo dentro do Sindicato.De acordo com Noelir, anteriormente não havia uma estrutura organizada voltada às agricultoras dentro do Sindicato.
A iniciativa começou por volta de 2019, quando surgiu a ideia de formar um grupo específico para mulheres. O projeto nasceu de um sonho do então presidente do Sindicato Nelson Paludo, que desejava criar um espaço de participação e fortalecimento feminino dentro da entidade. “O Paludo tinha o sonho de fazer esse grupo de mulheres do Sindicato, e o atual presidente, Nelson Gafuri, deu continuidade e jncentivou com apoio da Faep”, lembra.
Noelir participou da primeira reunião do grupo e permanece envolvida até hoje. Inicialmente como integrante da comissão, ela assumiu a coordenação geral há dois anos. Seu mandato tem duração de três anos e deve encerrar no próximo ano. A coordenadora destaca que a experiência na liderança trouxe muito aprendizado. “Aprendi muita coisa estando junto na coordenação”, afirma.
Além da atuação local, Noelir ressalta a importância da troca de experiências com outras mulheres do setor. Ela complementa que a participação em eventos e atividades promovidas pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) também contribui para ampliar o conhecimento e fortalecer a atuação feminina no meio rural.
Para a coordenadora, o grupo deixa um legado importante para as próximas gerações. “Antes a gente não tinha isso. Agora está feito. Quem vier depois pode acompanhar o regimento e até melhorar algumas coisas, mas já existe uma referência”.
REGIMENTO INTERNO APROVADO
Para a secretária da Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Toledo, Kátia Elis Zonin Maraschin, o encontro visa a aprovação do regimento interno da Comissão. Conforme ela, o documento foi apresentado às integrantes, que esclareceram dúvidas e discutir as cláusulas antes da votação.De acordo com Kátia, após a leitura e os questionamentos das participantes, o regimento foi aprovado por unanimidade durante a Assembleia convocada especialmente para esse fim.

Ela ressalta que a Comissão de Mulheres já existe e que o processo realizado agora formaliza as normas que irão orientar as atividades do grupo. “Foi apresentado o regimento, levantados os questionamentos e feita a votação para aprovação”, afirma.
A secretária salienta que o documento estabelece as regras de funcionamento da Comissão, incluindo a origem dos recursos para a realização de eventos, as ações que poderão ser promovidas pelo grupo e também como será conduzida a eleição da próxima diretoria, prevista para ocorrer no próximo ano.
DIREITOS DAS MULHERES
Após a aprovação do regimento, a programação do encontro seguiu com uma palestra sobre os direitos das mulheres e, na sequência, um momento de confraternização entre as participantes.Durante a programação do encontro da Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Toledo, as participantes também acompanharam a palestra “Direito das Mulheres e suas conquistas”, ministrada pela advogada Ivete Garcia de Andrade. A atividade abordou a evolução histórica dos direitos femininos e o papel das mulheres nas transformações sociais ao longo do tempo.
A advogada comenta que ao analisar a trajetória histórica das mulheres é possível perceber avanços significativos, especialmente no último século. “Verificando a evolução histórica, houve muitasconquistas das mulheres e, com isso, uma mudança completa na visão da mulher sobre si mesma e também na forma como a sociedade a enxerga”, destaca.Apesar dos avanços, Ivete ressalta que ainda existem desafios a serem superados. Para ela, muitas mulheres ainda não reconhecem plenamente a própria força e capacidade de transformação. “Há muito mais para conquistar e, muitas vezes, a própria mulher não sabe a força que tem”, afirma.
A palestrante também enfatiza a importância do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, como um momento de reflexão e valorização feminina. “Essa data é um convite para que a mulher se autovalorize e busque ocupar o patamar que realmente merece na sociedade”, conclui.
Fonte: SRT





