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Com mercado em alta, Unioeste de Toledo impulsiona formação em Aquicultura e Engenharia de Pesca

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Foto: Luciano E. Piltz Palagano

Curso oferece formação prática e possibilidades de atuação em diferentes etapas da cadeia produtiva do pescado

O oeste do Paraná é uma das regiões com maior potencial de produção de peixes em viveiros escavados no Brasil. O mercado já consolidado tem crescimento anual de 10%, sendo um dos maiores entre as cadeias produtivas do agronegócio. Além disso, o Estado lidera a produção e exportação de tilápias no país, com grande volume nos municípios de Toledo, Cascavel e Nova Aurora. É nesse contexto que está inserido o curso de Tecnologia em Aquicultura e Engenharia de Pesca, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo.

Um dos diferenciais do curso está nas possibilidades de formação. Como explica o coordenador, Éder André Gubiani, o curso foi reformulado em 2024, para se adaptar às necessidades atuais do mercado.

A grande novidade é que, em três anos, os estudantes concluem o curso de Tecnologia em Aquicultura e, com mais dois anos de estudo, formam-se em Engenharia de Pesca. Além disso, após concluir o primeiro curso, podem ingressar no Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca e cursar o mestrado de forma simultânea à segunda graduação.

“Em cinco anos, o profissional pode sair com duas graduações e ainda com mestrado”, explica Éder Gubiani. Outra novidade é que o curso passou a ser no período noturno, abrindo mais possibilidades, principalmente para aqueles que trabalham durante o dia.

O professor ressalta que para estudantes que não trabalham durante o dia, há possibilidade de estagiar, de forma remunerada pelo recebimento de bolsa mensal, desde o 1º ano do curso.

O novo currículo equilibra três áreas principais: produção aquícola, beneficiamento do pescado e desenvolvimento de novos produtos, processos e equipamentos. Desse modo, contempla uma formação completa aos acadêmicos, possibilitando que conheçam a cadeia produtiva desde a reprodução dos peixes até o processamento e a criação de produtos derivados do pescado.

Na produção aquícola, a formação envolve o cultivo e o manejo de organismos aquáticos, desde a reprodução e o melhoramento genético até a nutrição e a engorda dos peixes.

No beneficiamento, etapa que ocorre principalmente em frigoríficos, a formação envolve processos como controle de qualidade, higiene, padronização e segurança dos alimentos.

A formação também envolve o desenvolvimento de novos produtos, processos e equipamentos, especialmente na transformação e agregação de valor ao pescado com a criação de produtos, equipamentos para pesca e aquicultura, bem como a criação de processos mais eficientes na cadeia produtiva. Por exemplo, a matéria-prima pode ser utilizada na produção de embutidos, enlatados e outros alimentos destinados a diferentes mercados.

TECNÓLOGO OU ENGENHEIRO? – Uma das questões enfrentadas pelos acadêmicos é a diferenciação entre as profissões. A formação em Tecnologia em Aquicultura e a Engenharia de Pesca têm áreas de atuação que se sobrepõem, mas apresentam diferenças quanto às atribuições profissionais.

De acordo com o professor Éder, o tecnólogo em aquicultura tem um perfil focado na produção aquícola e na gestão técnica de produção de organismos aquáticos, com enfoque na eficiência produtiva, qualidade ambiental e sustentabilidade da atividade aquícola. O profissional gerencia equipes (como gerente de despescas), realiza orçamentos, controla a qualidade nas linhas de beneficiamento dos frigoríficos e acompanha a execução de instalações, sempre sob a supervisão de um engenheiro para projetos estruturais. Com esta formação, o profissional consegue atuar em uma boa parte das oportunidades ofertadas na região, como em cooperativas agroindustriais e propriedades rurais.

Já o engenheiro de pesca tem uma formação mais ampla, atuando no planejamento estratégico, processamento do pescado, manejo sustentável dos recursos e ecossistemas aquáticos e ainda no desenvolvimento de novas tecnologias, processos e equipamentos. Ele possui a prerrogativa legal para assinar projetos e emitir laudos técnicos. É o profissional que projeta e gerencia obras aquícolas, elabora programas complexos de melhoramento genético e de nutrição, e projeta as linhas de produção de novos itens derivados do pescado. Nesse caso, abre-se um leque ainda maior de possibilidades nas três áreas citadas e no campo de atuação, podendo o profissional seguir também para área da pesquisa.

PROJETOS – Um dos projetos de pesquisa desenvolvidos no campus de Toledo é o sorvete de tilápia, um produto inovador e proteico, que não tem gosto de peixe e se parece com sabores tradicionais como baunilha ou chocolate. É em projetos inovadores como este que os estudantes podem receber bolsa de Iniciação Cientifica para começar pesquisas já nos primeiros anos da graduação.

Há ainda projetos extensionistas como serviço técnico e novas formas de produção, em que os acadêmicos vão a campo e têm contato direto com a comunidade. Em parceria com a Itaipu Binacional, destaca-se o projeto de avaliação e monitoramento dos estoques pesqueiros explorados pela pesca profissional, que atende 800 pescadores na área do reservatório de Itaipu, compreendendo um trecho de 300 km, de Foz do Iguaçu, no Paraná, até Naviraí, no Mato Grosso do Sul.

Vinculado a esse projeto, o curso foi contemplado recentemente pelo programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, do CNPq/MPA. Foram destinadas 13 bolsas de Iniciação Científica Júnior para estudantes do ensino médio de colégios localizados nos municípios lindeiros ao reservatório. O objetivo é aproximar os jovens da ciência, fomentar a educação na região e atrair novos talentos para a formação e atuação na área aquícola.

VESTIBULAR 2027 – O curso é uma das graduações da Unioeste que não tem taxa de inscrição no Vestibular 2027. As inscrições terminam no dia 8 de outubro e podem ser feitas no site www.unioeste.br/vestibular.

Fonte: Unioeste

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