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Com ginasta de Toledo, Brasil conquista medalha inédita na Copa do Mundo e entra de vez na elite internacional da GR

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A conquista inédita sinaliza que o Brasil se firma como candidato real ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris-2024

Da Redação

Neste fim de semana a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica fez história durante sua participação na etapa da Copa do Mundo da modalidade realizada em Atenas, na Grécia.

Em sua estreia, na sexta-feira (17), as ginastas brasileiras deram show e ficaram em segundo lugar na fase de classificação. No sábado (18), elas conseguiram o bronze na classificação geral, algo inédito, já que os resultados obtidos anteriomente sempre foram na série mista.

Giovanna Silva, que despontou em Toledo e foi convocada para a seleção em 2021, participou da conquista histórica. Em 2022, ela já havia integrado a equipe que subiu ao pódio na Copa do Mundo de Pesaro, na Itália.

O grande feito da seleção em Atenas, composta pelas ginastas Giovanna Silva, Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira e Victória Borges, foi obter boa pontuação em todas as disputas. Na sexta-feira, o Brasil ficou com a segunda colocação na série de cinco arcos, ao obter a nota 35.000. No sábado vieram os 28.850 pontos na série mista (duas bolas e três fitas). Com o total de 63.850 pontos, a seleção brasileira ficou em terceiro lugar na classificação geral, e é essa disputa que vale medalha na Olimpíada. Israel fez 65.450 pontos e ficou com ouro, enquanto a Bulgária, com 64.700 pontos, ficou com a prata.

O Brasil já havia subido ao pódio duas vezes em etapas da Copa do Mundo de GR: conseguiu o bronze em Pesaro, na Itália, no ano passado, e em Minsk, a capital de Belarus, em 2013. No entanto, essas duas medalhas foram conquistadas na série mista. Nos Jogos Olímpicos, apenas a disputa no geral rende medalhas. A conquista neste final de semana, portanto, sinaliza que o Brasil se firma como candidato real ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.

Para se ter uma noção do feito brasileiro, foi a primeira vez em que uma equipe de fora da Europa e da Ásia conquistou uma medalha no geral em uma etapa de Copa do Mundo. Em 2017, os Estados Unidos conquistaram medalha no geral, mas numa etapa da World Challenge Cup Series, que tem um nível inferior.

“Se alguém tinha dúvida, agora não resta nenhuma: o Brasil entrou oficialmente para a elite internacional na Ginástica Rítmica. Nós, na CBG, nos sentimos felizes demais. Fui treinadora e sempre sonhei com este dia. Há alguns anos atrás, esse sonho parecia um delírio, porque era muito grande a distância que nos separava das grandes potências, sobretudo as do Leste Europeu. Mas nós trabalhamos muito, nos estruturamos, escalamos um verdadeiro dream team que é a nossa comissão interdisciplinar, formamos essas meninas fantásticas, e hoje estamos aí, competindo de igual para igual no mais alto nível”, disse a presidente da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), Luciene Resende.

Muito emocionada com a conquista, a treinadora Camila Ferezin constatou que todo o planeta da GR já enxerga o Brasil com outros olhos. “Logo depois da nossa apresentação nos arcos, todos os outros times começaram a nos observar. Estão de olho na gente agora. Acho que esta é uma vitória de muitas entidades, de muita gente. Tivemos alguns problemas para formar esta equipe, mas conseguimos superá-los, porque temos 12 ginastas treinando lá em Aracaju. Esta é uma vitória das nossas meninas, da CBG, do COB, das Loterias CAIXA. Muita gente nos empurrou para chegarmos aonde estamos”, afirmou a treinadora.

Camila explicou ainda qual o significado da conquista. “Este resultado ratifica a medalha que conseguimos em Pesaro, confirma o que mostramos num excelente Mundial, no qual por pouco não subimos ao pódio. Estamos escrevendo a história por cima da história”, acrescentou.

Para se ter uma noção do feito brasileiro, foi a primeira vez em que uma equipe de fora da Europa e da Ásia conquistou uma medalha no geral em uma etapa de Copa do Mundo. Em 2017, os Estados Unidos conquistaram medalha no geral, mas numa etapa da World Challenge Cup Series, que tem um nível inferior.

No domingo (19), o Brasil encerrou sua participação na etapa da Copa do Mundo de Atenas sem conseguir reeditar a brilhante participação da fase classificatória. As disputas eram por medalhas referentes à série de cinco arcos e da série mista. As ginastas brasileiras terminaram em 8º lugar na série de cinco arcos.

Durante o período de aquecimento para a disputa na série mista, Nicole Pírcio sofreu um trauma torcional no tornozelo direito com edema e sentiu dor. Os dirigentes da seleção optaram por preservar a atleta e não participar da disputa da final.

O Azerbaijão competiu no lugar do grupo do Brasil. Mostrando espírito olímpico, as brasileiras emprestaram collants e aparelhos às colegas azeris, que foram ao ginásio sem os equipamentos.

Série mista, com duas bolas e três fitas. Foito: CBG

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