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Com apoio do Estado, Cerro Azul vai ampliar a produção de tangerina

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O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento lançaram neste domingo (14) em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, durante a Festa Nacional da Poncã, o projeto de um viveiro de mudas que permitirá prolongar a oferta da fruta fora da estação fria do ano.

A medida vai garantir segurança na produção, fundamental para a economia da cidade. O município é considerado o maior produtor de tangeria poncã do País e tem o título de Capital Estadual da fruta.

O viveiro de mudas de citros será instalado na estação experimental do Iapar, que prestará apoio técnico aos produtores. O local será gerido pela prefeitura e pelo Sebrae e vai administrar mudas e borbulhas (gemas) de poncã, que permitirão prolongar a oferta da tangerina no mercado, beneficiando produtores e consumidores.

O programa também tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento das indústrias de suco e das cooperativas na região, com a comercialização de produtos de valor agregado, e deve gerar nova oportunidade de renda para milhares de famílias, ainda vocacionadas aos pequenos negócios.

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Iapar será responsável pelas ações de difusão de tecnologia da fruticultura e cederá parte da área de sua estação experimental para a construção do viveiro. A prefeitura de Cerro Azul vai destacar um engenheiro agrônomo para ser o responsável técnico do projeto e fará a gestão do viveiro. Também irá se responsabilizar pelas despesas de reforma das estufas já existentes. O Sebrae vai prestar consultoria especializada e assistência em inovação e tecnologia.

GANHOS – Rafael Fuentes, diretor de pesquisas e presidente interino do Iapar, destacou que o projeto visa revitalizar e profissionalizar esse setor, fundamental para uma região com poucas possibilidades econômicas, mas que procura, especialmente na horticultura, na olericultura e na fruticultura, proporcionar desenvolvimento econômico e social.

“O projeto vai a campo estudar os materiais que estão na região da década de 1960. Estão sendo procuradas plantas especiais em termos de época de produção, além de diferenças de porte e sabor. Estamos buscando diversidade genética para aproveitar todo esse potencial dentro do setor produtivo”, afirma Fuentes.

Segundo o dirigente do Iapar, a ideia é oferecer  novas condições para manter a cultura. “A produção de poncã tem um declínio de produtividade devido a degeneração do material genético e também da ocorrência de doenças. Com esse trabalho de introdução de novos materiais vamos ampliar as condições de produção de todo o setor”.

PARCERIA – O prefeito de Cerro Azul, Patrik Magari, disse que a parceria com o Governo do Estado proporcionará ganhos inestimáveis para o município. “O viveiro e o incentivo tecnológico vão garantir no futuro uma fruta de mais qualidade e pomares com sanidade, sem risco algum. Vamos formar espécies mais precoces e outras tardias para aumentar a produtividade. A tangerina poncã é o carro-chefe do desenvolvimento econômico da cidade”, emenda.

Segundo Magari, a safra atual dessa variedade, que representa 95% de tudo o que é produzido na cidade. A poncã é a maior fonte de empregabilidade de Cerro Azul, mas a cultura tem seu período mais forte durante apenas quatro meses do ano. “Esse projeto vai melhorar a nossa economia e a rentabilidade do produtor rural. Cerca de 76% da nossa população ainda vive nas propriedades rurais, precisamos melhorar a vida dessas pessoas”, completa.

CAMPEÃO – O município de Cerro Azul é campeão nacional na produção de tangerina poncã, com um volume anual ao redor de 50 mil toneladas, que equivale a 46% do total de tangerinas produzidas no Estado e 7% da produção nacional. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a área plantada, em torno de 3.100 hectares, também representa 50% com o cultivo da fruta no Paraná.

PRESENÇAS – Participaram do lançamento da iniciativa João Augusto Cobra, assessor especial da Casa Civil, representando o Governo Estadual; o deputado estadual Anibelli Neto; e os prefeitos de Campina Grande (Bihl Elerian) e Adrianópolis (Cid Bassete).

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Como vai funcionar o viveiro do Iapar em Cerro Azul

O viveiro desenvolvido pelo Iapar para Cerro Azul tem como objetivo transformar o conceito de produção de mudas de tangerina poncã na região.

Atualmente, elas são produzidas em condições rudimentares, com as borbulhas coletadas nos pomares e cultivadas a céu aberto, sem proteção, o que impede inclusive a uniformidade na qualidade das plantas. Esse método não impede a plantação de mudas muito produtivas ao lado de outras que não se adaptam muito bem ao clima e ao solo, nem ao menos o controle sobre precocidade ou produção mais prolongada. Com o viveiro, haverá um padrão genético e fitossanitário.

Em paralelo, o Iapar desenvolve um trabalho inédito de resgate dos clones das mudas, nos mesmos moldes das laranjas produzidas na região Norte do Estado. A fruticultura na região de Cerro Azul remonta aos anos 1960 e o Paraná não tinha estoque desse material.

Pedro Martins Auler, coordenador-geral das pesquisas em fruticultura do Iapar, conta que o processo começou com a seleção de borbulhas de pomares de 14 propriedades rurais. Foram coletadas amostras de mais de 30 plantas de elite, que produziram poncã nos últimos 25 ou 30 anos.

“Buscamos atender a questão de maturação. Temos amostras de clone precoce, de plantas com comportamento precoce, clones de meia estação e estação tardia”, afirma Auler. “Atualmente a safra é muito concentrada. Há um pico em maio e junho, com muita oferta, influenciando nos preços finais. A ideia é conseguir acertar os clones em relação à maturação, validar com os agricultores, e ver se as mudas confirmam uma tendência de produção muito maior”.

A produção vai contar com apoio do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e também antecipa problemas de clima e praga que podem acontecer na região. “Hoje há um viveiro público e a prefeitura distribui as mudas. Mas nós precisamos proteger esse material, que está muito adaptado na região há mais de cinquenta anos. Uma doença pode inviabilizar a atividade, com prejuízo econômico e social enorme”, afirmou.

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A expectativa do Iapar é de terminar as coletas na primeira semana de agosto, levar o material para Londrina (sede do instituto) e Ponta Grossa, e disponibilizar para os agricultores até cinco mil mudas já no ano que vem. A expectativa de comprovação dos resultados é a partir de seis anos da implantação do projeto.

FAVORÁVEL – Cerro Azul também vive momento favorável para o fortalecimento da produção, com tecnologia e as garantias genéticas. Pela primeira vez sucos da tangerina poncã estão sendo disponibilizados na merenda escolar da cidade e vendidos para Curitiba, para iniciativa similar. Também há cooperativas constituídas com mais de 80 associados e parcerias entre agricultores e as indústrias de suco. A cidade também experimenta a gestão compartilhada da ideia entre Iapar, Emater, Sebrae e os poderes Executivo e Legislativo estadual e municipal.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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