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Coamo realiza em Toledo, reunião de campo do 1º semestre; Gallassini diz que preços estão parados

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Por Marcos Antonio Santos

A reunião de campo do 1º semestre da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em Toledo, foi realizada nessa terça-feira, 20, no auditório da PUC-PR. Esse é um evento que promove o encontro entre a Coamo e os cooperados de Toledo, Vila Nova, São Pedro do Iguaçu, Bragantina, Nova Santa Rosa, Tupãssi, Dez de Maio, Ouro Verde do Oeste, Brasilândia do Sul, Paulistânia e Dois Irmãos.

O presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini concedeu uma entrevista coletiva a imprensa de Toledo. Ele disse que os preços estão parados e os valores dos insumos também caíram.

Segundo ele, a atual situação do agronegócio está complicada e não há perspectiva imediata de mudanças para se voltar aos preços anteriores. “É difícil, porque temos custos elevados de produção da safra anterior, e agora caindo os preços, tira a margem de lucro do cooperado. No todo temos alguns problemas que precisam ser consertados, estou esperando o governo, e recentemente estive em Brasília, com os deputados federais e o ministro da Agricultura e Pecuária, participando de uma reunião, mas por enquanto, o governo não toma nenhuma atitude. Se houve problemas de produtores que não têm condições de pagar o seu financiamento, o governo terá que fazer alguma coisa”, afirma.

Gallassini disse que a atual situação do agronegócio está complicada. Foto: Gazeta de Toledo

Segundo Gallasssini, é um momento ruim para o produtor, principalmente com os preços. Ele afirma também que 2022 foi um ano de grande safra e que as margens não estão sobrando muito, porque os preços caíram “mas é algo que temos que sobreviver, porque há muitos anos vem acontecendo isso. O preço sobe, depois para de subir, e o cooperado fica esperando a volta do preço, e não volta. E nesse caso, tem que vender mais em razão dos preços que estão caindo. O cooperado está tomando todas as medidas; segurando o produto, e as vezes vendendo, mas é uma decisão do cooperado. Temos um problema sério, porque os armazéns estão cheios. E uma grande safra de milho se projeta neste ano. A agricultura tem momentos bons e momentos ruins; agora, estamos em um momento ruim, principalmente de preços”.

TAXAS DE JUROS – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou nessa terça, em Brasília, a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. O órgão deve manter o aperto monetário com a Selic em 13,75% ao ano. Gallassini espera que os juros baixem. “Porque 13,75% é um juro insuportável, mas é uma questão de economia. Não vejo que irá baixar muito, estamos brigando com o governo para que os juros agrícolas, que sai agora no final de junho, com o Plano Safra, fique abaixo dos dois dígitos; hoje é 12%. Precisamos que fique em torno de 8%, para a agricultura será muito bom. Não vejo uma baixa tão grande, talvez caía 0,5%, mas não tenho certeza que seja tomada essa medida agora, quem sabe em agosto. É preciso ajustar a economia, porque trava todo o progresso de investimentos, e temos investimento a fazer em armazéns, e isso encarece muito e com essa paradeira econômica, os juros altos inviabiliza economicamente”.

De acordo com Gallassini, existe um projeto para se construir uma fábrica de etanol na região de Campo Mourão “ainda não temos orçamento e estamos fazendo a viabilidade econômica, mas o investimento estimado é de aproximadamente R$ 1 bilhão”, diz. 

SAFRA DE INVERNO – O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari comenta que o grande desafio agora, é a safra de inverno, com o milho segundo safra e o trigo. “Todo o problema logístico que enfrentamos na safra de verão, vai ser novamente enfrentado no milho segunda safra, talvez até em nível de gravidade ainda maior, porque a comercialização foi muito lenta, estamos com estoque de passagem bastante alto, continuamos com a metade da safra de soja nos armazéns. Temos remanescentes de safras anteriores de soja e milho que não foram comercializadas, e o produtor está muito reticente, ainda acreditando em uma possível elevação dos preços. O mercado infelizmente não está acenando para isso, nunca podemos afirmar que preço iremos ter no futuro, porque dependemos de condições climáticas, e isso é o grande motor do momento”.

Galinari disse que o grande desafio agora, é a safra de inverno, com o milho segundo safra e o trigo. Foto: Gazeta de Toledo

“Hoje, quem mexe com o preço é a safra americana. Temos uma realidade de safra nos Estados Unidos implantada, praticamente tudo plantado; soja e milho, e o clima lá não está tão favorável, o que para nós é interessante. Estava com uma posição muito boa, porque o plantio foi realizado dentro do período estimando, mas eles estão enfrentando uma primeira escassez hídrica, e isso está reagindo em Chicago. É cíclico, não podemos afirmar, mas se tudo correr normalmente será uma safra 23/24 de preços estáveis em níveis atuais. Temos uma expectativa de safra de inverno do milho muito boa”, menciona Galinari. 

Segundo ele, assim como em 2022, este ano pode, mesmo com todos os problemas, fechar positivamente. “O que comprometeu um pouco o resultado do ano passado foi a velocidade de comercialização, o produtor fez pouco contrato em 2022, e ele não travou os custos quando a soja estava com um valor de R$ 170,00, que foi o momento que ele adquiriu os insumos, e quando se deixa esses insumos a prazo de safra, o produtor teria que liquidar a sua conta em abril, ou maio deste ano. Isso tudo tirou muito do resultado do ano passado. Este ano pode dar bons resultados, porque teremos boas colheitas, essa é a perspectiva, mas é claro, as políticas de preços e pagamentos de contas nessa transição pode comprometer um pouco os resultados, porém, ainda há uma boa expectativa para este ano, sem dúvida nenhuma”, diz Airton Galinari.

Nas reuniões de campo estão sendo debatidos o cenário agrícola, detalhes sobre investimentos, faturamento, planejamento de safra, dentre muitos outros assuntos relacionados às atividades da cooperativa. Nessa terça, também aconteceu a reunião em Goioerê; nesta quarta, 21, será a vez de Pitanga e Manuel Ribas; e dia 28 de junho, em Roncador e Mamborê.

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