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Chuvas se intensificam em Toledo, com registros que somam quase 200 mm; El Niño aumenta preocupação com novos temporais

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Ruas de Toledo refletem os efeitos das chuvas intensas que atingem o município desde sexta-feira (9), com registros que somam quase 200 milímetros. Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Desde sexta-feira (9), Toledo enfrenta sucessivos episódios de chuva intensa. Seis registros pluviométricos totalizam 199,6 milímetros até as 11h30 desta terça-feira (13). Município também aparece entre os cinco com maior incidência de raios no Paraná, enquanto a Defesa Civil reforça orientações de segurança à população.

TOLEDO – A sequência de chuvas que atinge Toledo desde sexta-feira, 9 de outubro, mantém a população em alerta diante dos riscos de alagamentos, enxurradas, descargas elétricas e transtornos provocados pelo excesso de água. Até as 11h30 desta terça-feira (13), a soma dos seis volumes de precipitação informados chegou a 199,6 milímetros, o equivalente a quase 200 litros de água por metro quadrado.

Os registros apresentados foram de 29,8 mm, 20,2 mm, 27,8 mm, 61 mm, 26 mm e 34,8 mm. A soma corresponde aos seis apontamentos, sendo necessário observar que, caso sejam medições de diferentes estações ou períodos coincidentes, o valor não representa necessariamente o acumulado de chuva em um único ponto do município.

A situação exige atenção especial em regiões com histórico de acúmulo de água, vias urbanas com problemas de drenagem, áreas próximas a córregos e propriedades rurais.

O cenário de instabilidade não se limita a Toledo. Municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná também registraram chuvas expressivas durante o feriado prolongado. Segundo o Simepar, apenas na segunda-feira (12), Foz do Iguaçu havia registrado 144,4 mm, enquanto Cascavel acumulava 74,8 mm no levantamento divulgado no início da noite.

Rua Protásio Alves, nas proximidades da Sanga Cerro Corá, em Toledo, registra desbarrancamento provocado pelas fortes chuvas na manhã desta terça-feira (13). Foto: Gazeta de Toledo

El Niño contribui para o aumento das chuvas

O fenômeno climático El Niño está entre os fatores que favorecem a intensificação das chuvas na Região Sul do Brasil neste mês de outubro.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica, influenciando a distribuição das chuvas, as temperaturas e a formação de sistemas meteorológicos em diferentes regiões do planeta.

No Sul do Brasil, seus efeitos geralmente incluem aumento da frequência e intensidade das precipitações, maior passagem de frentes frias e condições favoráveis à formação de tempestades.

Em boletim divulgado em 1º de outubro, o Simepar já havia alertado que a atuação do El Niño favoreceria a passagem frequente de sistemas frontais sobre o Paraná. O órgão destacou especialmente o Oeste, Sudoeste e Sul como regiões com possibilidade de chuvas mais intensas e acumulados acima da média histórica.

Embora o El Niño aumente a probabilidade de episódios de chuva intensa, não é possível atribuir exclusivamente a ele cada temporal. A formação das tempestades também depende das condições atmosféricas de cada período, como disponibilidade de umidade, instabilidade e atuação de frentes frias.

Toledo registra 874 raios e aparece entre os cinco municípios com maior incidência no Paraná

Além do volume expressivo de chuva, a elevada atividade elétrica também chama a atenção das autoridades e reforça a necessidade de cuidados durante os temporais.

De acordo com os números atribuídos aos sensores de monitoramento do Simepar, 22.179 raios do tipo nuvem-solo foram registrados no Paraná entre domingo (11) e as 10h de segunda-feira (12).

Toledo aparece na quinta posição entre os municípios com maior incidência de descargas elétricas no período informado.

Os maiores registros foram:

  • Cascavel: 1.277 raios;
  • Terra Roxa: 1.075 raios;
  • Palotina: 902 raios;
  • Guaíra: 882 raios;
  • Toledo: 874 raios.

Os números demonstram a intensidade da atividade elétrica que acompanhou as instabilidades atmosféricas no Oeste paranaense.

Os raios representam um risco tanto em áreas urbanas quanto rurais, principalmente para pessoas que permanecem em espaços abertos, trabalham no campo ou procuram abrigo debaixo de árvores durante tempestades.

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