Da Redação
Boletim do Deral aponta impacto do excesso de umidade, ventos e granizo sobre diferentes culturas; no Oeste, milho safrinha está praticamente colhido e soja avança para a safra 2026/27
As condições climáticas voltaram a interferir diretamente no desenvolvimento das lavouras e no ritmo dos trabalhos agrícolas no Paraná. O boletim de Condições de Tempo e Cultivo, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, mostra que a semana entre 22 e 28 de setembro foi marcada por chuvas, temporais, rajadas de vento e retorno da instabilidade com a aproximação de uma frente fria.
Na safra 2026/27, o milho de primeira safra já alcançava 72% da área prevista, enquanto o feijão estava em 39% e a soja em 28%. As condições das lavouras eram consideradas predominantemente boas, com 95% do milho, 93% do feijão e 100% da soja enquadrados nessa condição no levantamento de 28 de setembro.
No caso do milho, o relatório destaca que a colheita da segunda safra está praticamente concluída no Oeste do Paraná. Já o plantio da safra de verão 2026/27 avança em ritmos diferentes, com interrupções causadas pelas chuvas e retomadas nos períodos de melhora do tempo. As lavouras já implantadas apresentam, em geral, bom desenvolvimento onde houve precipitação suficiente.
A soja também ganhou ritmo depois da melhora da umidade do solo e da abertura de janelas de tempo firme. Mesmo assim, algumas áreas tiveram o plantio temporariamente interrompido pelas chuvas. O Deral aponta ainda registros pontuais de danos provocados por granizo e maior presença de plantas daninhas favorecida pela umidade.
Trigo sofre com excesso de umidade
Entre as culturas mais afetadas está o trigo. A colheita avança no Estado, mas continua condicionada ao tempo seco e ao teor de umidade dos grãos. Segundo o relatório, o excesso de chuva durante o ciclo e na colheita prejudicou a qualidade e o rendimento, além de favorecer doenças como brusone e giberela. Ventos também provocaram acamamento em algumas lavouras.
A cevada enfrenta situação semelhante. O excesso de umidade favoreceu doenças e os ventos provocaram acamamento em determinadas áreas, com possíveis reflexos sobre a produtividade.
As hortaliças também sofreram com eventos climáticos severos em alguns municípios, com danos tanto às lavouras quanto às estruturas de produção, especialmente estufas. Chuvas excessivas ainda elevaram o risco de perda de qualidade de culturas como alface, camomila e repolho.
Cenário exige atenção
O relatório reforça como a alternância entre períodos de chuva, vento e breves intervalos de tempo firme tem exigido atenção redobrada dos produtores. Em algumas regiões, o excesso de umidade interrompeu plantio e colheita, enquanto em outras as precipitações favoreceram o desenvolvimento inicial das culturas de verão.
No mapa apresentado pelo Deral, a região de Toledo aparece inserida na macrorregião Oeste, uma das áreas acompanhadas semanalmente pelas equipes técnicas da Secretaria da Agricultura. O boletim reúne informações dos núcleos regionais de todo o Paraná, incluindo Toledo.
Fonte: Seab





