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Chamou os discípulos e os enviou dois a dois a anunciar o Evangelho

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

O Evangelho deste domingo (14/07) oferece detalhes sobre o modo de Jesus envolver seus discípulos no projeto de implantar o Reino de Deus (Mc 6,7-13). Podemos acompanhar como Jesus prepara os Doze Apóstolos para o trabalho missionário. As instruções revelam alguns obstáculos que surgiram durante a início da Igreja e podem inspirar o nosso modo de atual de agir diante das dificuldades.

O texto evangélico é de São Marcos; ele é pequeno, porém repleto de preciosas informações sobre o trabalho missionário do começo da Igreja. Primeiro, Jesus aconselha seus seguidores a saírem dois a dois, enfatizando que a propagação do Evangelho é um esforço comunitário, não uma tarefa solitária. O trabalho em conjunto dá aos apóstolos companhia e segurança, principalmente nos lugares desconhecidos.

Eles também recebem autoridade para expulsar espíritos imundos e ungir as pessoas com óleo. Isso integra bênção e cura na missão deles, modelando suas ações no próprio Cristo. Assim recordamos o início do Evangelho de São Marcos. Quando Jesus começa seu ministério na Galileia, Ele chama seus discípulos e depois vai até a sinagoga para rezar e ensinar, Ele age como “quem tem autoridade” por meio de suas palavras e ações. O primeiro sinal do poder de Jesus foi repreender um espírito impuro. Em seguida, Ele curou a sogra de Simão, e também várias pessoas com outras doenças (Mc 1,21-34). A missão que Jesus confere aos Doze reflete seu ministério inicial.

Além disso, os apóstolos são instruídos a não levar itens desnecessários como comida, sacolas, dinheiro ou roupas extras. Jesus quer distinguir os apóstolos de outros pregadores viajantes da época; e também encorajar os apóstolos a confiar na hospitalidade. Este segundo objetivo é confirmado quando Ele os instrui a ficar nas casas das pessoas enquanto fazem seu trabalho. A missão também exige desapego: levem somente o essencial para não atrapalhar a mobilidade e disponibilidade: cajado e sandálias. A confiança não pode estar nos meios, mas no próprio Senhor que os envia. Desta forma, as pessoas confiam nos discípulos pelo que eles testemunham e anunciam.

A missão não será fácil. Ao instruí-los a pregar uma mensagem de arrependimento, Ele os alerta para esperar alguma rejeição. Nem todos acolheriam os primeiros cristãos de braços abertos, e Jesus diz a seus seguidores para enfrentarem a rejeição e seguirem em frente: “Se em algum lugar não vos receberem nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles”. Este gesto condena a rejeição ao Evangelho e a fala de hospitalidade. Além disso, ajuda simbolicamente os apóstolos a continuar a missão sem desanimar diante da rejeição. Jesus deixa claro que os discípulos não devem se concentrar naqueles que rejeitam o Evangelho.

A missão da Igreja está fundamentada no mandato do Senhor: “Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. A missão não é feita somente de êxitos; é preciso contar com o fracasso e a rejeição. O que sustenta a vida do missionário é a alegria, a confiança em Deus, o amor às pessoas.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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