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Cesta básica registra queda de 5,52% em Toledo no mês de novembro

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Tomate em queda. Foto: Reprodução/Internet

Por Marcos Antonio Santos

Redução foi puxada principalmente pela queda nos preços do tomate e do leite; ainda assim, salário-mínimo não cobre o custo da cesta familiar

O custo da cesta básica de alimentos em Toledo registrou queda expressiva de 5,52% em novembro, segundo pesquisa realizada pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em parceria com a Prefeitura Municipal. Com o recuo, o valor da cesta básica individual passou de R$ 666,02 em outubro para R$ 629,23 em novembro, interrompendo um movimento de alta observado no mês anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025), a cesta básica apresenta redução de 1,05%. Já no acumulado do ano de 2025, o índice aponta leve alta de 0,44%, evidenciando a volatilidade dos preços ao longo do período.

A queda de novembro foi influenciada principalmente pela forte redução nos preços do tomate (-39,59%) e do leite (-13,39%), produtos que tiveram maior impacto negativo sobre o custo total da cesta. Por outro lado, apenas três itens apresentaram aumento no mês: carne (1,26%), óleo de soja (0,53%) e feijão (0,27%).

ALÍVIO – A professora do curso de Economia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), Crislaine Colla, destacou que a redução registrada no custo da cesta básica em novembro representa um alívio importante para os consumidores, após um período de oscilações ao longo do ano.

Segundo a professora, entre maio e setembro de 2025, a cesta básica apresentou cinco meses consecutivos de queda. Em outubro houve um aumento pontual, mas, em novembro, os preços voltaram a recuar, configurando uma “boa notícia para os consumidores”.

“No acumulado dos últimos 12 meses, o custo da cesta básica apresentou variação negativa de 1,05%, o que significa que hoje a cesta está mais barata do que há um ano. Em dezembro de 2024, o valor era de R$ 635,92, enquanto em novembro de 2025 passou para R$ 629,23. Já no acumulado do ano, de janeiro a novembro de 2025, a alta foi de apenas 0,44%, indicando relativa estabilidade dos preços”.”, avalia a professora.

Na comparação mensal, a redução foi mais significativa: a cesta básica caiu de R$ 666,02 em outubro para R$ 629,23 em novembro, uma diminuição de 5,52%. “A cesta básica familiar, calculada para atender dois adultos e duas crianças, teve custo de R$ 1.887,69 em novembro“. afirma

Ao analisar os 13 produtos que compõem a cesta básica, Crislaine Colla explicou que apenas três itens apresentaram aumento de preços, todos com variações moderadas: carne (1,26%), óleo de soja (0,53%) e feijão (0,27%).

“Por outro lado, dez produtos registraram queda nos preços, com destaque para o tomate (-39,59%) e o leite (-13,39%), que tiveram papel decisivo na redução do custo total. Também apresentaram diminuição o arroz (-7,86%), a farinha de trigo (-6,48%), a margarina (-5,33%), o pão francês (-4,07%), a batata (-3,36%), o café (-2,88%), a banana (-1,19%) e o açúcar (-0,85%)“.

Variação de preços dos produtos da cesta básica (out.–nov./2025)

Quedas mais acentuadas:

  • Tomate: -39,59%
  • Leite: -13,39%
  • Arroz: -7,86%

Altas registradas:

  • Carne: +1,26%
  • Óleo de soja: +0,53%
  • Feijão: +0,27%

SALÁRIO-MÍNIMO – Com a redução do custo, o percentual do salário-mínimo líquido necessário para adquirir a cesta básica individual caiu de 47,43% em outubro para 44,81% em novembro. Em termos de tempo de trabalho, isso representa 91 horas e 12 minutos mensais para um trabalhador que recebe um salário-mínimo, frente a 96 horas e 31 minutos no mês anterior.

Apesar da melhora, a situação das famílias permanece preocupante. A cesta básica familiar, calculada para atender uma família média de quatro pessoas, custou R$ 1.887,69 em novembro, valor 34,44% superior ao salário-mínimo líquido, o que inviabiliza a cobertura das demais despesas essenciais, como moradia, transporte e vestuário.

O estudo também estimou o salário-mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família em Toledo. Em novembro, esse valor seria de R$ 5.286,15, equivalente a 3,48 vezes o piso nacional vigente (R$ 1.518,00). Ainda assim, o montante é inferior à média nacional estimada pelo DIEESE para o mesmo período, de R$ 7.067,18.

Na comparação com outras cidades, Toledo apresentou uma das maiores reduções do país em novembro, ficando atrás apenas de Francisco Beltrão. O custo da cesta no município também permaneceu abaixo de capitais como Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo — esta última com o maior valor do país (R$ 841,23).

Segundo os pesquisadores, os resultados refletem fatores sazonais, climáticos e conjunturais, além de aspectos macroeconômicos como câmbio, exportações e custos de produção. A pesquisa destaca ainda que a inflação dos alimentos afeta de forma mais intensa a população de menor renda, que destina parcela significativa do orçamento à alimentação.

Realizada há 56 meses em Toledo, a pesquisa da cesta básica consolida-se como um importante instrumento de acompanhamento do custo de vida e do poder de compra da população, permitindo análises locais em sintonia com os indicadores nacionais.

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Edição nº2811 – 02/03/2026

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