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Cesta básica de Toledo registra queda de 7,71% em julho

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Cesta básica de Toledo registra queda de 7,71% em julho, passando de R$ 716,57 para R$ 661,35. Foi a segunda redução consecutiva no custo dos alimentos. Foto: ilustração

Redução ocorre pelo segundo mês consecutivo, mas custo dos alimentos ainda acumula alta de 1,36% em 12 meses

A cesta básica de alimentos de Toledo apresentou forte redução em julho de 2026. Segundo pesquisa do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), da Unioeste Campus Toledo, o custo da cesta individual caiu 7,71% em relação a junho, passando de R$ 716,57 para R$ 661,35. É o segundo mês consecutivo de queda.

Apesar da retração, no acumulado dos últimos 12 meses a cesta registra alta de 1,36%. Em agosto de 2025, o custo era de R$ 652,45. Desde o início da pesquisa no município, em abril de 2021, a cesta acumula aumento de 35,35%.

Impacto no salário

Com a redução, o trabalhador que recebe o salário mínimo passou a comprometer 44,11% do salário mínimo líquido para comprar a cesta individual. Em junho, esse percentual era de 47,79%.

Também caiu o tempo necessário de trabalho para adquirir os alimentos. O trabalhador que recebe o salário mínimo passou de 97 horas e 15 minutos, em junho, para 89 horas e 45 minutos em julho.

A cesta familiar, calculada para uma família equivalente a três adultos, também apresentou redução de 7,71%, passando de R$ 2.149,70 para R$ 1.984,05. O valor corresponde a 132,32% do salário mínimo líquido, que em julho era de R$ 1.499,43.

Tomate e batata puxam queda

Dos 13 produtos pesquisados, dez registraram redução de preços em julho. O tomate teve a maior queda, de 34,21%, seguido pela batata, com redução de 23,91%. Também ficaram mais baratos a farinha de trigo, a carne, o pão francês, a margarina, o arroz, o óleo de soja, o café e o açúcar.

A queda do tomate é atribuída à maior produtividade, ao período de safra e às temperaturas mais elevadas durante o dia. No caso da batata, a redução está relacionada à intensificação da safra de inverno e à melhora da produtividade.

Entre os produtos que subiram, a banana teve a maior alta, de 17,25%, influenciada pela redução da oferta provocada pelas baixas temperaturas e condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras. O leite subiu 5,17% e o feijão, 2,68%.

No resultado geral da cesta, tomate e carne foram os produtos que mais contribuíram para a redução de 7,71%.

Alta acumulada em alguns produtos

Mesmo com a queda mensal, alguns alimentos apresentam forte alta no acumulado de 12 meses. A batata lidera, com aumento de 90,88%, seguida pelo feijão, com 65,93%.

Também ficaram mais caros o tomate (15,33%), a farinha de trigo (14,10%), a carne (9,83%), o pão francês (8,31%), a margarina (6,11%) e a banana (1,16%).

Na direção oposta, cinco produtos registraram queda no período: café (-26,89%), açúcar (-22,80%), arroz (-18,36%), óleo de soja (-3,53%) e leite (-1,97%).

Evolução do custo da cesta básica

PeríodoCusto da cesta
Agosto/2025R$ 652,45
Setembro/2025queda
Outubro/2025alta
Novembro/2025queda
Dezembro/2025alta
Janeiro/2026alta
Fevereiro/2026queda
Março/2026alta
Abril/2026alta
Maio/2026alta
Junho/2026R$ 716,57
Julho/2026R$ 661,35

Principais números de julho

IndicadorJunho/2026Julho/2026
Cesta individualR$ 716,57R$ 661,35
Variação mensal-0,88%-7,71%
Salário mínimo líquido comprometido47,79%44,11%
Horas de trabalho97h15min89h45min
Cesta familiarR$ 2.149,70R$ 1.984,05
Cesta familiar/salário líquido143,37%132,32%

Painel – Variação dos produtos em julho

ProdutoVariação
Tomate-34,21%
Batata-23,91%
Farinha de trigo-7,91%
Carne-7,39%
Pão francês-5,37%
Margarina-2,90%
Arroz-1,73%
Óleo de soja-1,49%
Café-1,30%
Açúcar-1,04%
Banana+17,25%
Leite+5,17%
Feijão+2,68%

Metodologia

A pesquisa é realizada pelo NDR, envolvendo o curso de Ciências Econômicas e os programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio e em Economia da Unioeste Campus Toledo, em convênio com a Prefeitura de Toledo.

O levantamento segue os pressupostos metodológicos do DIEESE e considera 13 produtos: carne, leite, arroz, feijão, farinha de trigo, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo de soja e margarina. Os preços são coletados em estabelecimentos distribuídos pelas diferentes regiões do município, considerando três marcas de cada produto.

Para julho, o salário mínimo vigente considerado foi de R$ 1.621,00, com salário líquido estimado em R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% do INSS.

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Publicações Legais

Edição nº2823 – 30/04/2026

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