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Campanhas no Paraná se aproximam de R$ 200 milhões; 91% dos recursos vêm do fundo eleitoral

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Fundo eleitoral movimenta quase R$ 200 milhões no Paraná. Foto: ilustração

Da Redação

Após novas transferências dos partidos, disputa eleitoral concentra milhões em candidaturas ao Governo, Senado e Câmara Federal; 356 dos 1.086 candidatos registrados ainda não receberam recursos

A movimentação financeira das campanhas eleitorais no Paraná já se aproxima da marca de R$ 200 milhões. Os valores declarados pelos candidatos à Justiça Eleitoral mostram que a maior parte do dinheiro utilizado para financiar a disputa de 4 de outubro tem origem pública.

Após uma nova rodada de repasses das legendas, os recursos foram distribuídos entre candidatos ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Cerca de 91% de todo o dinheiro que chegou às campanhas paranaenses até o momento é proveniente do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os outros 9% correspondem principalmente a doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos.

Na disputa pelo Governo do Paraná estão algumas das campanhas com maior volume de recursos. Sergio Moro (PL) aparece com aproximadamente R$ 11,8 milhões arrecadados. Requião Filho (PDT) vem logo atrás, com R$ 11 milhões, enquanto Sandro Alex (PSD) registra cerca de R$ 6,95 milhões. Juntos, os três já movimentam quase R$ 30 milhões.

Entre os candidatos a deputado federal, o maior volume registrado até agora pertence ao ex-governador Roberto Requião (PDT), que recebeu R$ 3 milhões. Segundo os dados de prestação de contas, todo esse montante veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

A distribuição, entretanto, está longe de ser uniforme. Dos 1.086 candidatos registrados no Paraná, 356 ainda não haviam recebido qualquer valor até o levantamento mais recente. Na prática, enquanto algumas candidaturas já contam com milhões de reais para estruturar suas campanhas, centenas seguem sem recursos declarados.

Deputados estaduais ficam atrás na divisão

Os dados também revelam diferenças importantes conforme o cargo disputado. As candidaturas a deputado estadual aparecem, de maneira geral, com volumes menores de financiamento. Já os postulantes à Câmara dos Deputados concentram repasses maiores, atrás principalmente das campanhas majoritárias para o Governo e o Senado.

Essa diferença ocorre porque o Fundo Eleitoral não é dividido igualmente entre todos os candidatos. O dinheiro é inicialmente destinado aos partidos, que definem os critérios internos para repassá-lo às suas candidaturas, observadas as regras previstas na legislação eleitoral.

Fundão nacional chega a quase R$ 5 bilhões

Para as eleições de 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha tem R$ 4,961 bilhões disponíveis em todo o país. Trata-se de dinheiro do Orçamento da União destinado exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais.

Pela legislação, 2% do fundo são divididos igualmente entre os partidos registrados no TSE. Outros 35% são distribuídos conforme a votação obtida pelas legendas na eleição anterior para a Câmara dos Deputados, 48% levam em consideração o número de deputados federais eleitos e os 15% restantes são repartidos de acordo com a representação partidária no Senado.

Os números das campanhas ainda não são definitivos. Como candidatos e partidos continuam recebendo recursos e atualizando as prestações de contas, os valores podem aumentar significativamente até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Os dados oficiais podem ser acompanhados pelo sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.

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