Teve início nesta semana a veiculação de campanha da Prefeitura de Toledo sobre os perigos que o Aedes aegypti representa. Embora as ações de prevenção sejam relativamente simples, como fazer uma “geral” nos imóveis para eliminar possíveis criadouros do mosquito, muita gente ignora os riscos e ainda deixa de tirar a água acumulada de recipientes que estão no quintal ou até dentro de casa.

Para mostrar o perigo que estas pessoas estão correndo, o inseto causador da dengue (mas também da febre chikungunya, do zika vírus e com potencial de transmitir a febre amarela), o filme em veiculação nas redes sociais e emissoras de TV da região o apresenta vestido como a capa do anjo da morte e carregando uma foice com marcas de sangue.

A figura assustadora traz em si a mensagem de que não se pode brincar mesmo com o Aedes aegypti. Elaborada pela Blanco Lima, a campanha tem um título que não deixa dúvidas: “A dengue mata!”

 

Os números da dengue

Mesmo tão pequeno, com apenas 7 milímetros de comprimento, ele causa danos gigantescos na vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, o mosquito transmitiu dengue a 1.544.987 pessoas (782 morreram em virtude da doença) em 2019, número 488% maior do que o registrado no ano anterior.

De 28 de julho de 2018 até esta terça-feira (28), a Secretaria de Estado da Saúde confirmou 7.411 casos de dengue no Paraná, número 51 vezes maior que no mesmo período do ano passado. Toledo ainda tem a situação sob controle, com três casos confirmados e 13 sob investigação, mas a administração municipal quer evitar que a situação se agrave, como nos 34 municípios paranaenses que estão em estado de epidemia, alguns localizado na região Oeste.

 

O combate tem que ser constante

Para isso, além de lançar esta campanha de conscientização, a Prefeitura de Toledo tem intensificado o trabalho de visita a imóveis a fim de encontrar e eliminar focos de Aedes aegypti. Para este trabalho ter resultado positivo, é preciso que a população faça a sua parte e retire toda a água acumulada de pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas, pratos de alimentação de animais, caixas d´água, cisternas e outros recipientes.

Estão aí cuidados que todos nós, independentemente de morar ou não em Toledo, precisamos ter para evitar que este mosquito se reproduza. Se ele pode causar nossa morte, porque o deixarmos nascer?

Fonte: Secom/Pref. de Toledo