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Câmara se antecipa ao calendário eleitoral

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O presidente da Câmara, Gabriel Baierle, sinaliza movimento estratégico ao firmar parceria com a Comissão de Direito Eleitoral da OAB de Toledo. A capacitação anunciada não é apenas formalidade institucional: é preparação para um ano que impõe regras específicas à administração pública.

Mesmo não sendo eleição municipal, o pleito geral altera rotinas, exige cuidados com comunicação institucional e impõe limites legais claros. Ao ampliar o público-alvo para vereadores, assessores, estagiários e até outras câmaras da região, a presidência busca blindagem preventiva. Em ano eleitoral, erro técnico custa caro — politicamente e juridicamente.

Direito Eleitoral sai do livro e entra na prática

A fala do advogado Carlos Henrique Poletti Papi durante o evento ocorrido nessa quinta-feira,19, deixa claro o foco da iniciativa: aproximar teoria e prática. O recado é direto — não há como discutir legalidade eleitoral sem envolver quem atua na linha de frente do mandato.

A capacitação proposta mira o cotidiano dos agentes públicos: o que pode, o que não pode e como agir dentro dos limites legais. Não se trata de debate ideológico, mas de segurança jurídica.

Num cenário em que decisões judiciais podem alterar mandatos e candidaturas, orientação prévia deixa de ser detalhe e passa a ser necessidade.

OAB reforça papel institucional

A participação da OAB – Subseção de Toledo, sob a presidência de Fabiano Bordignon, reforça o papel institucional da entidade como guardiã da legalidade e da orientação técnica no processo democrático.

Ao integrar a Comissão de Direito Eleitoral a um convênio com o Legislativo, a OAB assume posição preventiva: reduzir riscos, esclarecer regras e evitar que o desconhecimento da lei gere sanções futuras.

Em tempos de judicialização crescente da política, informação qualificada é instrumento de estabilidade institucional.

Secretaria de Administração: a engrenagem da Prefeitura

Receberei no próximo sábado o secretário de Administração de Toledo, Marcelo Marques. Ele não aparece nas inaugurações, mas é por onde passa toda a engrenagem da Prefeitura.

Contratos, licitações, folha de pagamento, compras, organização interna e os mecanismos que mantêm a máquina pública funcionando estarão na pauta. É um setor estratégico: se falha, o impacto é imediato em toda a estrutura administrativa.

Eleições 2026 entram no debate local

Outro tema em destaque são as eleições deste ano. Também receberei o advogado Carlos Henrique Poletti Papi, representante da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PR.

Ele vai abordar o cenário eleitoral, as regras para o próximo pleito e o convênio com a Câmara de Toledo. Para quem pretende disputar mandato, a orientação jurídica deixa de ser detalhe e passa a ser necessidade desde já.

Na base do grito.

Na minha visão, subestimar o eleitor é o primeiro erro. E insistir nisso é o segundo. Vivemos o momento em que os vereadores que deveriam fiscalizar o Executivo acabaram usando a prerrogativa do cargo para achacar empresários. Um deles fez o que qualquer cidadão orientado faria: gravou e denunciou. Simples assim.

E então surge o suplente que assumiu com a ascensão do titular para Brasília. Mal sentiu o gosto do cargo e já transformou a tribuna em palco. Elevou o tom como se decibéis substituíssem argumentos. Tentou reescrever a história da cidade como se tudo tivesse começado no próprio mandato.

Toledo não nasceu ontem

Instituições lutam há décadas. Entidades filantrópicas conquistam recursos com trabalho técnico, articulação silenciosa e persistência histórica. Aí aparece o vereador — nada modesto — posando de fundador do que já estava consolidado. Pode até ter contribuído em algumas ações. Mas contribuição não é reinvenção da roda. E não se pisa no esforço coletivo para inflar currículo.

No início da sessão, surpreendeu ao declarar voto favorável ao empréstimo do Executivo. Se saiu bem até. Mas, quando o debate exigia enfrentamento de mérito, preferiu elevar o volume e mirar Brasília. Estratégia clássica: quando o argumento enfraquece, muda-se o assunto.

Grito não é governança. É ruído.

A tribuna virou vitrine. Hospital? Ele trouxe. APAE? Ele trouxe. Instituto Federal? Ele trouxe. Ambulância? Ele trouxe. Árvore? Ele plantou. Curioso como décadas de construção coletiva agora cabem em poucos meses de mandato.

O que se viu não foi postura parlamentar. Foi ensaio de palanque. Tom inflamado, comparação nacional, ataque ideológico amplificado. Mais pré-campanha do que debate municipal.

E a repetição de que “não vão me intimidar” soa menos como bravura e mais como necessidade de criar antagonista imaginário. Quem tem segurança sustenta argumento. Quem precisa demonstrar força aumenta o volume.

Apropriar-se de conquistas históricas é oportunismo. Muitas dessas entidades sequer foram pauta antes de se tornarem convenientes.

Toledo não precisa de ator de tribuna. Precisa de responsabilidade pública.

Volume alto não é liderança. É performance.
E o eleitor já aprendeu a diferença.

Oitivas não encerram crise e decisão judicial pode redefinir a Câmara

As oitivas não entregaram o que prometiam. Houve negativas e justificativas, mas pouca objetividade diante dos fatos já conhecidos. Quando a versão não enfrenta os elementos concretos do caso, ela não encerra a controvérsia — apenas adia o enfrentamento.

Contradições não significam culpa. Mas enfraquecem credibilidade. Em investigação dessa natureza, defesa sólida exige coerência interna e sustentação compatível com os indícios já postos. Sem isso, permanece como narrativa, não como esclarecimento.

O afastamento de Dudu e Bozó por 180 dias não é detalhe político. Medida cautelar pressupõe indícios mínimos e avaliação de risco à instrução ou à ordem pública. Não é condenação, mas também não é ato simbólico.

Deslocar o debate para o campo partidário não altera o núcleo jurídico da questão: houve ou não conduta irregular? É isso que está em análise.

As gravações divulgadas podem produzir reflexos diretos no cenário eleitoral. Eventual condenação gera inelegibilidade e redesenha o tabuleiro político local. Toledo já viveu mudanças provocadas por decisões judiciais.

Os prazos finais se aproximam. A decisão poderá confirmar os mandatos ou exigir a convocação de suplentes.

A cidade aguarda. Não por espetáculo. Por definição.

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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