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Câmara de Toledo reduzida a 17 cadeiras

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Foto: Gazeta de Toledo

O Ministério Público do Paraná requereu, e o Judiciário acatou: os vereadores Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL) estão oficialmente afastados dos cargos por decisão da 1ª Vara Criminal de Toledo, expedida no dia 2 de agosto. Ambos são investigados por corrupção passiva, após serem denunciados pela 4ª Promotoria de Justiça.

Segundo apuração, os parlamentares teriam solicitado propina de R$ 300 mil a uma empresa de energia renovável, em troca da aprovação de um projeto de lei relacionado à construção de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco – Estrada da Usina. O projeto legislativo envolvia a regularização de uma servidão administrativa para instalação de tubulações da empresa.

O afastamento, por 180 dias, não prevê substituição. A Câmara passa a funcionar, a partir de agora, com apenas 17 vereadores em plenário. Os parlamentares afastados continuarão recebendo seus salários, mas sem poder de voto ou voz nas sessões.

Quando a verdade encontra a justiça

Para alguns, virei um jornalista “purgante”, sempre batendo na mesma tecla. Para outros, os que ainda valorizam a seriedade, apenas um jornalista que expõe verdades incômodas, doa a quem doer.

Não escrevo para agradar. Escrevo para registrar, cobrar e lembrar.

E agora, com os afastamentos de Dudu Barbosa e Bozó, a verdade bate à porta da Câmara — e a porta se abriu. Alguns fatos que venho denunciando há tempos:

  • Quantas vezes alertei que, após 6 de outubro de 2024, Toledo se livrou de uma quadrilha?
  • Quantas notas publiquei sobre as farras com diárias?
  • Quantas matérias sobre os “golpes das capacitações” da empresa do “nó-cego”?
  • Cheques frios foram mostrados aqui.
  • Denunciei a direcionabilidade do edital do novo sistema da Câmara.
  • Falei do presidente da Câmara que abandonou o expediente com cinco secretários para uma “sessão de tiros”.
  • Denunciei a festa antecipada da vitória eleitoral, feita dois dias antes da eleição.
  • Citei os esquemas para dominar o HRT e demais repartições de saúde, por meio de conchavos.
  • Alertei sobre a apreensão da Amarok, por falta de pagamento.
  • Mencionei o sumiço do Commpas, também apreendido.
  • Expus o tal “roubo’ da Amarok carregada com computadores de uma empresa laranja de Céu Azul e, depois recuperada.
  • Falei do despejo de sala e apartamento alugadas em nome de terceiros por falta de pagamento.
  • Quantas vezes alertei sobre me diga com quem andas, direi que você é?

Agora, soma-se a tudo isso a denúncia de tentativa de suborno feita por empresários — sendo que, segundo fontes, mais dois empresários também foram achacados, e podem reforçar o caso judicial em breve.

Vitória da verdade

A decisão judicial não só afasta os investigados, como também reforça que a justiça está de olho. Me sinto gratificado ao saber que parte do que publiquei aqui nesta coluna foi vistoriada e respaldada pelas autoridades. Isso fortalece o jornalismo sério e renova a esperança de que a verdade, mesmo quando desacreditada, sempre prevalece.

Executivo sai fortalecido, legislativo enfraquecido

Com a nova composição da Câmara, a base do Executivo de Toledo se consolida ainda mais. Antes, o governo já contava com maioria. Agora, com a oposição reduzida de 9 para 7 parlamentares, o campo fica livre para o Executivo avançar com seus projetos — com menos resistência. Mas, existe a Lei retorno, tudo que vai, volta e dessa vez, a o poder Legislativo, sai enfraquecido.

Não haverá substituições. Mas caso houvesse, Professor Genário (MDB), primeiro suplente e Geraldo Weisheimer (PL), no lugar de Bozó, também primeiro suplente.

A Caridade dos R$ 300 mil

Há em Toledo, uma nova definição de caridade. Não era esmola para os pobres, nem ajuda para instituições filantrópicas. Era um pedido – ou melhor, uma cobrança – de R$ 300 mil, feita por dois vereadores a um empresário. Tudo, segundo eles, para “ajudar”… sete parlamentares. Um tipo de doação bem peculiar: dinheiro sujo travestido de boa ação.

Sim, usaram a palavra “caridade” com todas as letras. Como se estivessem passando o chapéu após a missa, quando na verdade, estavam estendendo a mão com o cinismo de quem acha que o cargo os transforma em donos da Câmara.

Mas o pior não foi o valor, nem o pedido. Foi a petulância monumental de prometer os 19 votos da Casa, como se cada cadeira tivesse dono e CPF. Como se os demais vereadores fossem marionetes de um teatro imundo, prontos a levantar o braço quando o “chefe” mandasse.

A sorte — e o caráter — foi do empresário, que não se dobrou, não se calou e ainda denunciou. Porque caridade, meus caros, é ajudar o próximo. O que esses dois tentaram foi roubar o futuro da cidade com a cara limpa e a alma suja.

E para quem ainda insiste em dizer que “todo político é igual”, a resposta agora está nos autos. E também no silêncio de quem sabia e fingia não ver. Porque tem gente que se vende, mas há os que se entregam — de bandeja, com nota promissória e recibo.

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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